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terça-feira, 21 de outubro de 2014

The Velvet Plume by Joline Andrade (Alunas) | EtnoTribes Festival 2014





Gente, coreografia maravilhosa da Joline Andrade, amo esta bailarina e suas alunas são demais, talentosas demais... vejam este vídeo é espetacular, inspirador.. Bjos Diani.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Você conhece Omã?

A história de Omã começou a ser escrita milhares de anos atrás no deserto, por seus habitantes mais antigos, os beduínos. Eles levam uma vida simples, andam de camelo e ainda precisam do peixe para sobreviver.

Em Omã existe há milhares de anos, um sistema muito particular de distribuição de água. Ela é retirada de encostas de montanhas, e desviada para canais, que abastecem até pequenas cidades do interior do país.
...em regiões de deserto. Chove pouco. Omã tem em um ano inteiro, praticamente a mesma...soluções para abastecer a população. Em Omã, existe há milhares de anos, um sistema...protegem a entrada do porto. Durante anos, Omã dominou toda a Costa Leste da África...

O sultão mandou plantar um milhão de tamareiras em Omã. Ele quer aumentar o consumo de tâmaras, que já foi o principal alimento da população e que hoje está diminuindo muito. Ele pediu a pesquisadores tentarem descobrir os benefícios da fruta.

A cerimônia de casamento em Omã é diferente de tudo o que a gente conhece. Ele acontece em dois rituais diferentes e só os homens participam. As noivas comemoram com suas famílias em outra parte da cidade.
Grande parte do país está em áreas secas, em regiões de deserto. Chove pouco. Omã tem em um ano inteiro, praticamente a mesma quantidade de chuva que o Brasil tem em apenas um mês.
As fontes de água doce são poucas. Um país que tem pouquíssima água precisa encontrar soluções para abastecer a população. Em Omã, existe há milhares de anos, um sistema muito particular de distribuição de água. Que é retirada de encostas de montanhas, e desviada para canais. É assim que toda água é distribuida para a população das pequenas cidades do interior deste país.
É o sistema Falaj. Há mais de 2,5 mil anos, moradores fizeram dutos na montanha para retirar a água doces de poços subterrâneos. Todo mundo tem água de graça em casa. Mas para a irrigação tem hora e dia certos.
Cada família tem uma cota para consumo, quem ultrapassar tem que pagar. É assim que os moradores conseguem ter suas pequenas plantações: Tâmaras. Bananas. Romãs.
É um sistema simples que funciona tão bem há tanto tempo que foi reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade. E que é um motivo de orgulho para a população.
“Eu espero que dure para sempre. Ter as tradições culturais ao seu lado não significa que você está isolado da civilização”, diz o morador Abdulrahman Al-Abri.
O país sempre esteve aberto a influências de várias partes do mundo. No século XVI, na mesma época que os portugueses chegaram ao Brasil, eles montaram em Mascate, a capital, bases de apoio na rota para as Índias.
Os antigos fortes construídos no país pelos portugueses, foram preservados. E ainda hoje protegem a entrada do porto. Durante anos, Omã dominou toda a Costa Leste da África, e os navios que vinham de lá, entravam pelo porto de Sur.
Se ainda não conquistou totalmente o equilíbrio, tantas influências tornaram este povo um dos mais tolerantes do mundo árabe. Para entender por que, conversamos com um especialista da cultura islâmica. Ele diz que a diferença está na maneira de cada povo interpretar as escrituras sagradas do Islã.
A lei muçulmana prevê, por exemplo, a pena de morte para homem e mulher em caso de adultério. Mas em Omã a pena nunca foi aplicada.
“O Islã fala que a educação é obrigatória para homens e mulheres, mas algumas sociedades muçulmanas não concordam com isso. E proibem só a mulher de ir à escola e trabalhar. Em Omã, é diferente. As mulheres podem estudar e trabalhar livremente”, explica Hafidh Mohamed, do Centro de Informação Islâmica.
A conversa aconteceu na mesquita que tem o nome do sultão Qaboos. É o prédio mais imponente da cidade. A construção durou seis anos. São quarenta mil metros quadrados dedicados à fé islâmica.
A mesquita é realmente grandiosa, impressiona. Até mais ou menos dois anos atrás, ela tinha o maior tapete do mundo, que tem 4.200 metros quadrados, e foi todo tecido no Irã em pedaços. As 600 mulheres que fizeram o tapete, depois foram até Omã e juntaram os pedaços. Ele tem 27 cores naturais diferentes, é maravilhoso. O tapete é tão precioso que ele geralmente fica protegido para evitar que os turistas que vão conhecer a Mesquita pisem e estraguem o tapete.
A proteção só é retirada na hora que os muçulmanos chegam para rezar. O lustre de cristal tem 14 metros de altura e é banhado em ouro. São tantos detalhes, que é difícil saber para onde olhar. A mesquita é um dos exemplos da preocupação do sultão de fazer de Omã um país belo, moderno, que tenha na sua base a força do Islã.

Texto retirado da reportagem no site da Globo G1


Estilo Tribal.


O que é Estilo Tribal? 

Não pode ser considerado folclore. Também não é etnicamente tradicional. O Estilo Tribal divide gostos e opiniões, e deixa uma dúvida: o que é afinal esta dança? Para quem ainda não conhece, Estilo Tribal é uma modalidade de dança que funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como a Dança do Ventre, o Flamenco, a Dança Indiana, danças folclóricas de diversas partes do Oriente e danças tribais da África Central, chegando até mesmo às longínquas tradições das populações islâmicas do Tajisquistão e Uszbequistão. 
Este estilo surgiu nos EUA, nos idos dos anos 70, quando a bailarina Jamila Salimpour, ao fazer uma viagem ao Oriente, se encantou com os costumes dos povos tribais. De volta à América, Jamila resolveu inovar e mesclar as diversas manifestações culturais que havia conhecido em sua viagem. 
Com sua trupe Bal Anat, passou a desenvolver coreografias que utilizavam acessórios das danças folclóricas e passos característicos da dança oriental, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente para criar uma espécie de dança-teatro, acrescentando a isso um figurino inspirado no vestuário típico das mulheres orientais. 
Uma forte característica trazida das danças tribais é a coletividade. Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo. Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público esta interatividade. 
Nos anos 1980, novas trupes já haviam se espalhado pelos EUA. Masha Archer, discípula de Jamila, ensina a Carolena Nericcio a técnica criada por Jamila para obter um melhor desempenho de suas bailarinas. Esta técnica baseia-se nos trabalhos de repetição e condicionamento muscular do Ballet Clássico adaptados aos movimentos das danças étnicas. Incentivada pelas diferenciações do novo estilo, Carolena forma sua própria trupe e dá novos contornos à história do Estilo Tribal. 
O figurino utilizado por Jamila e sua trupe cobria o torso da bailarina, sendo composto basicamente por djellabas ou galabias. Isso tirava, segundo Carolena, um pouco da intenção e visualização do movimento. Surge então um novo visual, que até os dias de hoje continua predominando no cenário Tribal: saia longa e larga (sem abertura nas laterais), calça pantalona ou salwar (bombacha indiana), choli (blusa tradicionalmente utilizada pelas mulheres indianas embaixo do sari), sutiã por cima da choli, xales, cintos, adereços, moedas e borlas (os famosos pompons!) para incrementar o traje e dar maior visualização aos giros e tremidos. 
Além deste novo figurino, Carolena e sua trupe Fat Chance Belly Dance trouxeram ao Estilo Tribal a característica mais forte do ATS (American Tribal Style -Estilo Tribal Americano): a improvisação coordenada. Essa improvisação parece uma brincadeira de “siga o líder” e baseia-se numa série de códigos e sinais corporais que as bailarinas aprendem, trupe a trupe. Esses sinais indicam qual será o próximo movimento a realizar, quando haverá transições, trocas de liderança etc. Ainda falando das inovações trazidas por Carolena, a nova postura, oriunda na dança flamenca, e as posições corporais diferenciadas na execução dos passos dão amplitude aos movimentos, sendo então melhor visualizados pelo público. 

Nos anos 1990, o Estilo Tribal passou a demonstrar com mais força a presença da Dança Indiana, do Flamenco e mesmo das técnicas de Dança Moderna e do Jazz Dance. Nasce então o Neo Tribal. Esse sub-estilo já não se mantém preso ao sistema de sinalização do ATS, trabalha com peças coreografadas e ganha liberdade com a adição de novos movimentos, inovações cênicas, acessórios e mesmo na composição do figurino, embora mantendo semelhança ao criado nos anos 1980. 
Em 2002, no Brasil, Shaide Halim cria a Cia Halim Dança Étnica Contemporânea – a primeira trupe tribal do Brasil. Desenvolvendo um trabalho baseado nestas modificações pelas quais o estilo passou, inova mais uma vez ao trabalhar com as danças de uma forma mais homogênea. Ao contrário dos grupos norte-americanos, que mantém a dança do ventre como base, a Cia Halim tem seu trabalho coreográfico orientado pela composição musical, ou seja, a ênfase de uma ou outra modalidade de dança, seja esta oriental, indiana, africana ou flamenca, virá do tema musical escolhido. 
Baseada nessa premissa surgiram as parcerias da cia com músicos representantes da world music nacional, como MA3, Marcus Santurys e Atman. E dessas parcerias surgiu uma nova fonte de inspiração para o desenvolvimento do estilo, com a adição de sons e movimentos oriundos das danças folclóricas brasileiras. Assim nasce o Estilo Tribal Brasileiro, hoje divulgado pela Cia Halim e suas “filhas” (Naya Padavi - São Paulo, Jaya Mahati - Rio de Janeiro, Yadein - Ribeirão Preto e Halim Iceland - Reikjavik, Islândia). 
Atualmente, o interesse pelo Estilo Tribal cresceu e surgem novas trupes espalhadas por todo o país. Algumas se baseiam no Estilo Tribal Brasileiro, outras buscam inspiração nos trabalhos das trupes de ATS, de Neo Tribal ou de Tribal Fusion, uma vertente ainda mais recente dessa última, como é o caso da Índigo, cia coordenada pela bailarina norte-americana Rachel Brice, que utiliza músicas Lounge, Chill Outs e Techno-Orientais. 

Texto de Shaide Halim 


Dança do Ventre como terapia!!

UTILIZANDO A DANÇA DO VENTRE COM ENFOQUE TERAPÊUTICO 

 A Dança do Ventre é a mais feminina e sensual de todas as danças. A mulher, através da música árabe, une seus movimentos, sua expressão e sua sedução, transformando-os, no palco, em sentimentos, que compartilha com seu público. Há quem diga que a Dança do Ventre está ligada a rituais religiosos e danças sagradas. Não há qualquer ligação da Dança do Ventre com tais práticas, e não devemos levar em consideração este conceito, pois hoje a bailarina é considerada uma artista. A dança do ventre também é considerada sensual, o que é um dos motivos que atraem a atenção tanto de mulheres como de homens, a dança do ventre é uma atividade muito interessante, pois favorece a descoberta do próprio corpo.

BENEFÍCIOS

Seus benefícios, tanto físicos como psicológicos, são comprovados. Ativa a circulação sangüínea, melhora o funcionamento do aparelho digestivo, dos rins e dos órgãos sexuais. Proporciona a redescoberta do feminino, com todo o sensualismo que lhe é peculiar. Desenvolve-se uma consciência corporal enorme. Aprende-se a amar o corpo não por ser feio ou bonito conforme os padrões estéticos, mas por ser belo em seus movimentos, por ser mais suave na forma de andar, por ser mais sensual. Aprende-se a olhar cada pedacinho do corpo com olhos de quem se gosta. Um dos maiores benefícios da Dança do Ventre é desenvolver a auto-estima.

O AUXÍLIO TERAPEUTICO

Na Dança do Ventre trabalha-se priorizando a região do ventre, região esta que somatiza as emoções inclusive as dores, raiva, medos e expectativas à medida que se trabalha os movimentos, estes repercutem no psíquico, mesmo que inconsciente. Uma das razões fundamentais para a melhora nos processos de baixa auto-estima e melancolia, pois os movimentos “despertam” toda a estrutura corporal. É fato que os relatos de melhora de casos como melancolia, pânico, depressão e baixa auto-estima devido à dança têm aumentado de maneira estupenda. Há relatos, mesmo informais, de mulheres que melhoraram consideravelmente após praticar a dança do ventre.

OBJETIVO

Desenvolver a dança do ventre como método terapêutico, fazendo com que a mulher entre em contato com sua feminilidade através da dança, com o propósito de recuperar ou exaltar ainda mais o seu poder pessoal, sua feminilidade tornado-se mais segura, mais forte e mais saudável.

Fonte de pesquisa: psicólogamichelle.net