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sábado, 29 de dezembro de 2012

SOLO DE TABLA ÁRABE ( O TACKSIM )


Destinado em sua totalidade para execução das danças árabes, o solo de Tabla Árabe possui alto grau de importância dentro da esfera do Middle Easter (Oriente Médio). Veremos que existem solos específicos para ocasiões específicas. Obviamente, é praticamente impossível falarmos de percussão árabe sem fazermos alusão à Dança do Ventre. Percussão e Dança do Ventre estão intrinsecamente ligados, e é por isso que comumente vemos bailarinas que também são derbakistas.
Em verdade toda bailarina é intuitivamente uma percussionista, justamente tanto pelos Snujs, amplamente tocado nas danças, quanto pela necessidade de se familiarizar com os ritmos árabes para bem executar a arte da dança .
Feita essas considerações, façamos agora uma pergunta: O que uma Bailarina de Dança do Ventre espera de um solo de Derbake ? Obviamente que seja riquíssimo em ritmos e variações para que ela possa mostrar seus conhecimentos na arte da Dança. Dessa maneira, o percussionista tem a responsabilidade de fornecer subsídios à bailarina para que esta assim possa se apresentar . É por isso que corretamente vemos expressões pontificando a necessidade de uma perfeita sintonia harmoniosa entre percussionista e bailarina. O problema é como e de que forma fornecer tais subsídios.
Existem algumas regras básicas que um percussionista deve ter em mente para apresentar um belo solo de Derbake.
Primeiramente deve-se evitar abusos em enfeites que devem sempre ser realizados em momento oportuno. Isso vale tanto para um solo de derbake, como para um acompanhamento musical.
Deve-se prestar atenção no compasso inicial de seu solo. É muito comum observar percussionistas que iniciam um determinado solo e gradativamente vão aumentando a velocidade inicial. Geralmente tal erro acontece com quem abusa nos enfeites.
Tocar de forma muito acelerada também é um erro bastante comum e grave. Criou-se erroneamente, um certo dilema que todo bom percussionista árabe é aquele que toca com extrema rapidez. Na realidade, o bom percussionista árabe é aquele que toca conscientemente, sentindo a sua percussão e passando nela sua emoção que será transmitida de imediato à Bailarina que estiver se apresentando sob tal solo.
Formas de Solo:
Todo solo de Tabla Árabe é fruto de uma improvisação criada exclusivamente pelo percussionista. É o que chamamos de Taksim Tabla, ou seja, uma improvisação "melódica" feita através das batidas rítmicas da Tabla Árabe.
Existem duas maneiras de se apresentar um solo de Taksim: O Taksim solo sobre ritmos e o Taksim solo livre.
O Taksim sobre ritmos árabes é a improvisação realizada tendo como base um determinado ritmo ou vários ritmos, feito por um segundo instrumento ( Tabla, Riqq, Dohollah, Mazhar, etc ). Curiosamente, esse tipo de solo limita os movimentos da Bailarina ao ritmo base. É por isso que essas composições devem apresentar uma pluralidade rítmica sob pena de se transformar em algo monótono, com improvisações repetidas e cansativas.
O Taksim sobre ritmos é utilizado tanto nas apresentações de uma Bailarina quanto num grupo, durante apresentação coreografada. Neste caso, deve-se diminuir tal pluralidade rítmica, para não se potencializar grandes complexidades.
 
Já o Taksim solo ou improvisação solo é aquela realizada somente pelo percussionista não tendo como base nenhum ritmo. Impera grande complexidade onde percussionista e bailarina devem estar em perfeita sintonia. Inúmeros ritmos e variações são apresentados em um curto espaço de tempo, mesclados por vários enfeites improvisados.
 
Fonte de pesquisa: Vitor Abud Hiar.

O que é Tarab?

Muita gente ainda confunde o Tarab com rotina clássica oriental. Mas me parece que as pessoas estão aprendendo a distingui-los agora, o que é ótimo! As rotinas clássicas tem uma estrutura bem clara: introdução, entrada, cadenciamento, taqsim, folclore, percussão e finalização; e quase nunca é cantado. Tá cheeeeio de blogs ensinando isso.

Quando se aprende o que é Tarab, se percebe claramente essas diferenças. Oum Khoulsoum é a cantora mais conhecida por cantar tarab. Tarab é poesia cantada. Podem ser músicas muito maiores que as rotinas clássicas, com introduções de 10 até 30 minutos! Claro que nós, bellydancers, não faremos isso com nosso público, mas ao cortar as músicas, é importante saber como cortar. Por isso, a importância de se conhecer a estrutura e a letra da música.

Tarab não sugere grandes deslocamentos; sugere muito shimmie, redondos e ondulatórios, pouco braço e muita, muita emoção e interpretação da letra. O taqsim é bastante presente, principamente como a voz do cantor. Pode cantar a música à vontade!!! Tarab é totalmente egípcio, logo, esse estilo reinará certamente.
Tarab é um tipo de música que emociona demais os egípcios. Logo, em uma plateia com muitos árabes, dance com bastante emoção, procure saber a letra da música e se entregue. Você não precisa usar seu estilo "50 passos em um minuto". No tarab, a tranquilidade e o sentimento prevalecem. Por que não experimenta fazer os outros chorarem com sua performance? Tenho certeza que você nunca mais será esquecida!

Fonte de pesquisa: Multiply Hanna Aisha.

Palavras usuais no mundo "Bellydance"!


Reuni aqui palavras diversas relacionadas à música, à dança e à cena da dança árabe propriamente dita. Algumas palavras aparecem frequentemente nas músicas que dançamos, por isso achei interessante disponibilizar a tradução de algumas delas. Também alguns nomes importantes na história da dança e alguns instrumentos musicais mais recorrentes aparecem aqui. É apenas um sumário sintético, certamente há muito mais o que explorar.

Ahlan ua sahlan - Seja bem-vindo.

Aiuny - "meus olhos"

Albi - "meu coração"

Almeh - (plural: awalim) Certo grupo de mulheres talentosas, estudadas, que dançavam e tocavam para entreter.

Ana - "eu"

Asmarani - "morena"

Assaya - bastão. Raqs al Assaya designa a dança do bastão.

Baladi - Literalmente, "meu país". Diz-se também de tudo que é "de raiz", com apelo popular; também o nome de um ritmo.

Bedlah - Roupa tradicional de palco: soutien, saia e cinturão bordados.

Dabqe - Dança folclórica do Líbano e da Síria, que se dança em roda, de mãos dadas, marcando o ritmo com os pés. Na ponta da roda, uma pessoa, em geral, a mais sênior do grupo, dá a direção e segura um lenço.

Daff - instrumento musical de percussão semelhante a um pandeiro.

Derbak, dumbek, darbuka - Instrumento de percussão que dá a base do ritmo. Tradicionalmente de cerâmica e pele de bode ou peixe, tem atualmente corpo de metal e couro sintético.

Dina - Bailarina egípcia contemporânea, polêmica pelas roupas cênicas "ousadas".

Falahi - "do interior"; também um ritmo acelerado, que faz, muitas vezes, par com o saidi.

Ghawazee - (singular: ghazeia) dançarinas populares; usa-se muito para designar as ciganas egípcias, talvez porque elas também se apresentassem como dançarinas.

Habibi - "meu amor"

Halewa - "doce", "doçura"

Hayat - "Minha vida"

Hob - "amor"

Jamila, gamila - "bela".

Khaligi - Dança folclórica de países do Golfo Pérsico, como Kwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes; O ritmo mais utilizado na música khaligi, o Soudi, também é chamado khaligi às vezes.

Layeli - "Noites"

Maqam - "tom". (plural: maqamat) Masri - "egípcio" Mawal - Parte vocal de uma música, geralmente introdutória, bastante melismática.

Melaya Laf - "lenço enrolado". Também a dança teatralizada de uma situação cotidiana egípcia: a mulher que dança com a melaya, um pano preto, pesado, com o qual envolve o corpo.

Mizmar - Instrumento de sopro, feito de bambu, muito utilizado no saidi. Membro da família do oboé, produz um som fino, estridente.

Nar - "Fogo"

Nay - Instrumento de sopro também de bambu, produz um som aveludado. Muda de tom conforme o tamanho.

Nur - "Luz"

Om Kalthoum - cantora egípcia da metade do século passado, muito respeitada em todo o mundo árabe. Canta geralmente músicas dolorosas. São dela músicas como "Enta Omri", "Ana Fi inti Zahrak", "El Hob Koulou", "Lylet Hob", etc.

Oud - alaúde (indica uma "viga de madeira"), instrumento introduzido pelos persas ao mundo musical árabe,que posteriormente o difundiram pela Europa. Qamar - "Lua". Popularmente, omite-se a letra "qaf" das palavras, de modo que é igualmente correta a escrita "amar", como em Mustafa Amar.

Qanum - Espécie de harpa de Madeira em que o som é produzido ao se puxar suas cordas.

Rababa - Instrumento utilizado no saidi, que possui uma ou duas cordas.

Raqs - "Dança

Raqs al Nasha'ar - Dança do golfo, khaligi

Raqsa - Bailarina

Rash - "jorrar". som emitido pelo derbake pelo movimento rápido dos dedos diretamente sobre a pele, cuja repercussão no corpo da bailarina são os tremidos.

Sagat - snujs.

Saidi - Designa as pessoas do sul do Egito; dança folclórica egípcia; nome de um ritmo.

Samia Gamal - bailarina contemporânea de Taheia Carioca, responsável por introduzir na dança movimentos do ballet clássico, como giros e meia ponta. Em cena, fazia par com o cantor druso Farid al Atrache.

Shamadan - "candelabro"; raqs al shamadan; dança do candelabro.

Shams - "sol"

Shoof - "Olhe!"

Suher Zaki - Bailarina egípcia famosa entre fins dos anos de 1960 e início dos anos oitenta. Considerada a "dama" da dança árabe, sua figura é respeitada ainda hoje. Foi a primeira a adaptar as músicas de Om Kalthoum para a dança.

Tabla - Percussão.

Taheia Carioca - bailarina egípcia do início do século passado, foi uma das primeiras a dançar comercialmente e é considerada uma das maiores de todos os tempos.

Taqsim - "Improviso". Elemento solo da estrutura musical árabe. O taqsim é geralmente executado por um instrumento de corda (qanum, violino) ou sopro (nay, mizmar). Apesar de o solo de derbake encaixar-se na "definição" de taqsim, não é considerado como tal.

Tarab - indica a comunicação perfeita entre a voz e a melodia. É chamada tarab a música clássica em que os versos são repetidos várias vezes, entremeando frases musicais, etc. Lissah Fakir, da cantora Om Kalthoum, é um exemplo de Tarab.

Tribal - estilo de dança norte-americana que procura fundir elementos de várias outras danças, como flamenco, danças indianas e fragmentos de danças grupais do magreb, como a guedra. Não se trata de uma dança árabe, mas uma proposta de uma dança inédita, ainda que conservando parte das outras tradições.

Zaghareet - indicando alegria em ver algo belo.
 
Fonte de pesquisa: Elisabeth Moro.
 
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Falando sobre o Daff!!


Segundo Vitor Abud Hiar, o pandeiro árabe pode ser considerado o pai do pandeiro moderno ocidental. Alguns estudiosos acreditam que ele seja uma derivação do instrumento bendir - pandeiro beduíno sem címbalos para a composição do ritmo Mesarfe Shabi - assim como é o mazhar. No Líbano o pandeiro árabe é conhecido como daff, e no Egito como Riq (nome mais usado mundialmente). Eu sinceramente me habituei a chamá-lo de daff!



O pandeiro árabe é composto por um corpo de madeira revestida por madrepérolas, revestimento de pele de carneiro ou peixe, e um conjunto de cinco címbalos duplos. Existem alguns pandeiros que utilizam material sintético no revestimento, devido à fragilidade do pandeiro com a umidade do ar, porém seu som não oferece as mesmas variações que um feito de forma original. No Egito todos os riqs são feitos à moda antiga, por isso são considerados os melhores.

Por possuir uma vibração curta, com sons agudos e secos, o daff é chamado de "pandeiro tenor". A sua utilização é um sinônimo de "ostentação", pois é ele que dá corpo e revelação ao ritmo, compondo frases rítmicas não possíveis para um derbake. Vitor Abud Hiar dá dicas de como explorar estas frases no momento mais oportuno:

1 - É necessário conciliar o som agudo dos címbalos com o som seco do revestimento, ou seja, não somente se deve "tirar o som" do daff, mas individualizar e harmonizar os dois sons que se produzem dele.
2 - O daff pode ser utilizado, basicamente, de 3 formas: utilizando todos os címbalos e a membrana de couro; utilizando parte dos címbalos e a membrana de couro; e utilizando apenas a membrana de couro... Parece meio óbvio, mas conforme as coisas complicam a gente percebe o porquê dessa distinção!
3 - O dum, a batida grave do daff, pode ser produzido somente tocando a membrana do instrumento com o indicador ou então no címbalo próximo ao dedo anular juntamente com a membrana.
4 - Para se tocar o címbalo existem 4 formas: tocando-o preso; tocando-o solto; repique trigêmeo; e repique comum. O repique é o balançar mesmo!
5 - Existem dois movimentos básicos para se tocar o daff: o 1º utiliza menor intensidade (os sons tá e ká) e o repique dos címbalos. O 2º também é utilizado para variações de menor intensidade e forma ritmos como o baladi (Dum Dum tá ká Tá Dum tá ká Tá tá ká Dum Dum...)
Assim, o daff é basicamente utilizado dessa forma:
Dum: Dedo indicador no revestimento. No centro, esse dum seria mais seco e com pouca vibração, sendo mais utilizado no ritmo Cifteleli.
Ká: Batida na borda do daff com o dedo médio
Tá: Batida no címbalo com o dedo anular.

Ah sim, dançarinas, não se preocupem em aprender a tocar e a dançar!! O pandeiro árabe é um acessório na dança do ventre, mas não é o mesmo daff de um profissional! Ele, na dança, tem apenas caráter simbólico, sendo mais pesado e com címbalos com menor sonoridade.
Para quem quer aprender a tocar - Eu!!!! - é importante ter cuidados especiais com seu querido instrumento. Nesse caso é importante hidratar com creme o revestimento: cinco gotinhas são suficientes! E também evitar expô-lo ao calor excessivo! No demais, é só ter carinho e dedicação, que ele será de muita serventia!


Fonte de pesquisa: dançadoventrebrasil.

Como cobrar cachê?


Você foi convidada pra dançar numa festa e vai cobrar um cachê. Vai dançar só uma música mesmo. Provavelmente, uma grande clássica com entrada com véu, uns 20 arabesques e os frufrus e tremidinhos de sempre que o povo gosta de ver.



Ok. Tudo acertado, mas na hora de cobrar o cachê, você se baseia em quê?
Dia desses passei por uma experiência dessa e confesso ter ficado cheia de dúvidas. Veja só, a gente não vai dançar com unha sem fazer, nem cabelo sem ajeitar, ok?

Então, façam as contas comigo: só no salão, ficam 50 reais. E nem estou levando em conta a depilação, porque senão, o preço ainda é maior.
Bom, daí calcule uma porcentagem de auxílio-maquiagem, afinal, a gente já tem a nossa maletinha pronta, mas quanto precisamos investir ocasionalmente para nos mantermos com produtos bacanas e indispensáveis na maletinha de odalisca?

Eu, pelo menos de 2 em 2 meses, compro uma sombra nova ou um rímel diferente… é um investimento que não tem fim.
Além disso, se a gente fosse levar tudo na ponta do lápis, iria pensar no valor dos nossos figurinos (incluindo o véu de seda) e do investimento que fizemos durante anos de aulas e workshops.

Agora, pensem comigo.
Se a gente fosse cobrar como cachê um valor justo, que pagasse todo esse arsenal, quem iria querer/conseguir pagar?
E é nessa hora que me pesa essa coisa de cobrar pra dançar… se a gente cobra um valor justo, não dança e se cobra um valor não justo, a gente não se valoriza, nem valoriza a nossa arte.

Devemos fazer uma pesquisa de mercado, analisando o preço médio da concorrência (o termo “concorrência” é estranho quando se trata de arte, mas pra fins financeiros funciona). Concomitantemente, faça o cálculo do gasto médio que você tem por apresentação (escova, unha, maquigem…) e analise o tempo (se vai dançar uma música ou várias durante o evento). A esse custo acrescente 100% do valor equivalente a sua “força de trabalho” ou esforço. Faça uma média entre o custo da concorrência e o seu custo e veja se o valor é adequado. Faça uma tabela constando os valores em horas de apresentação (exemplo: R$… por 10 minutos, R$… por 30 minutos e assim por diante).
Dessa forma você terá a noção exata do valor do seu trabalho. Mas é claro que isso é apenas uma dica de cálculo, pois tudo isso varia muito de região para região e da relação que os contratantes têm com as bailarinas…

Fonte de pesquisa: Texto de lorymoreira.

Ética na Dança!!!


Ética na Dança é o conjunto de regras de conduta das bailarinas entre si e para com seu público e suas alunas. O Código de Ética da Dança do Ventre foi elaborado, objetivando a organização e valorização de todos os segmentos envolvidos com a Dança do Ventre no Brasil.

A princípio, existem alguns pontos fundamentais que fazem a diferença e devem ser lembrados para a postura de uma bailarina de dança do ventre:

1 Ter um relacionamento honesto e aberto com outras pessoas que trabalham em sua área.
2 Ser pontual nos compromissos assumidos: apresentações e aulas.
3 Não discutir com o contratante. Defina claramente as condições do show antes, para não reclamar depois.
4 Evitar fofocas e boatos, infelizmente tão comuns no meio artístico.
5 Procurar compartilhar o espaço e não oferecer atrito onde quer que esteja.
6 Respeitar os grupos que não fazem parte de sua esfera de trabalho.
7 Utilizar bom senso nos relacionamentos.
8 Portar-se impecavelmente com todos a sua volta, para que as oportunidades sempre venham a seu encontro.
9 Não desfazer do trabalho de outros.
10 Respeitar suas origens os profissionais que te orientam é o passo inicial para ser uma bailarina de Ética e sucesso.

Este Código de Ética objetiva a união, a humildade, a seriedade, o respeito e o amor sincero à arte da Dança do Ventre estejam sempre acima de qualquer diferença pessoal. Que estes laços que nos aproximaram até aqui em favor do objetivo único de valorizar e organizar nossa arte se fortifiquem a cada dia, alcançando todas as praticantes da Dança do Ventre no Brasil.

Texto adaptado
Fonte: Lulu Sabongi