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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mais uma teoria!!!!


A dança do ventre é proveniente de um ritual sagrado anterior à mais antiga das civilizações, a dos sumérios. Era dançada em honra à Deusa, a Grande Mãe. Era uma dança de fertilidade (em todos os sentidos) e de agradecimento. Essa antiga dança foi se perpetuando e fazendo parte da vida das sumérias, acádias, babilônias, egípcias e asiáticas, sempre como uma expressão sagrada da identificação da mulher com a Deusa. Desta forma as moças conquistavam forças para sobreviver as rudes condições da época, além de ficarem mais próximas das origens do Universo.No Egito a dança sagrada foi também praticada pelas sacerdotisas da Deusa Ísis, reverenciando o feminino. Desta dança se originou uma dança que podia ser realizada fora dos templos. Ela conservava a forma e os movimentos da dança sagrada e era realizada nos salões e nas ruas. Foi esse tipo de dança mais popular que se espalhou com o nome de dança do ventre egípcia. Foi uma dança também assimilada pelo festivo povo árabe e hoje em dia tem algumas influências ocidentais.A difusão desta bela dança por todo o mundo não é por acaso. A Dança do Ventre desenvolve a força do feminino – uma força negligenciada e menosprezada atualmente, até mesmo desconhecida por muitas mulheres – uma força altamente poderosa. Esta força desenvolve na mulher auto-estima, autoconfiança, segurança e unidade. A mulher se autodescobre e se valoriza, além disso, ela entra em contato com o seu Feminino Sagrado, que lhe dá o sentido de irmandade, de totalidade. A Dança do Ventre, assim como toda arte, é também uma terapia e proporciona alegria e prazer ao ser praticada.A medicina chinesa assim como outras linhas de saúde holística conceituadas consideram o ventre como o centro de força e de consciência do indivíduo. É nele que se concentram as energias básicas que trazem autoproteção contra as doenças e a velhice prematura. O rejuvenescimento e a longevidade dependem da circulação apropriada da energia do ventre para o resto do corpo. Esta energia não pode ficar estagnada, nem contida, daí a importância de métodos que a estimulem, que a deixem fluir; a dança do ventre é um deles.O ventre é o nosso centro de gravidade. Ele é a parte de nosso corpo que recebe a maior força de atração do nosso planeta. Esse fato faz-nos concluir que todo o nosso corpo precisa estar alinhado com nosso centro (o ventre) para que haja uma harmonia e equilíbrio em todas as formas de movimento, a começar pelo "simples caminhar". O ventre da mulher tem importância especial porque nele se encontram o útero e os ovários, nele é gerada uma vida, é através dele que se processa a menstruação e é ele que "guarda" o sangue da mulher sábia, aquela que já parou de menstruar.
Por Anna Leão Escritora, dançarina e professora de dança e técnicas corporais.
http://www.templodeavalon.com/modules/articles/article.php?id=17

Outra teoria para o surgimento da Dança do Ventre!!!


Com a invasão dos árabes no Egito, e uma série de migrações em um período conturbado de guerras, a Dança do Ventre passou a ser conhecida por outros povos, que a adquiriram para a sua cultura e modificaram-na de acordo com suas crenças e desejos, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria, Índia, Suméria, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através dos ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997). Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para sua nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.
A Dança do Ventre tem seguido um processo evolutivo e tem sido praticada em inúmeros tipos de cenários como, palácios, mercados, praças e até em bordéis. A sua história acompanha a da humanidade, e deste fato não se pode fugir. Ela promove uma ligação direta entre o folclore, o improviso e a imaginação individual de cada bailarina; um equilíbrio entre a regra e a liberdade de expressar seus sentimentos e movimentos. É uma dança milenar, portanto, tem um peso cultural que merece ser respeitado.
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:
As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas de origem indiana descendentes dos Sinti, que passavam seu tempo entretendo os soldados.
As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entando, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e suas cabeças foram lançadas ao Nilo.
Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi sua ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.
A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proibe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo por suas performances.
No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.
O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia Gamal e Taheya Karioca, entre muitos outros ainda hoje estudados pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser dicotomizado: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade.
No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.
Tecnicamente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.
Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.
Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:
Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
No Brasil sua prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.

Hagallah!!!


Hagallah
Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio, é uma dança de celebração e é realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh, próximo à Líbia, mas também é encontrado em outras partes do Oriente Médio. Acredita-se que a palavra Hagallah venha do árabe hag'l, que designa "saltar, pular". É realizado junto dos noivos no Zaffe (procissão), que corresponde também à época de colheita. Hagallah refere-se à dança, música e a esta celebração. Familiares e amigos acompanham com cantos e palmas, mostrando sua solidariedade para com os noivos. A figura central da festa é uma bailarina, que pode ser membro da família da noiva. A bailarina pode estar total ou parcialmente coberta por véus. Ela dança a frente de um homem, denominado de kefafeen. Esta dança não representa uma disputa entre homens e mulheres, mas denota o poder entre estes gêneros. A mulher caminha com passos curtos e shimmies à frente da procissão. Ela pode portar um bastão ou um véu em suas mãos, porém, o bastão não é manuseado como na dança Raks Al Assaya (Dança da bengala). O jogo sedutor na festa de casamento é muito complexo e hoje se encontra deturpado nas grandes cidades. No final da cerimônia, a bailarina ajoelha-se diante do kefafeen e entrega seu bastão ou seu véu. E ele lhe dá um ou dois braceletes como símbolo de força e sorte diante da nova proposta. No Iraque, há uma versão para o Hagallah, onde a bailarina porta uma espada e os homens tentam tirar seu véu, algumas vezes o resultado é desastroso, podendo haver feridos.

Derbake!!


Como vou dançar derbake este ano achei esta descrição em um site muito bacana, vejam só:

Derbake:
É um instrumento de percussão imprescindível na música árabe, pois é ele que marca o ritmo do resto do grupo musical. Uma versão da origem desta modalidade vem da antiguidade, quando as pessoas praticavam rituais e estes eram acompanhados pelas batidas fortes da percussão, onde a sacerdotisa as acompanhava com precisão com os movimentos de seus quadris, exaltando as forças da terra. Elas entravam dançando nos templos, energizando com seus pés, que carregavam seus corpos que se movimentavam representando as forças dos elementos e animais da terra. Com a invasão dos povos árabes no Grande Egito, os árabes se encantaram com essa dança, ensinando-a para suas mulheres.
Na atualidade, as bailarinas utilizam esta dança para encantar o público, pois é muito apreciada devido ao domínio corporal e técnica que a bailarina transmite.
E porque "solo de derbake?” Bom, esse termo aplica-se somente em casos onde a bailarina dança sozinha (solo). Mas isso não impede que este estilo de dança seja dançado em grupo (o que é bastante comum), mas neste caso não se deve aplicar o termo solo.
Nos solos de percussão, a bailarina deve possuir uma leitura percussiva perfeita para executar uma boa performance e para isso ela deve estudar (escutar) muito a música que pretende apresentar. Ela deve ser expressiva e possuir movimentos fortes e precisos.
Quando a bailarina dança com música ao vivo, entre o derbakista (músico) e a bailarina, precisa existir um entendimento mútuo, e é necessário que ele conheça o estilo de dança dela e ela o estilo de toque dele no caso de uma improvisação. Mas é muito comum também, a bailarina escolher a música, estuda-la previamente e executa-la ao vivo. Mas é importante e fundamental que a bailarina, em ambos os casos, conheça os principais ritmos árabes, pois isso irá facilitar muito seu entendimento da música e fará com que ela se sinta segura e não seja pega de surpresa.

Guedra!!!




É uma dança folclórica ritualística de invocação (dos povos do Tuaregs), onde se transmite energia através de movimentos dos dedos das mãos e punho, podendo ser realizada por uma mulher, duas ou uma mulher e uma criança que adornam seus dedos com henna. Inicia-se a dança com a cabeça coberta com véu preto ou azul. Cada articulação se move com um padrão cadenciado, em movimentos sincopados de ombros e área peitoral, que seguem as batidas rítmicas do instrumento de percussão, enquanto sua cabeça balança lateralmente e seu cabelo, adornado com todos os tipos de conchas e contas, aumenta a beleza do quadro. Com a intensificação do ritmo, a bailarina cresce e torna-se ofegante, seus contornos faciais parecem tensos e contorcidos, os olhos se fecham, todo o seu ser parece de repente estar tomado por um feitiço. Exausta pelo esforço físico e emocional da dança, ela deixa o círculo mágico e outra toma o seu lugar. O ritmo é similar a buleria flamenca, devido à complexidade. Possui um sentido diferente das danças de transe Zaar e Hadraa, já que é puramente alegre e não está conectada a sacrifícios de animais. Os instrumentos usados são feitos com potes de barro, cobertos com pele de animais, presas com cordas.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Véu Wings!!!


Sua adaptação para a dança do ventre, pode ter surgido a partir das imagens e rituais para a Deusa Ísis.
É uma técnica originalmente americana, que utiliza um véu em formato de asa.
Ainda não consegui um bom material que explique a origem da dança com véu wings, mas vou continuar procurando.

Construção de uma coreografia!!!!!


Um dos exercícios mais importantes no aprendizado da dança do ventre é a construção de uma coreografia própria. Ao procurar encaixar os passos e movimentos aprendidos em uma música, não apenas se exercita a técnica; aprende-se a ouvir a música coreograficamente. Ou seja, ouvir pensando no corpo e na linguagem de dança aprendida.


I - Defina qual música você vai coreografar.

1. Se é sua primeira experiência em coreografia, opte por uma música simples. Deixe as mais elaboradas para um segundo momento. É sempre mais interessante começar pelo mais fácil, para evitar frustrações. Defino como simples as músicas com o padrão estrofe 1, refrão, estrofe 2, estrofe 3, refrão. Música pop, "moderna" costuma ser assim;

2. Do mesmo modo, escolha uma música curta. As muito longas dão mais trabalho, exigem mais imaginação para evitar repetições. Chamo de curta a música com duração inferior a sete minutos.

3. Coreografe uma música de que você goste muito. A vontade de dançar ajuda bastante no trabalho criativo.

4. Ouça muitas vezes a música. Procure ouvir com fone de ouvido, para captar sutilezas. Ouça concentrada, prestando atenção. É muito diferente de quando ouvimos uma música enquanto dirigimos, por exemplo.


II - Comece a definir a coreografia.

5. Procure ouvir a música novamente, imaginando uma bailarina dançando. Gosto de visualizar uma bailarina imaginária. Geralmente, se me coloco no lugar dessa bailarina, minha imaginação dá uma travadinha nos meus pontos fracos. Deixe-se imaginar algo realmente maravilhoso, ainda que você duvide que consiga executar os movimentos. Se fizer bastante esse exercício verá que a prática melhora bastante. Para mim, pelo menos, funciona.

6. Dê uma dançadinha, cheque se o imaginado se adapta de fato à música, ou seja, se é viável fazer o que se imaginou. Provavelmente vai precisar fazer alguns acertos pequenos, principalmente no tocante à finalização e emenda dos passos. Se você quer muito, muito, muito colocar um passinho que ainda não está saindo legal, aproveite para estudá-lo. Se ele está bem guardado na memória, certamente não custará a passar para o corpo.


III - Defina os movimentos a serem utilizados

7. Observe os pontos altos, explosões e momentos menos excitantes da música. Toda música tem as partes bem marcadas, fáceis, e uma parte que convida à "embromation". Fique tranqüila e identifique os momentos fáceis e os momentos que vão exigir mais de você.

8. Identifique os momentos da música. Na música clássica funciona mais ou menos assim: introdução (não dançada), entrada, tema principal, taksim, desenvolvimento, retorno ao tema principal, finalização. Na música moderna, é tudo mais simples: entrada, primeira estrofe, segunda estrofe, refrão, segunda estrofe, variação simples da primeira, refrão, fim.

9. Lembre-se que as entradas e as saídas são muito importantes. São a primeira e a última impressão de sua dança. Escolha uma entrada com menos agitação de quadris, desfile, mostre sua roupa, seus lindos cabelos e, principalmente, seus dentes. Não corra demais, seja calma, não fique suando loucamente. Você terá tempo para mostrar técnica ao longo da música. Na saída, energia nunca é demais. Pode botar pra quebrar.

10. Evite repetições em um mesmo trecho da música. Dezesseis tempos de básico egípcio fica entediante. Lembre das variações sobre o mesmo passo, se o desespero apertar. Não há problema algum, no entanto, em repetir passos dentro da coreografia. Devem, no entanto, ter ênfases diferentes, porque a música está variando o tempo todo, pedindo para que você dê ao movimento a energia dada às frases musicais.

11. Enriqueça a coreografia explorando bem o espaço. Pontue frente, fundo, direita, esquerda, diagonais. Alternar movimentos altos e baixos também é importante para quebrar a monotonia. Se você já esteve há um tempo "no alto", opte por fechar com um movimento "baixo" - em uma seqüência de básico egípcio e deslocamento com camelo, por exemplo, conclua com um redondo grande.

12. Alterne seqüências estanques com seqüências dinâmicas. Ou seja, não fique apenas parada nem só deslocando. É também importante discernir os momentos em que é melhor ficar parada e os momentos em que a música pede um deslocamento. Geralmente, taksim pede para ficarmos mais quietas, mais introspectivas; quando a orquestra inteira está envolvida, geralmente chama a bailarina para um deslocamento. Assista a vídeos de boas bailarinas observando suas escolhas de movimento ou quietude.


IV - Anote a coreografia.

13. Crie um código para os movimentos usados na dança. Isso vai ajudar na anotação da coreografia. Como sabemos, na dança do ventre não há normatização dos passos, como ocorre com o ballet. O resultado disso é que muita gente dá nomes aleatórios para os passos e ninguém entende ninguém. Há o "patinho", o "ovinho", o "soldadinho", o "sapinho"... E há também nomes que muita gente compartilha, como oitos, redondos, básico egípcio, camelo... Ou seja, não se preocupe com nomes. Se preferir, reúna amigas e procure combinar um padrão entre vocês. Por exemplo, o movimento de rotação de quadril com encaixe ao centro (conhecido por muitas como "gotinha") pode receber um nome próprio, dado por você. Associe o movimento a uma imagem. Deixe a imaginação fluir.

14. Gosto de me sentar na frente do computador com fone de ouvido. Minimizo a tela do word para poder acessar facilmente o winamp (ou real player). Vou anotando os minutos e os passos (ou seqüências) correspondentes àquele determinado momento da música.Dou o exemplo de Fakirni, coreografia muito simples cujo trecho está aqui:
0: 32 - Bate-cruza (3), batida lateral dupla (repete) 0:43 - Redondos pequenos, finaliza com redondo grande,- batida lateral esq.; batida lateral dir., virada para a lateral com jogada de perna;- batida pélvica; 0:59 - (fakirni) batida lateral esq, virando para a frente - batida lateral dir., batida lateral esq- batida pélvica.- batida lateral dir, esq, batida pélvica 1:08 - básico egípcio (sem perna), troca de lado recuando; avança com desfile, pontua com pulinho, redondinhos 1:19 - twist, giro; repete para o outro lado 1:27 - giro deslocando, acentua com peito; repete para o outro lado;- repete giro deslocando, shimmy de ombros, giro simples.


15. Experimente dançar com a folha impressa em mãos, anotando possíveis ajustes. Prontinho! À medida que for pegando prática, vai sentir que é divertidíssimo criar coreografia. É gostoso ir ouvindo a música e imaginando que movimento você colocaria aqui e ali. Sem falar que ao dançar uma coreografia própria é bem mais fácil colocar a expressão apropriada.


Texto gentilmente cedido por Roberta Salgueiro, bailarina e professora de dança do ventre http://yallah.multiply.com/

Dança tribal!!!

Tribal é um estilo contemporâneo de dança onde são valorizados aspectos étnicos de diversas culturas em fusão com conceitos de universo feminino e união. O Tribal é guiado pela filosofia da multiplicidade de estilos: tantas são as etnias presentes no mundo, tantas são as possibilidades da criação.
Elementos comuns nos aspectos coreográficos das criações do estilo são: os movimentos sinuosos que celebram o feminino e seu poder gerador de vida. Da mesma forma, muitas das criações em grupo podem sugerir tribos de mulheres unidas na beleza e na arte.
O estilo surgiu na década de 60, nos Estados Unidos, pela coreógrafa Jamila Salimpour que, após longa viagem pelo Oriente Médio e norte da África, criou um estilo onde unia movimentos de danças folclóricas de países como Marrocos, Argélia, Líbia e Egito, criando um estilo único.
Mistura de dança, arte e etnias de todo o mundo, a Dança Tribal está além de fronteiras.
O Estilo Tribal preenche a lacuna entre a liberdade criativa e o mistério feminino oriental, permitindo que a mulher retorne ao passado e ao mesmo tempo, se entregue ao futuro.
Uma dança que representa a atualização estética com o que há de mais significativo na fusão contemporânea entre o moderno e o ancestral.
Não sem motivos o Estilo Tribal se tornou uma nova referência estética de dança, figurino e música. Esta nova estética permite a fusão de diversas etnias e assim expressar melhor a ancestralidade presente em cada uma delas. Com sua modernidade e seu inusitado contraste entre o arquétipo do coletivo, do ritualístico e do poder feminino na criação.
O Estilo e a Dança Tribal não tira movimentos de uma só dança, nem de conceitos referentes a nenhum povo específico, dando liberdade para que as artistas ampliem seu vocabulário gestual, utilizando também técnicas ocidentais e dêem vazão ao seu gosto pelo exótico e alternativo.

Tribal Fusion

Tribal Fusion é um estilo moderno e inovador de dança originado a partir das danças folcloricas do Oriente Médio. Sua base é a Dança do Ventre e o American Tribal Style.
Os componentes desta história incluem a dança que inspirou o Orientalismo do século XIX. Quando um determinado tipo de dança é retirado do seu contexto cultural e colocado sobre um palco, ela muda para satisfazer a sua nova audiência e atender suas expectativas.
Os trajes são muito ricos, com uma aparência étnica. A postura do tronco é inspirada no Flamenco, os braços, como serpentes e vigorosos como fogo, o quadril tem seus movimentos vindos da Dança do Ventre.

Curiosidades!


O trabalho de véus numa dança representa a extensão do coração da bailarina, envolve magia, sedução e misticismo.


Não se toca snujs no:- Floreio de um violino; - no som do alaúde; - no serpentear da flauta.


A espada e o punhal na dança do ventre, representam a luta do povo árabe por sua Terra.


O bindi é usado na cultura hindu, tem conotação religiosa e identifica o estado civil da mulher que o usa. Por isso não é correto usar para fazer a dança do ventre, para isso existem inúmeros adornos de cabeças, pingente, etc.


Dabka, significa bater o pé no chão. Dança folclórica realizada na época dos fenícios, que para confeccionar telhas , batiam os pés na argila para amassá-la acompanhados de tambores (derbake), pode-se dizer que seus telhados eram construídos com muito ritmo. Hoje em dia é dançada em festas de casamentos, aniversários, batizados , etc... Não necessita de movimentos com os braços, exigindo muito das pernas e dos pés, que marcam os ritmos no chão com as batidas dos pés.


Nos países árabes é costume em cerimônias de casamentos , os noivos colocarem as mãos no ventre da dançarina, pedindo assim a fertilidade para si, é um ritual sagrado e o ventre da dançarina é o representante desse valor: A FERTILIDADE.


(lì,lí,lí,lí,lí...) é uma exaltação das aldeias e povos beduínos que vivem no deserto para expressar alegria seja para uma festa familiar ou em festas populares, ou até mesmo para aclamar uma dançarina.

A divisão de classes feita no Egito Faraônico para as dançarinas se resumia em:

a) Awalim – aquelas que dançavam só para a Elite

b) Ghawazee – aquelas que dançavam nas ruas (dançarinas do povo) e até mesmo em prostíbulos.


BALADI – Significa MINHA TERRA, MEU PAÍS, sendo também o nome de um ritmo muito usado em músicas árabes.

A dança do ventre chegou à América, após a 2ª guerra mundial, mas especificamente na América do Norte com a divulgação do filme "As mil e uma noites", lançado em Hollywood.
A Deusa Bast, considerada a protetora das dançarinas é aquela que possui cara de gato, e a pedra desta Deusa é o azul turquesa, que traz sucesso, proteção e boa dança.
A dança com snujs eram oferecidos à Deusa Bast, para que a mesma afastasse os maus espíritos e abrisse caminhos.


ODALISCA – Oda (sala, fazer sala) e significa literalmente "Mulher de sala" . Eram mulheres belíssimas preparadas para se tornarem concubinas, onde aprendiam a dançar, recitar, tocar instrumentos musicais e controlar artes eróticas.
O universo comporta todas as estrelas que brilham nos céus... Cada pessoa aqui na Terra tem seu brilho e sua luz, vamos fazer como as estrelas, vamos todas brilhar e fazer da terra um chão de estrelas. Não tente apagar ou ofuscar outra dançarina achando que você é melhor que ela, pois cada uma tem seu próprio estilo e carisma. E no céu cabem muitas estrelas, inclusive a sua também.


As primeiras aulas de Dança do Ventre parecem ser a pior coisa do mundo, pois não o são. Ao contrário, é a melhor parte, é onde você é apresentada ao seu corpo físico, o qual você convive há muito tempo e parece que nunca o conheceu... É a hora de se conhecer, dar-se um tempo, se amar e curtir cada movimento trabalhado em aula como se fosse um novo amigo sendo apresentado para você... Vamos lá ... conheça um pouco mais sobre você e de tudo que és capaz de fazer por ti mesmo. Pois a instrutora de dança é só um pequeno elo que te conecta nessa maravilhosa viagem ao seu eu interior.
A boa profissional é aquela que mesmo que sendo exaltada e aclamada por seu público, mantém a humildade acima de tudo.


Dança do Ventre (português)Raks el sharq (Egito) Chiftitelli (Grécia) Rakkase (Turquia) Belly Dance (América do Norte) Danse du Ventre (Francês)
O Ventre desnudo e os pés descalços são para que a dançarina possa captar energias emanadas da Mãe Terra, através das plantas dos pés.

MITOS
Dança do Ventre na Gravidez? Por que não?É obvio que nos 3 primeiros meses é um período delicado onde feto e progenitora estão se moldando para a mudança de ambos, é necessário um certo cuidado, após isso se você não tem nenhum problema , contando que tenhas a liberação do seu médico para fazer as aulas, é só não exagerar, evitando movimentos bruscos demais e ondulações exageradas.

O Mito da Barriga na Dança do Ventre

Nos dias de hoje, infelizmente, ainda se ouve falar que a dança do ventre cria barriga, ou seja, o ato de dançar provocaria um aumento de células adiposas (células que acumulam grande quantidade de gordura)...

Existe um mito que diz que devemos presentear a dançarina com dinheiro para mostrar o quanto apreciamos sua dança, mas não existe nada registrado sobre colocar dinheiro na roupa dela, portanto não fique constrangida, chegue perto da pessoa que oferece o dinheiro, estenda sua mão, agradeça e continue dançando.

Dança Ritualística!!!

DANÇA RITUALÍSTICA

Do antigo Egito, a arte da Dança do Ventre fazia-se sentir dentro dos templos pelas sacerdotisas sagradas, que dançavam em louvor e graça à Deusa- mãe.
Uma dessas danças nos é trazida até hoje como uma reverência e gratidão por todos os elementos que nos cercam :ar, água, terra, fogo e éter.
A dança dos cinco elementos evoca os elementais do ar com os movimentos do pássaro, A água, pelo ondular da sereia, A terra , pelo crescimento e enraizamento das plantas e árvores, O fogo, pela sinuosidade da serpente, O Éter, pelo andar cadenciado do camelo, que também sobrevive longo tempo com sua própria energia.

Dança do punhal!



A dança do punhal tem sua origem a Turquia , mas precisamente os ciganos.Em 1700 e 1800, as mulheres russas e italianas eram raptadas pelos ciganos por serem mulheres muito vistosas e bonitas, e por isso eram disputadas pelos homens para que posteriormente fossem desposadas pelos mesmos. E depois de cada disputa o punhal era enterrado na terra para descarregar as energias negativas de quem o empunhasse.
As ciganas usavam esse ritual para disputar os seus pretendentes, o punhal indicava a disponibilidade da dançarina perante o homem desejado. Cada gesto usado com o punhal tem uma simbologia própria.Esta dança trabalha o espírito da luta pessoal e a aceitação dos desafios que a vida nos oferece. Quase nada se sabe sobre sua origem, mas alguns acreditam que, para os egípcios, era uma homenagem à Deusa Selkis, que simbolizava a morte e a transformação.
Numa outra versão, essa dança era realizada pela odalisca predileta dos Sultão. Para mostrar seu poder às outras mulheres do Harém, ela tomava do Sultão seu punhal e dançava diante de todos. Com isso, ficava provado que ele tinha total confiança nela, entretanto, não há comprovação histórica da veracidade dos fatos acima citados.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Danças não comuns!!!


Desde 2007, quando idealizei o blog sobre dança, busco pesquisar alguns tipos de dança não muito usuais nas apresentações. Espero que gostem das danças do barro, flores e serpente.

A dança da serpente não é muito usada, mas não é difícil de aparecer de vez em quando, pois minha professora Aryana dança com o Cléo, uma piton macho que é uma gracinha!!!

Caiu nas graças das alunas e vira festa quando aparece.

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Dança da serpente.


Praticamente em todas as mitologias a serpente aparece como símbolo de energia e consciência imortais. A serpente foi cultuada pelas grandes religiões pré-cristãs, como emblema solar e principalmente associado ao culto lunar mais antigo e ligado à grande Deusa (Inana, Isis, Deméter, Istha dependendo da região praticamente com o mesmo significado).

Esta é uma dança pouco difundida no Brasil e possui dois tipos distintos:

A dança ritualística surgiu na Antigüidade em que povos em volta das fogueiras (esta por sua vez simboliza a iluminação e clareza da escuridão, do desconhecido), simulavam serpenteando o corpo como um todo. Atualmente ela pode ser feita somente com luvas que imitam serpentes ou cobrindo o corpo com colantes, a vestimenta desta dança pode ser feita de paetês verde que reluz com um brilho inigualável e imita a cor da serpente.
Normalmente a dançarina possui duas serpentes para não estressar a serpente dançando um pouco de cada vez.

Dança com pandeiro.






A dança do pandeiro é uma dança alegre, que também remonta uma passagem histórica do povo árabe. Representa a época da colheita farta de frutas. Esta fartura transmite um sentimento de alegria e de romantismo para o povo. A dançarina ao dançar demonstra esta alegria em sua dança e “baterá” levemente com seu pandeiro em algumas parte do corpo.

Dança com flores.



É uma dança que simboliza a colheita. Deve ser sempre suave e delicada.
Dizem que surgiu na época em que as camponesas egípcias trabalhavam na colheita de flores , na primavera e durante o trabalho cantavam e dançavam.
É utilizada uma cesta com flores durante a dança criando-se desenhos com a cesta.
Também podem ser ofertadas flores ou jogadas pétalas ao público.
Fonte de pesquisa: www.najladancadoventre.com

Dança do Jarro!!!


Jarro – Também conhecida como Rio Nilo. Era executada em cerimonias presidenciais pelos faraós à beira do Rio Nilo, para pedir ao rio que inundassem as terras em suas margens, possibilitando as plantações e as boas colheitas. Também representa as mulheres do deserto e seus costumes e hábitos. Chamadas de aguadeiras do deserto, saiam de suas tendas, caminhavam até a fonte, enchiam seus jarros de água, banhavam-se e voltavam para seus lares. Durante a dança com o jarro, fica a critério da odalisca escolher o que vai representar.Se for a aguadeira, por exemplo, imagine-se voltando para aquela época, chegando a beira do rio, coloque-se de joelhos e utilize de movimentos suaves, como se fosse pegar água com o jarro.Levante-se com o jarro no ombro e volte a tenda.Enfim, a DDV é uma dança ritualística do início ao fim. É importante ao meu ver, que como neo-pagãs, tenhamos essa consciência ao executarmos a dança, pois como próprio nome diz é a Sagrada Dança do Ventre.


“Lâmia Thalassa”

domingo, 2 de agosto de 2009

UM PEDACINHO DA NOSSA AULA!!!!


Olha eu aí na minha aula, neste mês as aulas foram no Espaço Várzea, nesta foto (da esquerda para direita), Etiene, Cíntia, eu Diani, Patti e Roberta, alunas da professora Aryana Rebelo!
O melhor dia da minha semana é o encontro com minhas queridas amigas e a minha amada aula!!! este ano completo 3 anos de Dança do Ventre, amooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

NOVO ESPETÁCULO EM NOVEMBRO!!!!!!


NOSSO NOVO ESPETÁCULO EM NOVEMBRO!!!! EM BREVE MAIORES INFORMAÇÕES!!!!!