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sábado, 28 de agosto de 2010

Mais um texto de Luana Mello (ameiiiii)!!!!!!!!!!!!!!

Hoje, mais uma vez, tive que ouvir de uma Dançarina do Ventre (das conhecidas), frasesinhas clichês como aquelas que sempre ouvimos. Me irritei muito, muito mesmo, pois é por causa desse comodismo ridículo que paira na educação da Dança do Ventre que nós não saímos do nicho e todos os meios de arte nos marginalizam.

E nos marginalizam com razão, por que eles levam sua arte a sério e nós ficamos aqui brincando de ser bailarina, brincando de ser professora, brincando de ser dona de escola. É como eu sempre digo, dizer que é bailarina é fácil todo mundo quer dizer que é... Agora arregaçar as mangas e ser bailarina de verdade ninguém quer por que dá muita preguiça.

Já deixo mais uma vez bem claro que eu tô fora desse ponto de vista. Quando alguém fizer alguma observação tão medíocre como essas que transcrevo abaixo, já aviso que discordo horrores.

Pra mim Dança do Ventre é profissão, é coisa séria e eu quero tudo do melhor sempre. Eu quero sempre dar meu máximo e quero sempre fazer o mais bem feito possível. Sou contra quem pensa que o mais ou menos basta.

A Dança do Ventre tem potêncial para ser beeeeem mais do que é, basta a nossa classe deixar de ser preguiçosa e valorizar mais os louros do que os ensaios. Minhas respostas bem mal-educadas estão em vermelho:

1. "Nããão, pra dança do ventre não se precisa de coreografia. O certo mesmo é fazer meio a meio... O improviso é uma arte!"
R: Isso mesmo, continue improvisando e fazendo tudo mais ou menos em cima do palco. Pra que coreografar né? Que bobagem... Provavelmente quem inventou a coreografia (ciência obrigatória em todas as danças sérias) não tinha mais o que fazer!!
O certo mesmo é ouvir a música centenas de vezes, dar umas dançadinhas e subir no palco mais ou menos preparada. Melhor ainda é fazer o público sair de casa pra ver vc improvisar e dar umas 'erradinhas'. Oooora mas o que que tem errar um pouquinho? Ninguém percebe...
O improviso é sim uma técnica estudada há séculos por todas as grandes artes, mas isso que aprendemos na Dança do Ventre está looonge de ser improviso, é na verdade uma mistura de preguiça com ignorância e total falta de respeito pelo que se faz.

2. "Ensaiar todos os dias também não é necessário, por que dança do ventre 'não é ballet', não precisamos dançar até os pés sangrarem!"
R: Mais uma pérola abençoada! É por isso que Dança do Ventre é essa meleca, por que as pessoas não pensam em ir além e acham que o que existe já está bom. Ninguém quer ultrapassar limites nem descobrir até onde a capacidade da Dança do Ventre vai. Se contentam em dançar um tiquinho por dia, sem disciplina nem seriedade e acham que já está bom...
Continue assim e sua dança será sempre mediana e igual a todas as outras que existem por aí. Se vc quer ser igual a todo mundo continue tratando a dança com essa irresponsabilidade. Assim você ajuda a manter a Dança do Ventre no último lugar do ranking do profissionalismo.

3. "Bailarina de Dança do Ventre não precisa estar em forma, isso é pras outras danças. E além do mais estar acima do peso nem prejudica nossas articulações por que nós não temos movimentos tão difíceis..."
R: Isso, a bailarina trabalha com o corpo e não precisa ser um exemplo de saúde!! Eu defendo isso por que sou neurótica e fútil, sim sim... Pra que manter seus músculos fortes e sadios? Pra que balancear bem sua alimentação??
Sabe o que isso quer dizer? Que vc não leva a Dança do Ventre a sério. Quem defende que a profissional de Dança do Ventre pode estar fora de forma, assina embaixo que acha que a Dança do Ventre não merece seu esforço.
Além do que a informação de que a gordura abdominal é muito perigosa e pode até matar, ainda não chegou no meio árabe!
Chega dessa falta de senso, dessa falta de comprometimento e dessa falta de entender que profissionais são pessoas que levam sua arte a sério. Você NÃO é profissional de não faz tudo com profissionalismo.
Será que sou eu que sou comprometida demais? Sou eu que estou louca quando digo que não vou me contentar com nada mais ou menos? E saibam que esse meu lado crítico, começa no meu trabalho, na minha dança.
É uma falta de respeito absurda fazer o público sair da sua casa para uma dança mais ou menos... Por isso a imprensa e os meios de comunicação não se interessam pela nossa dança. Já viu por um acaso os shows do nosso meio sendo anunciados nos guias de arte? Não né? Pois é... Já viu um de nossos shows ter um público que não fosse composto por alunas, professoras, bailarinas, parentes ou namorados??? Também não né?

Por que será???
 
Texto da bailarina Luana Mello.
 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um texto muito bacana da Luana Mello(assino embaixo e concordo plenamente)!!!!

Humildade passa longe quando o assunto é auto promoção no mundinho Bellydance, adjetivos exagerados nunca são economizados. Haja ego... Quase toda divulgação vem da 'melhor bailarina do mundo', ou no mínimo, da cidade! Vejam se essas frases não soam familiares aos seus ouvidos:
"A bailarina Fulana de Tal, que é a melhor bailarina de Tal Lugar, se apresentou no Maior Evento do Mundo!" Quem deu o título de melhor bailarina a gente não sabe, mas também não importa se ela tá pagando pra dançar no 'maior evento' do mundo!

"A grande bailarina Cicrana e o grande cantor Beltrano, vão fazer um incrível show no maravilhoso restaurante Blablablá!" Por que não apenas: A bailarina Cicrana e o cantor Beltrano, farão um show no restaurante Blablabla?

"A Grande Mestra..." Além de mestra é grande? Quem disse pra ela que ela é Mestra? Que Mestrado ela fez? Que tese defendeu? Precisa mesmo de tudo isso?

"Bailarina Internacional!" Meia dúzia de shows fora do país (alguns beeem duvidosos) bastam para que a palavra internacional apareça no seu currículo? Se fosse internacional mesmo minha nega, nem precisava bradar, tava todo dia lá no People+Arts... 'Prêmios Internacionais' então me dão crises de riso, principalmente quando não passam de certificados de participação.

Mestras, Divas, Deusas, Internacionais, Incríveis, Apareceu na Novela, No Programa da Luciana Gimenez, Melhor, Grande, Principal, Única, só na Dança do Ventre é que a gente vê essas barbaridades. Sabem o que um bailarino tem que ralar pra sonhar com o título de Mestre? E esse povo ainda não entende por que a Dança do Ventre é motivo de chacota... É cafonice demais! Em pouco tempo estaremos superando os argentinos e suas bailarinas Princesas. É uó do borogodó mesmo...
E na hora que sobe no palco, precisa fazer um auê danado por que de dança mesmo não tem muita coisa pra mostrar.

Texto da bailarina Luana Mello.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estilos ensinados nas escolas de dança!!!


Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:

* Dança do Ventre - Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;

* Dança do Ventre - Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;

* Dança do Ventre - Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.



http://www.dancealmha.com/danca-do-ventre.htm



Mais um texto interessante sobre a dança do ventre!!!


Dança do Ventre

Quando se pensa em dança do ventre, a primeira imagem que vem à cabeça é a daquelas mulheres vestidas com trajes estonteantes e que fazem incríveis movimentos sinuosos com o corpo. Que homem resiste? Verdade, só que se você acha que esta dança é apenas um exercício de sensualidade, saiba que esta qualidade é apenas um dos inúmeros benefícios que a dança do ventre traz - e não é nem de longe o maior.
Cálculos do departamento de Medicina do Esporte da Escola Paulista de Medicina revelam que uma hora de dança do ventre queima cerca de 300 calorias. Está aí uma opção para quem tem horror a malhar nas academias. Silhueta mais feminina, bumbum durinho, braços alongados e coxas mais grossas são algumas das vantagens da dança. Isso sem contar a injeção de auto-estima e alguns benefícios fisiológicos. Quer mais? Veja o que a dança do ventre pode fazer por você!!!

De onde veio

Existem inúmeras versões sobre a origem da dança do ventre e nenhuma delas apresenta provas convincentes o bastante. No entanto, há um certo consenso em relação à hipótese mais provável. Suas raízes estariam nos cultos antigos à grande Deusa, geradora do universo e adorada pelos povos da Antigüidade. A dança reproduzia os movimentos de criação do mundo.
As datas são bem imprecisas. Os rituais teriam se iniciado por volta de 7 mil anos a.C. Há registros na Índia, Mesopotâmia, Fenícia, Grécia, Pérsia e Egito, este último considerado o berço da dança. Os árabes que invadiram este país teriam sido os responsáveis pela divulgação mundial. Outra função atribuída à dança é a preparação da região pélvica para a gravidez e o parto. Afinal, naquela época, nem se ouvia falar em cesariana e anestesias. A dança ganhou, pouco tempo depois, caráter de diversão, o qual permanece até os dias de hoje.
Mas, se você pensar nesta dança apenas como espetáculo de sedução, vai perder a melhor parte do show.

Corpo de violão

Qualquer pessoa pode praticar dança do ventre. Não há restrição de idade, nem limitação física, exceto por problemas mais graves de coluna. Para as crianças, aconselha-se começar esta dança a partir dos 9 anos. Gestantes podem dançar normalmente, desde que a gravidez não seja de risco. A roupa é indispensável para as apresentações. A composição básica é formada por bustiê, cinturão, saia longa, com ou sem abertura nas pernas, e véu.
Depois de pouco tempo de prática, já dá para sentir as diferenças. A técnica modela o corpo, afina a cintura da mulher, arredonda os quadris e enrijece pernas e braços. Os movimentos ondulatórios alongam a musculatura lateral e afinam a cintura. A mulher fica mais curvilínea. Já as batidas de quadril trazem uma série de outros benefícios: enrijecimento muscular em várias partes do corpo, como no abdome, centro energético da dança; nas coxas porque elas dão contrair a musculatura glútea.
Os passos executados com os braços e com a manipulação do véu ampliam o movimento do ombro e alongam a musculatura peitoral. Por tudo isso, a dança do ventre é um excelente exercício de resistência muscular localizada. Haja fôlego! Para quem pensou que era moleza, note que esta dança já entrou no páreo com as aulas de ginástica.

Abaixo o mito da barriga!

As professoras de dança do ventre se arrepiam ao ouvirem falar que a dança do ventre dá barriga. Criou-se este mito porque qualquer pessoa pode praticar, até mesmo as mais descuidadas com a forma física; daí o fato de o público pensar que esta dança deixa as gordinhas com uns quilos a mais, porém existe uma dose de verdade nisso, mas a dança não é a responsável e, sim, quem a pratica. Quando você joga o bumbum para trás, acaba forçando a coluna. Esta postura errada causa dores lombares e facilita o acúmulo de gordura no baixo ventre. Então, é só seguir as regras e acertar o encaixe no quadril para não ter surpresas depois.
Por isso é muito importante procurar uma profissional no assunto, que tenha anos de experiência com aulas e danças que saiba lhe ensinar as técnicas corretas para não prejudicar seu desempenho artístico e corporal.

Dança terapêutica

Não se pode esquecer do tratamento interno da dança do ventre. Para muitas dançarinas, ela é um verdadeiro exercício de relaxamento e autoconhecimento, como nas demais técnicas orientais, como a yoga. Para as mulheres com distúrbios de sexualidade, é um santo remédio receitado pelos próprios ginecologistas. A dança trabalha seu interior, traz de volta sua auto-estima, deixa aflorar a sua feminilidade.
Além disso, estimula contrações uterinas, o que alivia completamente as cólicas menstruais primárias. Os movimentos também dão uma boa regulada no aparelho intestinal. Muitas professoras relatam casos de alunas que conseguiram a gravidez tanto desejada, após começarem a praticar dança do ventre. A suspeita não é infundada, há um estímulo da região ovariana, isso contribui para regular o fluxo menstrual.

Texto adaptado por: Tatiana Bandeira - Professora de Dança do Ventre e Educação Física.
http://www.esppacoalpha.com.br/dancaventre.htm