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sábado, 19 de junho de 2010

Curiosidades do Egito!!!

O beijo entre os homens

Em público, os beijos entre casais são proibidos. A desobediência a essa lei pode levar o indivíduo à delegacia de polícia. Ou à casa do pai da moça, para explicações, se ela não for casada.

Enquanto é proibido o beijo entre casais, para não despertar "imaginações impuras", é comum o beijo entre os homens: três beijinhos na face, às vezes bem molhados... O adido militar, na primeira vez em que se apresentou às autoridades militares egípcias, ficou corado de vergonha, todo vermelho, quando um general sapecou um beijo em seu rosto. Um não, três... Mas esses beijos entre os homens não chegam a causar a mesma estranheza no Ocidente como aqueles beijos na boca tipo "desentupidor de pia" de antigos figurões soviéticos, que as manchetes estamparam em volta do mundo.

Existe o costume egípcio de os homens andarem de mãos e braços dados. Às vezes, só com o dedo "mindinho". Víamos, no início, com bastante surpresa oficiais ou praças, tanto das Forças Armadas quanto da Polícia, andarem de braços dados, mesmo fardados.

Depois nos acostumamos com isso e eu não via nenhum mal em meu filho Wagner, às vezes, em plena rua, quando fazíamos as costumeiras caminhadas pelo Cairo, também me dar seu braço. Era um sinal de aconchego e amor filial que eu não podia negar só por causa dos nossos costumes diferentes no Ocidente.

As moças egípcias, em princípio, casam virgens. Não é permitido à moça solteira manter conversa com homens. Nas escolas, os meninos sentam em bancos separados das meninas. Segundo os árabes, "a mulher é uma flor tenra que precisa ser preservada". Por isso o uso do purdah (véu), que esconde os cabelos das mulheres. A mulher muçulmana casada, no Egito, não mostra seus cabelos a não ser para o marido e pessoas da família.

Há a nequab, uma vestimenta islâmica que cobre as mulheres da cabeça aos pés, usada por uma quantidade razoável de mulheres no Egito, mas que não é normal. Com essas vestimentas, apenas são vistos os olhos das mulheres. A gente as chamava de "mascaradas", algumas até apresentando figuras grotescas, quando colocavam óculos "fundo de garrafa" por sobre a "máscara". Dava até para se assustar, quando encontradas, inopinadamente, numa dobra de esquina.

É bom lembrarmos que há 50 anos atrás, no Brasil, as mulheres também andavam com vestidos longos, até os calcanhares, e com véus nas cabeças. E a cor predominante era a preta, como posso ainda hoje observar em uma foto de minha avó junto com minha bisavó. Como as mulheres ocidentais mudaram de traje em tão pouco tempo...

Há muitos egípcios que se vestem como os ocidentais, tanto homens quanto mulheres. Mas é grande o número de egípcios, de ambos os sexos, que vestem as longas túnicas, as galabeyias, principalmente os da classe mais pobre, como os beduínos que vêm do interior. Talvez agora tenha aumentado o número de mulheres com vestidos longos, pela imposição dos fanáticos muçulmanos fundamentalistas. Enquanto Muamar Khadafi, da Líbia, se veste espalhafatosamente, cheio de panos esvoaçando ao vento, o Presidente egípcio, Hosni Mubarak, nunca é visto usando uma galabeyia.

Há mulheres que vestem galabeyias pretas, que é uma demonstração de fidelidade ao marido. O desconforto deve ser imenso, pelo calor que provoca. O ideal seria usar túnica branca, como os sauditas, que reflete a luz e, portanto, o calor. Era comum vermos mulheres, aos bandos, todas vestidas de preto. O que levou nossas crianças a comentarem: "Olha só, quantas Perpétuas!" (da novela Tieta).

Antes da ocupação francesa, todos os egípcios usavam barba e bigode. Como os franceses tinham o rosto escanhoado, o antigo costume começou a cair em desuso, embora com alguma resistência.

Antigamente, uma punição exemplar para os egípcios era cortar seu bigode à força, o que causava uma vergonha enorme. No tempo dos mamelucos, homens sem bigode não eram tolerados a entrar nas cortes de justiça e criminosos eram forçados a raspar o bigode e mandados a andar no lombo de burros, de costas, pelas ruas da cidade, para aumentar a vergonha.

Observa-se, ainda hoje, no Egito uma grande quantidade de homens que cultivam seu bigode com bastante esmero. Geralmente são bigodes enormes, como os do ex-jogador de futebol Rivelino. Quanto à barba, esta é hoje cultivada, principalmente, pelos sacerdotes coptas e pelos fundamentalistas islâmicos.

Fonte:


 

Pão Sírio!! Receitinha!!

Receita de Pão Sírio

Ingredientes:

2 kg de farinha de trigo

2 colheres (chá) de sal

1 colher (sopa) de açúcar

1 colher (sopa) de óleo

30 g de fermento

1/2 litro de água levemente morna

1 litro de leite

2 ovos


Modo de Preparo:

Desmanche o fermento na água.

Acrescente os outros ingredientes e bata bem a massa até ficar macia.

Faça bolinhas de 70 gr cada.

Cobrir e deixar descansar por 15 minutos.

Abra círculos de 8 cm com um rolo.

Deixe crescer por mais 30 à 40 minutos.

Assar em forno quente de 300º à 400º por 1 à 2 minutos.

Rende 50 pães.



Fonte de pesquisa: http://www.webbusca.com.br/culinaria/cozinha_arabe.htm

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Deslocamentos: Escorpião!!!


Os deslocamentos, como o próprio nome já diz, são os movimentos que as dançarinas usam para andar pelo palco, ou seja, "se movimentar dançando". Existem diversas maneiras de se deslocar, muitas delas "emprestadas" do Ballet, como o arabesque, mas hoje vamos começar pelo Escorpião!

Provavelmente vocês já conhecem este movimento, mas com esse nome, acho que só eu mesmo!! Caramba, que dureza encontrar um vídeo para exemplificar!! De qualquer forma, para mim não tem como chamar com outro nome, é nítido para mim se chamar "escorpião". Ele é um dos movimentos de deslocamento que mais podem ser incrementados, você pode fazê-lo tremendo, com um camelo, com redondo, com oitos, acho que com tudo! Mil e uma utilidades!

Bem, o Escorpião tem duas formas: alternando ou não a posição da perna. Compliquei? Com alternância: meia-ponta, pise com o pé direito na frente, desça o lado direito do quadril para baixo, eleve à posição normal o quadril, pise com o pé direito atrás, desça o lado direito do quadril. Conforme pisar se movimente para o lado direito. A mesma coisa com o lado oposto para ir para o lado esquerdo. Agora sem alternância: meia-ponta, pise com o pé direito na frente, desça o lado direito do quadril, não tire o pé direito da frente, só desloque seu peso para o pé esquerdo que está atrás, quando jogar o peso para o pé direito que está na frente, vá pisando para o lado direito, se deslocando. O mesmo para o lado esquerdo. Reconheceram o movimento?

IMPORTANTE: Os braços devem estar posicionados, ou seja, está deslocando para o lado direito, então braço esquerdo esticado e braço direito na horizontal (olhem a fotinho acima).

IMPORTANTE²: O pé que está na frente - direito ou esquerdo - que indicará a direção que você deslocará (direita ou esquerda). Exemplo: pisei com o pé esquerdo na frente, eu desloco para o lado esquerdo.

Agora, incrementando o Escorpião:

Escorpião com tremido: para tremer e deslocar nesse movimento, a perna que estiver de apoio (onde você estiver se apoiando enquanto alterna o seu peso entre as pernas para andar) será a que você tremerá. Exemplo: pisei na frente com a perna direita, ela treme, quando meu peso for para a perna esquerda, esta que tremerá. Se você conseguir fazer essa alternância de tremidos sem solavancos, vai parecer que o tremido é contínuo. Chique, não?

Escorpião com camelo: quando você pisar na frente (pé direito ou esquerdo) ondule o abdômen, podendo ser o camelo normal ou invertido (como já explicamos aqui). Exemplo: Pisei na frente = camelo, peso atrás (sem camelo), pisei na frente = camelo.

Com camelo dá para fazer o Escorpião para frente e para trás. Assim: ao finalizar o camelo, ao invés de pisar para o lado, pise para frente ou para trás: camelo, pise à frente; ou camelo, pise atrás. Ah, você pode fazer dois camelos e pisar, dá maior visual!

Escorpião com oito: Nesse você só vai "desmembrar" o oito entre as pernas. Assim: pisei com a perna direita na frente, começo o oito levando o quadril para a direita (qualquer oito), ao jogar o peso para a perna esquerda, finalizo meu oito no lado esquerdo.

Escorpião com redondo: segue a mesma lógica do oito, a ênfase do lado do quadril será de acordo com o ponto de apoio do peso (esquerda ou direita). Exemplo: piso na frente com o pé direito, inicio o redondo da direita, levando para a esquerda, o redondo chegou na esquerda, meu peso tem que estar apoiado na perna esquerda. Ah, claro, andando!

Escorpião com twist: Conforme se deslocar no Escorpião para o lado do pé que está na frente, faça o twist ("sacudir" o quadril) para o mesmo lado.

Fonte de pesquisa: http://www.dancadoventrebrasil.com/
 

Ansuya!!!

Da Califórnia, mais especificamente de Ojai, Ansuya tem seu talento de berço: filha da bellydancer Jenaeni, ela já dança desde os cinco anos de idade! Seu pai é descendente da família real indiana, o que contribuiu com uma toque de misticismo e encantamento ao seu talento. Além de dançarina, é também atriz, tendo participado de diversos filmes e seriados norte-americanos.
Ansuya é considerada uma das mais talentosas dançarinas atualmente, principalmente quanto às suas performances-solo. Ela já recebeu premiações, como "melhor dançarina performática" do IAMED, "melhor dançarina performática do ano", sendo ganhadora desta categoria por 3 vezes. Recentemente ela promove sua carreira internacional com workshops e turnês mundiais.
Fonte de pesquisa:
http://www.dancadoventrebrasil.com/2009/04/ansuya.html

Dança estilo gótico!!!


À primeira vista podemos perceber que é uma faceta da dança do ventre tribal, tanto que aqui no Brasil não há uma distinção clara entre estes dois estilos, as dançarinas assumidamente tribais investem em elementos comuns ao estilo gótico, mas não se posicionam como dançarinas puramente góticas. Muito diferente do que acontece nos Estados Unidos, berço do estilo tribal e do estilo gótico, este último é visto como um estilo independente, já com uma produção própria de dançarinas, vídeos e shows. Todas essas variações criadas no berço norte-americano, em sua maioria, se caracterizam pelo termo Bellydance Fusion, e não só encontramos o estilo gótico, mas também cigano, nipônico, indiano, entre outros, associados à dança do ventre.
O estilo gótico já existe há quase 10 anos, tendo se definido melhor há uns 5, proveniente das tribos urbanas góticas dos EUA, combinando música indiana e do Oriente Médio com música ocidental, especialmente Metal Gótico, Metal Punk e recentemente techno. As bandas que contribuíram para compor o repertório dessas dançarinas, por exemplo, foram The Sisters of Mercy, Dead Can Dance, Vas e Faith and The Muse.
O estilo gótico se divide em duas subcategorias: a dança profundamente fundamentada na cultura gótica, seria o puramente gótico, e a outra seria a de inspiração gótica, isto é, que agrega elementos, mas não se estrutura em estudos e composições desta cultura. Podemos dizer que a primeira é para os aficcionados, aqueles que mergulham e trazem na dança elementos percebidos por quem é do meio, e a segunda é para quem busca o entretenimento simplesmente. A dança do ventre gótica não visa parecer "estranha", ou um "filme de terror caseiro", ela tem como finalidade transformar em arte o lado obscuro da alma (profundo, não?). Para isso a bailarina, sozinha ou em grupo, procura desenvolver um vocabulário de dança que mostre compenetração, sedução, sofrimento, usando até mudras (posições sagradas indianas) para evocar uma aura de encantamento e mistério. As apresentações são sempre coreografadas, trabalhadas, toda a dança segue um objetivo: criar uma dimensão nova, que exprima dança e sentimento unidos em uma densa interpretação.
O figurino das bailarinas não fica atrás das dançarinas tribais, mas alguns elementos se destacam: o preto, as peças metálicas e as roupas feitas de materiais plásticos. As bailarinas investem em maquiagem drag e um penteado elaborado, assim como no estilo tribal, mas todo o visual tem um quê dark, podem usar meias arrastão, couro, espartilhos, tudo preto, beeeem preto! Maquiagem para ficar bem pálida também é o objetivo, resumindo: o visual é vampiresco mesmo!

Fonte de pesquisa:
http://www.dancadoventrebrasil.com/2009/08/estilos-danca-do-ventre-gotica.html

Dança estilo Tribal!!!

Não é dança do ventre, nem tampouco pode ser considerado folclore. Também não é etnicamente tradicional. O Estilo Tribal divide gostos e opiniões, e deixa uma dúvida: o que é afinal esta dança?

Para quem ainda não conhece, Estilo Tribal é uma modalidade de dança que, tendo como base a dança do ventre, funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como o Flamenco, a Dança Indiana e danças folclóricas de diversas partes do Oriente, desde as tradicionais manifestações folclóricas já bem conhecidas pelas bailarinas de dança do ventre às danças tribais da África Central, chegando até mesmo às longínquas tradições das populações islâmicas do Tajisquitão.

Para usar uma terminologia apropriada que não cause dúvida, espanto ou revolta nas defensoras da tradição, chamamos esta modalidade de Estilo Tribal Folclórico Interpretativo. Este estilo surgiu nos EUA, nos idos dos anos 70, quando a bailarina Jamila Salimpour, ao fazer uma viagem ao Oriente, se encantou com os costumes dos povos tribais daquela região. De volta à América, Jamila resolveu inovar e mesclar à dança do ventre as demais manifestações culturais que havia conhecido em sua viagem.

Com sua trupe Bal Anat, Jamila passou a desenvolver coreografias que aliavam acessórios das danças folclóricas aos passos característicos da dança do ventre, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente para criar uma espécie de dança-teatro, acrescentando à isso um figurino mais condizente com o vestuário tradicional das verdadeiras mulheres orientais, abandonando então as lantejoulas e miçangas características dos trajes bedleh.

Um exemplo que temos desta nova forma de dança é a tão popular Dança da Cimitarra. Segundo Jamila, a primeira bailarina que comprovadamente apresentou esta dança, várias lendas sobre o uso da espada pelas mulheres do Oriente, em forma de dança, existem, mas nenhuma delas pode ser tida como real, já que o próprio povo daquela região não aceita esta dança como parte de suas lembranças culturais.

Uma forte característica trazida para o Estilo Tribal das danças tribais é a coletividade. Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo. Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo, as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua, surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público esta interatividade.

Nos anos 80, novas trupes já haviam se espalhado pelos EUA. Masha Archer, discípula de Jamila, ensina a sua aluna Carolena Nericcio as técnicas do Estilo Tribal, criadas por Jamila pra obter um melhor desempenho de suas bailarinas. Esta técnica baseia-se nos trabalhos de repetição e condicionamento muscular (e mental) do Ballet Clássico, adaptados aos movimentos das danças étnicas. Incentivada pelas diferenciações do novo estilo, Carolena forma sua própria trupe, que dará novos contornos à história do Estilo Tribal.

O figurino utilizado por Jamila e sua trupe cobria o torso da bailarina, sendo composto (ainda hoje mantido por esta trupe) basicamente por batas do tipo djellaba ou galabias. Isso tirava, segundo Carolena, um pouco da intenção e visualização do movimento. Surge então um novo visual ao Estilo, que até os dias de hoje continua predominando no cenário Tribal: saia longa e larga, sem abertura nas laterais ou calça pantalona ou salwar (bombacha indiana), choli (blusa curta de manga longa ou semi, que é tradicionalmente utilizada pelas mulheres indianas embaixo do sari), sutiã por cima da choli, xales, cintos, adereços, moedas, borlas, para incrementar o traje, dar maior visualização aos giros e tremidos etc.

Além deste novo figurino, Carolena e sua trupe Fat Chance Belly Dance trouxeram ao Estilo Tribal a complementação com movimentos oriundos da Dança Indiana e Flamenca, e a característica mais forte atualmente no Estilo Tribal: a improvisação coordenada. Esta improvisação parece uma brincadeira de "siga o líder", e baseia-se numa série de códigos e sinais corporais que as bailarinas aprendem, trupe a trupe, que indicam qual será o próximo movimento a realizar, quando haverá transições, trocas de liderança etc. Para a audiência, ficará a impressão de que aquela trupe está desenvolvendo uma coreografia diversas vezes ensaiada, mas ao contrário, elas estão improvisando todas as seqüências na hora, sem que com isso percam o sincronismo e a simetria em cena.

Ainda falando das inovações trazidas por Carolena, a nova postura desenvolvida por suas bailarinas e as posições corporais diferenciadas na execução dos passos dão amplitude aos movimentos, sendo então melhor visualizados pelo público.

Nos anos 90, o Estilo Tribal, passou a demonstrar com mais força a presença da Dança Indiana e ainda mais danças folclóricas foram adaptadas ao Estilo, tudo representado de uma forma simbólica e interpretativa, sem com isso querer traduzir a realidade destas danças, já que estão totalmente fora de seu contexto original.

No Brasil, Shaide e a Cia. Halim, de São Paulo, capital, estão desenvolvendo um trabalho baseado nestas inovações pelas quais o Estilo passou, que acabaram por originar uma nova corrente denominada Neo Tribal, que possibilita a mescla entre a improvisação coordenada do Fat Chance e o estilo coreografado do Bal Anat e sua dança teatralizada, ainda permitindo que novos elementos folclórico-culturais e novas influências sejam acolhidas pelo estilo.

Shaide atualmente desenvolve um trabalho de conscientização corporal em suas bailarinas, por meio do uso da biomecâmica (cinesiologia) dos passos, aliados à postura e com um trabalho paralelo de acompahamento fisioterapêutico individualizado, bailarina por bailarina, desde o aquecimento, alongamento, série de sequências ao relaxamento final das aulas, ensaios e espetáculos. Este trabalho visa desenvolver bailarinas ainda mais capacitadas, reestruturando não apenas a parte muscular, mas também a respiratória, evitando que com isso elas ganhem vícios posturais, até mesmo corrigindo as patologias já existentes, e tornando-as mais aptas a enfrentarem horas dançando sem causarem danos ao seu organismo, com um melhor preparo físico.

SHAIDE, Junho 2002
Fonte de pesquisa: http://www.mayagaorry.com/tribal.htm



A Atuação da Dança do Ventre no Corpo Feminino!

Autor: Lisi Hannan - fisioterapeuta graduada pela PUCRS e trabalha com dança do ventre desde 1996 no Rio Grande do Sul. Já trabalhou em diversos lugares do Brasil, Europa e agora divulga seu trabalho pela Australia.

Email: lisihannan@hotmail.com

A dança do ventre como qualquer outra dança traz muitos benefícios, especialmente para a mulher. Pelo encantamento que ela nos traz, surgiu uma gama de estudos comprovando sua eficácia para o corpo e a mente feminina.

A dança do ventre trabalha em harmonia todas as partes do corpo, em especial o quadril. O trabalho da dança consiste em fazer movimentos, na sua grande maioria, em retroversão. São utilizados movimentos já conhecidos pela fisioterapia como correção de hiperlordose, como pôr exemplo, segundo Béziers (2002), os oitos de quadril implantados na cinésioterapia. O uso extenso de todos estes músculos na dança do ventre significa que todos estes músculos são utilizados harmoniosamente bem. A palavra harmonia usada neste contexto refere-se a quatro itens: coordenação, força, resistência e flexibilidade.

Onde a dança do ventre é realmente superior comparando a outras formas de exercício é o modo como todos os músculos, incluindo os mais profundos, são usados de um modo suave e repetitivo. Segundo Blandine Calais- Germain, (1992): “O aprendizado dos movimentos do quadril deve se tornar uma rotina. A bacia se equilibra permanentemente sobre os quadris, não por um encerramento em força dos músculos superficiais, mas pelo trabalho dos músculos profundos. Este trabalho é importante para o bom equilíbrio e bem estar da coluna vertebral.”

A prática de dança do ventre contribui para o desenvolvimento da resistência muscular localizada abdominal e para a flexibilidade da coluna lombar, e qual a intensidade desta contribuição se comparada a indivíduos que realizam realinhamento da coluna, reabilitação de quadril e a sedentários. É possível que a dança do ventre possa considerar-se uma atividade efetiva para o desenvolvimento destas funções. Os rolamentos e movimentos ondulatórios trabalham os músculos e articulações suavemente em uma grande quantidade de movimentos, e ao mesmo tempo, a massagem realizada pelos movimentos alivia as tensões.

A principal função do quadrante inferior consiste em movimentar e fornecer, simultaneamente, uma base estável a partir da qual os membros superiores possam atuar. Juntos, o tronco e os membros inferiores tem potencial para realizar movimentos multidimensionais com um gasto mínimo de energia. A harmonia neuro-musculoesquelética é importantíssima para o funcionamento ideal do complexo lombar, pélvico e do quadril (Lee, 2001).

Vista de uma forma terapêutica, a dança do ventre trabalha partes do corpo com movimentos especiais como o aprendizado da dissociação de membros, favorecendo uma conscientização maior para a praticante com relação ao seu lugar no espaço e com relação a si mesma, dando assim, um leque maior de movimentos gerais. Este leque permite então um auto-ajuste corporal e um conhecimento específico com relação á dores quaisquer, pois além das práticas da própria dança, aprende-se alongamentos, aquecimentos, enfim, um conhecimento corporal realmente rico.

BIBLIOGRAFIA

• Mohamed, Shokry. Danza Oriental. Madrid, La Imprenta (5): 2002; • Abrão, Ana Carla Peto; Pedrão, Luiz Jorge. A Contribuição da Dança do Ventre Para a Educação Corporal, Saúde Física e Mental de Mulheres que Freqüentam uma Academia de Ginástica e Dança. Rev Latino-am de enfermagem: 13(2): 2005; • Freire, Ida Mara. Dança-educação. O Corpo e o Movimento no Espaço do Conhecimento. Santa Catarina, Cadernos Cedes (51): 2001; • Alves, Flávio Soares; Soares, Marília Vieira. A dança reinventando a imagem no corpo. PPG IA UNICAMP, Conexão Dança: 2006; • Cedeño, Alejandra Leon. Fluir Na Dança E Mudar Na Vida: Benefícios Psicológicos da Dança do Ventre. Conexão dança: 2006; • Barbosa, Luciano. A Dança em Terapia e a história dos ritmos. Conexão Dança:2006; • Araújo, Denise Saldanha de. Corpo e Movimento: Percepção Corporal e Aptidão Física. Rio de Janeiro, Revinter: 2004; • Lee, Diane. A Cintura Pélvica. São Paulo, Manole(2): 2001; • Piret, S.; Béziers, M.M. A Coordenação Motora. São Paulo, Summus Editorial: 1992; • Feldenkrais, Moshe. Consciência Pelo Movimento. São Paulo, Summus Editorial (5): 1977; • Cailliet, Rene. Compreenda Sua Dor Nas Costas. Porto Alegre, Artmed: 2002; • Bencardini, Patrícia. Dança do Ventre: Ciência e Arte. São Paulo, Texto Novo: 2002; • Bricot, Bernard. Posturologia. São Paulo, Ícone: 2001; • Bienfait, Marcel. Os Desequilibrios Estáticos. São Paulo, Summus Editorial (2): 1995; • www.egipto.com • www.libanoshow.com • www.portaloriental.com

• www.lisihannan.com

Porquê o Egito é o Centro Mundial da Dança do Ventre.

Todos sabemos que a dança é praticada no Egito desde a antiguidade.



Mas vamos falar de como o Egito é importante no cenário atual da dança do ventre.



Desde que na década de 20 a bailarina Badia Massabai abriu uma casa noturna no Cairo, ela , juntamente com outras bailarinas , começaram a estudar novas formas de coreografias e apresentações de dança.



Nós podemos observar como a dança se desenvolveu naquela época assistindo aos vídeos de Samia Gamal, que començou a introduzir passos de ballet e coreografias com elementos modernos .



Os figurinos e cenários tinham uma nítida influência de hollywood.



Naquela época as bailarinas começaram a usar sapatos para se distinguir das classes mais pobres e mostrar que a dança do ventre gradualmente subia de status.



Esse processo continua até hoje , com as bailarinas se sofisticando cada vez mais e utilizando nos shows orquestras de até 75 músicos, coreógrafos e grupos de dança que dão sustentação ao show.



As produções de cinema também ajudam o desenvolvimento da dança. O Egito é o maior produtor de cinema do mundo árabe, constituindo um vasto mercado de trabalho para artistas é técnicos.



O Egito é ao mesmo tempo centro conservador das tradições da cultura árabe e vanguarda artística do Oriente Médio.


Fonte de pesquisa: http://www.giselebomentre.com.br