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sábado, 11 de junho de 2011

Entre o prazer e a dor (assistir em tela média )

Folclore Árabe!


O que é o Folclore Árabe.

São 22 as nações que possuem etnia árabe e que têm em comum a língua, o sangue e as leis religiosas. Para começar a entender as variações dos costumes que existem entre esses países (mesmo sendo árabes), temos que ter em mente que cada um deles possui menos ou mais água que o outro, mais ou menos vegetação e áreas com deserto, países que cai neve e também as regiões de divisa com países não-árabes o que pode gerar mescla de hábitos.
Todos os fatores citados anteriormente influenciam na forma da população se vestir e principalmente na maneira de se elaborar as danças típicas que em sua maioria representam seus trabalhos, a história da criação de vilarejos, colonizações, migrações, crenças, dramas, alegrias e tristezas.

Influência do Líbano e Síria no Brasil
O Mundo da Dança do Ventre tem como ponto de partida o Egito Árabe ee alguns países que fazem fronteiras com ele, e o que nós esquecemos é que em território brasileiro todas as colônias árabes são originárias, em grande parte, do Líbano e da Síria. Isso irá gerar os primeiros equívocos na hora de escolher músicas adequadas para uma apresentação, por exemplo, mas isso nós veremos em outro capítulo e com maiores detalhes.

A pré-colonização árabe
Um equívoco muito grande dos dias atuais é acharmos que os árabes sempre estiveram desde os tempos remotos nos 22 países atuais que eles ocupam. Dessa forma, acabamos deixando de lado um fator histórico que registra os árabes saindo da região da Península Arábica rumo ao Norte do Oriente Médio.  Quando eles chegaram no Líbano, na Síria, no Egito e em toda região do Marrarei (Norte da África) já havia povos de civilizações não-árabes que ali viviam com seus hábitos, trajes locais, músicas e danças que se fundiram com o costumes dos árabes que vieram da Península Arábica.

Os povos do antigo Oriente Médio
ANTIGA FENÍCIA  -  Atual Líbano
PALESTINA  -   Terra dos Filisteus
ANTIGA ASSÍRIA  -  Atual Síria
ANTIGA BABILÔNIA   -   Atual Iraque
ANTIGA SUMÉRIA  -  Atual Kuwait
ANTIGA PÉRSIA  -   Atual Irã
ARÁBIA SAUDITA  -  Terra de povos de etnia árabe.

Conclusão: Estamos em uma época com fácil acesso a informações e a grandes enciclopédias virtuais que trazem um conteúdo riquíssimo para que possamos nos aprofundar mais nesse mundo do folclore árabe evitando  equívocos.

Fonte de pesquisa:
Paulo Razec - Professor e dançarino de folclore árabe há 15 anos. Editor do Guia Alif de Prestadores de Serviços.
Fones: (11) 3931-1378  -   (11)  8652-6989 - Site: www.paulorazec.com.br

domingo, 5 de junho de 2011

Dança do ventre: Corpo, Mente e Alma em Movimento - Felipe Salles Xavier




A dança do ventre foi a primeira forma de expressão do feminino, ela surge em várias culturas. Há indícios de que possa ter surgido no antigo Egito por volta de 7.000 a.C., onde era realizada por sacerdotisas para rituais de fertilidade, e também existem pesquisadores que acreditam que ela tenha surgido com um povo mais antigo, os sumérios, proveniente de um ritual sagrado.

As atribuições artísticas só foram incorporadas com a invasão dos árabes ao território egípcio, quando os padrões da dança foram miscigenados, adicionando um caráter comemorativo, onde se celebra as formas de vida, a magia, o nascimento.


O verdadeiro nome dessa dança é Raks Sharki (dança do oriente), nos Estados Unidos é conhecida como Belly Dance (dança da barriga), e no Brasil é chamada de Dança do Ventre. É uma dança produzida por mulheres e para as mulheres, foi desenvolvida num tempo onde as deusas estavam vivas e presentes em forma de mito, num tempo onde a mulher e a serpente eram sagradas.












A serpente é um símbolo mítico ligado ao feminino, à fertilidade, a regeneração e a saúde. Ela também incorpora o ciclo da vida, enquanto Ouroboros, a serpente que morde a própria cauda, representa a evolução própria, a continuidade, a auto-fecundação, a proximidade entre o mundo superior e inferior, e ainda a idéia de eterno retorno.

Os mitos são a conscientização de arquétipos do inconsciente coletivo, neles encontramos representações internas, transcendentes e coletivas, que servem para organizar o funcionamento psíquico e o comportamento, de acordo com o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, os mitos ilustram arquétipos, estes não podem ser descritos, entretanto podem ser "representados".

Segundo James A. Hall, os arquétipos são padrões universais, determinantes inatos da vida mental, é uma parte não individual da psique, e algo coletivo, resumindo, são tendências herdadas no inconsciente coletivo, que faz com que os indivíduos se comportem de forma semelhante aos ancestrais que passaram por situações parecidas.

A dança do ventre está intimamente ligada ao arquétipo da Grande Deusa-Mãe, que está relacionado à criação, ao nascimento, à fertilidade, àquilo que é puro e sagrado.

"Em cada ser humano existe, no mais profundo do seu mundo interior, a recordação da Mãe. Mãe como natureza, mãe como mulher que gerou e criou, mãe como símbolo de toda a poderosa força criadora individual e universal. São impressões psicológicas muito antigas, relacionadas com a experiência do nascimento e da morte. A imagem arquetípica de uma formidável energia que pariu tudo o que existe fica latente no plano inconsciente até que se ative pelas experiências da vida, ou seja, despertada por meios invocatórios, como na dança ritualística. Qualquer mulher, quando vai ser mãe, sofre certa estimulação inconsciente desse arquétipo. Na prática, tudo funciona para que ela se adapte da melhor maneira possível à tarefa de parir, usando o acervo humano de incontáveis experiências. O arquétipo da Grande Mãe é uma espécie de banco de dados de incontáveis experiências de concepção, gestação, parto e cuidados maternais registrados no inconsciente. Tudo é parte do amplo conjunto de memórias do processo evolutivo humano." (PENNA, 1993, p. 87 - 88) 

As mulheres que praticam essa dança entram numa espécie de viagem interior, onde ganham contato com vários símbolos, emoções e sensações ainda não experimentadas, surgem assim as imagens arquetípicas, na dança do ventre alguns desses arquétipos são: Materno, Odalisca, e o da Prostituta Sagrada, esses dois últimos estão associados à sensualidade, aos desejos e ao prazer.
O arquétipo Materno surge de diversas formas, mas sempre de uma simbologia própria, para diversos psicólogos junguianos, o arquétipo da Grande Deusa-Mãe é o próprio arquétipo Materno. A imagem da Grande Deusa-Mãe surge através da história das religiões, e se estende em várias imagens arquetípicas. Nos olhares da psicologia nos relacionamos com 
o arquétipo Materno através da própria mãe e a avó, da madrasta e a sogra, 
e outras mulheres com as quais nos sentimos bem, também com a igreja,
a universidade, a cidade, a floresta, a lua, útero e outros. São todos esses  
e muitos mais os símbolos que tratam deste arquétipo.

Algumas características que esses arquétipos trazem são:a bondade, o feminino,
a sabedoria, a espiritualidade, o cuidado, o instinto, a fertilidade, o oculto,
o obscuro, o renascimento, o sedutor, o venenoso, o pavor e o mortal. 

A Odalisca é uma dançarina que se utiliza de homens para satisfazer sua sexualidade, ela traz a sensualidade como forma de vida. É uma mulher comum que serve sexualmente no harém do rei, uma de suas técnicas de sedução é a dança do ventre. Esse arquétipo fala da relação com o próprio desejo. As mulheres em contato com ele vivem a idéia de serem vistas como deusas da beleza, da sensualidade e do prazer, o que é uma condição psicológica existencial, aonde vêem o sexo como uma forma de domínio pelo prazer, isso é uma necessidade de acabar com a própria impotência, inferioridade que tem inconscientemente.
A Prostituta Sagrada é uma fêmea humana que encarna as diversas deusas do amor, paixão e da fertilidade, algumas dessas são: Inana (Suméria), Istar (Babilônia), Ísis e Bastet (Egito), Astarte (Fenícia), Afrodite (Grécia) e Vênus (Roma).  Ela representa a sexualidade de forma divina, é a sexualidade feminina sendo reverenciada, são responsáveis pela felicidade sexual e pelo desejo. Ao rejeitá-la, traz insatisfação.
As mulheres tomam contato com essas informações do inconsciente através de visões e sonhos que aparecem depois de algum tempo do trabalho corporal que é feito. O ideal é que as praticantes dessa arte busquem uma psicoterapia junguiana para trabalhar os símbolos e entrar em contato com o seu verdadeiro eu.
Outro fator importante na dança do ventre é o trabalho bioenergético que se realiza, os movimentos trabalham alguns músculos, o que faz com que as couraças se dissolvam, liberando as emoções que no decorrer de nossas vidas ficam presas ao corpo.

Boyesen (1988) diz que as couraças são tensões que são geradas ao longo da vida, servem para proteger o indivíduo de experiências dolorosas e ameaçadoras.
Para os psicoterapeutas corporais, o corpo conta a história de vida de cada indivíduo, e o trabalho corporal é necessário para que ocorra a liberação de emoções "engarrafadas" no corpo e para um melhor fluxo de energia orgônica, o que nos proporciona uma melhor qualidade de vida.
Segundo Wilhelm Reich, médico e psicanalista o Orgone é uma energia universal, sem massa e nem inércia, que está em tudo o que é vivo, e pode ser acumulado no corpo através da respiração profunda.
Na dança do ventre é fundamental o trabalho com muitos músculos e com respiração profunda, o que é base no trabalho corporal, os seus movimentos atuam diretamente nos desbloqueios das couraças e no acúmulo de orgone.
Nessa abordagem levamos em conta que o corpo é um local privilegiado da subjetividade de cada um, e deve ser respeitado como tal.
A dança do ventre religa as suas praticantes ao feminino, ao sentimental, ao puro, ao sagrado, ao prazeroso, nos remete a tudo aquilo que é essencial e a sociedade atual não tem tempo para desfrutar, uma construção humana primordial. Nessa jornada do auto-conhecimento entramos num processo de auto-cura onde há aumento da auto-estima, sensualidade, sexualidade, do gosto pela vida e melhor fluxo de nossas próprias idéias.

Então com olhares de duas abordagens psicológicas diferentes, podemos ver que trabalham excelentemente bem juntas, um trabalho corporal e analítico, nos faz entrar em contato com a nossa verdade, com nossos símbolos, com o sagrado e com nosso corpo, é a aproximação de corpo, mente e alma.

Fonte de pesquisa: redepsi.com.br


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A curiosa formação dos nomes árabes!

Para aquelas pessoas acostumadas a tradição européia de usar apenas o nome próprio, o nome intermediário opcional e o sobrenome, os nomes no mundo árabe podem parecer intrincados para não citar sua extensão que pode ser enorme.
De qualquer forma há uma lógica na estrutura de formação desses nomes, uma vez compreendida, torna tudo mais fácil e inteligível.
Vamos descobrir um pouco desse mundo…

Por exemplo:
O nome de um homem é Ali bin Ahmed bin Saleh Al- Fulani.

Ele é chamado de Ali por seus familiares e amigos.

Seu nome de família é Al Fulani.
O que significa então bin Ahmed bin Saleh? Isso simplesmente quer dizer que ele é o filho de Ahmed que por sua vez é filho de Saleh.
Bin significa "filho de".
Então nós temos o nome dado ao homem, o nome de seu pai e o nome de seu avô, mais o nome da família.
Para dizer a verdade alguns árabes do Golfo e da Arábia Saudita podem dar a seus descendentes nomes de no mínimo cinco ou seis gerações, ou as vezes até mais.
Vamos dar uma olhadinha agora nos nomes de alguns governantes dos estados do Golfo:
O governante da Arábia Saudita é Fahad bin Abdul Aziz bin Abdul Rahman Al- Sa’ud.
O nome de seu pai é Abdul Aziz e o nome de seu avô é Abdul Rahman.
O nome da família é Al Sa’ud
E os nomes das mulheres?
Nosso amigo Ali tem uma irmã que se chama Nura bint Ahmed bin Saleh Al- Fulani.
Bint significa a "filha de".
O nome dela é Nura, a filha de Ahmed que é o filho de Saleh.
É interessante notar que quando uma mulher saudita ou do Golfo árabe se casa, ela não muda seu nome. A mulher mantém seu nome de solteira e seus filhos é que vão receber o nome do pai. Em outras palavras ela morrerá com o mesmo nome que recebeu ao nascer. Se Nura se casa com um homem que se chama por exemplo:
Abdulah bin Mohammed bin Faisal Al- Hijazi seus filhos serão ( nome ) bin Abdulah bin Monammed bin Faisal Al- Hijazi e suas filhas (nome) bint Abdulah bin Mohammed bin Faisal Al- Hijazi.


Dança do ventre e suas modalidades.

Dança do Ventre: Solos, Véus, 02 Véus, 7 veus, solos e coreografias, clássicas, modernas e com derbakes.
Dança Folclórica: Khaleege, Melea Laf, Salsa Árabe, Dubke, Ghawazee, Zaar., Hagalla punhal, serpente, candelabro, taças, incensário, Said (bengala e bastão), snujs, espada, jarro, pandeiro, beduíno, dabke, véus.

Fonte de pesquisa: Alfha.com