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terça-feira, 23 de março de 2010

Como dançar com espada!!


A dança do ventre com espada é uma modalidade muito famosa, mesmo entre quem não entende nada sobre o assunto. E não é à toa. Ver uma dançarina, mesmo num programa de televisão, tentando equilibrar uma espada na cabeça por exemplo, é impressionante. Todo mundo se pergunta "Como ela faz isso?". Mas não se impressione tanto: na verdade, é bem mais fácil do que parece.


* Em primeiro lugar, você precisa escolher a espada certa. Se você achou que deveria dar uma passada numa dessas lojas de espadas samurais ou coisas do tipo, se enganou. Enquanto essas espadas são feitas para se defender de outras bem perigosas, as de dança do ventre apenas parecem perigosas. Elas são feitas especialmente para serem equilibradas, e não possuem gume para não cortar ninguém. Você ainda vai encontrar espadas com estilos e pesos bem diferentes por aí. Uma boa espada para inciantes deve ser mais pesada e a superfície, áspera. Espadas desse tipo são mais fáceis de se equilibrar, uma vez que o peso impede que a espada seja excessivamente influenciada pelos movimentos da dançarina, e a superfície áspera evita que a espada escorregue com facilidade.

* Depois disso, você precisa preparar sua espada para a dança. Ainda que seja possível equilibrá-la em qualquer parte do corpo sem nenhum tipo de truque, algumas dançarinas preferem se utilizar de uma "ajudinha extra" usando parafina, principalmente daquelas usadas pelos surfistas nas pranchas. Antes de dançar, aplique uma fina camada de parafina pela espada, esfregando por toda sua superfície. Você também pode usar uma vela, mas a parafina é mais espessa e aderente, além de durar mais tempo.

* Agora que você já preparou sua espada, é hora treinar o equilíbrio. Você pode equilibrar a espada em praticamente todo o corpo: cabeça, queixo, pulso, ombro, quadril, barriga, coxa - as possibilidades variam de acordo com sua flexibilidade e ousadia. Então, durante seu treino, tente equilibrar a espada em todo e qualquer lugar do corpo. Primeiro, tente equilibrar a espada sem fazer movimentos. Assim que você tiver certeza de que sua espada não vai a lugar algum, comece a fazer movimentos com ela sobre determinada parte de seu corpo. A cabeça é um bom lugar para se começar. Para algumas dançarinas, a cabeça é a parte mais fácil para se iniciar porque muitas espadas possuem uma leve inclinação em seu formato; elas são praticamente feitas para serem equilibradas na cabeça. Depois disso, faça movimentos lentos e note como eles afetam o equilíbrio da sua espada.

* Sempre use uma roupa adequada ao realizar a dança com espada. Algumas roupas - principalmente os acessórios como cinturões, tiaras e franjas de bustiê - podem atrapalhar sua perfomance na hora de tentar equilibrar a espada. Assim, você precisa preparar cuidadosamente sua coreografia de acordo com a roupa escolhida, e inclusive ensaiar com ela para evitar qualquer surpresa desagradável na hora da apresentação.

* Provavelmente você vai se sentir bem "zen", calma, tranquila, quando estiver dançando com uma espada diante do público. Mas lembre-se de que as pessoas não sabem que a coisa na verdade é bem fácil. Então, mesmo que você consiga colocar a espada sobre a cabeça em 3 milésimos de segundo e iniciar uma sequência de passos logo depois, tente fazer algo mais do que isso. Você precisa criar uma atmosfera de mistério no público. Entre fazendo poses com a espada. Faça movimentos lentos e precisos, imitando uma guerreira - uma guerreira um tanto graciosa. Arraste a espada e faça o público se perguntar como você vai fazer para conseguir levantá-la. Quando chegar a hora de colocar a espada sobre a cabeça, faça tudo lentamente também. Tudo tem que ser feito dessa maneira para que pareça difícil e, assim que a espada estiver devidamente equilibrada, dê uma pausa e faça aquela cara de "satisfeita com o esforço tão grande que você acabou de fazer", sabe? A dança do ventre com espada pode realmente hipnotizar o público se você fizer a coisa bem feita. Por isso, lembre-se sempre de tentar fazer a coisa parecer difícil e todos vão apreciar muito sua apresentação.

* Equilibrar uma espada na cabeça, ou em qualquer parte do corpo, pode ser um pouco doloroso no início. Se você não estiver acostumada, pode sentir um incômodo por causa da fricção e da pressão da espada sobre o local. Então, não exagere, faça algumas pausas no seu ensaio, alterne a parte do corpo em que você equilibra a espada, até se sentir mais confortável.

fonte de pesquisa:

Dançando em Casa: Aprendendo passos novos!!


Não se afobe quando estiver aprendendo passos novos. Você precisa de tempo para entender todos os detalhes. Para cada movimento individual que o vídeo ou o livro ensina, você precisa de cerca de 5 minutos (ou mais, se precisar) para praticar. Volte o vídeo umas 4 ou 5 vezes e preste atenção aos detalhes que você possa ter deixado escapar.

* Escute cuidadosamente as explicações e preste atenção aos passos.

* Observe onde a professora apoia o peso do corpo, em qual lado, etc.

* Procure por detalhes que ela não explica usando palavras, mas sim com os movimentos dos braços, dos quadris, das pernas, etc.

* Faça o movimento junto com o vídeo, enquanto ele é ensinado.

* Depois de ter voltado o vídeo de 4 a 5 vezes para revisar um movimento, pause e coloque uma música para tocar. Repita várias vezes o movimento durante uns 3 minutos.

Faça um lista de todos os novos movimentos que você aprendeu em cada aula em casa. Nos dias seguintes, mesmo que você não tenha tempo para dançar, dê uma olhadinha nessa lista e tente relembrar como cada movimento é realizado. Na sua próxima aula, essa lista vai lembrá-la de quais movimentos devem ser revisados.

Praticando passos novos

Quando você tiver terminado de ver 4 ou 5 passos novos num vídeo, é hora de praticá-los. Desligue a tv e coloque uma música de dança do ventre para tocar. Comece fazendo uma espécie de dança livre, seguindo a música, usando todos os movimentos aprendidos em aulas anteriores. Faça um esforço para incorporar os movimentos que você acabou de aprender.

Concentre-se apenas na música e deixe seu corpo interpretá-la. Lembre-se que você tem agora novos passos para enriquecer e expressar a sua dança.

Relaxamento

Todo exercício deve ser finalizado com uma sessão de relaxamento. Isso faz com que seu corpo possa voltar ao "estado de inatividade" tranquilamente. Se você estava usando uma música agitada, coloque agora uma mais lenta e sensual. Aproveite o momento e relaxe usando os próprios movimentos que você aprendeu em um ritmo mais calmo.

Fonte de pesquisa:

Dança do ventre em casa: como começar!!!!

Muitas dançarinas gostam de trabalhar na própria técnica e coreografia sem precisar da ajuda de uma professora. Com a ajuda de livros, vídeos, etc, você mesma pode organizar sua aula. Mas como fazer isso? Pode parecer simples, mas não é.
Por isso, vamos às dicas.

Como se preparar para dançar
Quando estamos na escola, os professores aconselham nossos pais a criar todo um programa de estudo onde possamos fazer as lições de casa, tudo numa hora e num local adequados para isso, livre de distrações como a televisão. Os mesmos princípios básicos são válidos para adultos que estão tentando aprender algo novo.

Longe de distrações
Se tem algo que adoro fazer enquanto estudo inglês, por exemplo, é "assistir" (ouvir) televisão. Porém, isso me distrai tanto que o estudo leva mais tempo do que o esperado. Então para que eu consiga fazer tudo sem me atrasar (e da melhor maneira), preciso desligar a tv. Com a Dança do Ventre a coisa funciona da mesma forma. Pense no que pode te distrair enquanto você dança - provavelmente seus filhos, seu cachorrinho, seu gatinho, seu marido pedindo uma cerveja (aff!). Dê uma ocupação a tudo o que possa tirar sua concentração: deixe os animais em outro cômodo, certifique-se de que as crianças estão brincando ou estudando, ensine o caminho da geladeira ao seu marido. Encontre um momento só para você.

Você precisa de tempo
Se possível, reserve no mínimo uma hora para praticar a dança. Se você costuma fazer um aquecimento, rever o que aprendeu nas aulas passadas e praticar sozinha novos movimentos, uma hora passa voando. Infelizmente, nem todo mundo tem uma hora inteirinha sobrando. Por isso, se você tiver que praticar menos, pratique o que der. Lembre-se de que uma aula num curso regular de Dança do Ventre dura em média uma hora tambem. Se você está aprendendo ou revendo os passos em casa, por que não se dar os mesmos benefícios mas com uma maior concentração e relaxamento que você só encontra em casa?

Pratique regularmente
Tente praticar a dança ao menos uma vez por semana. Se você tem tempo para praticar mais, vai aprender ainda mais rápido. Quanto mais espaçadas forem as suas aulas em casa, mais rápido você vai esquecer do que aprendeu.

Defina metas realistas
Se você não tem certeza do que pretende ao começar suas sessões de dança em casa, então provavelmente não conseguirá evoluir muito. Decida se o seu objetivo ao praticar a dança do ventre é manter a forma, adicionar novos passos e movimentos aos que você já conhece, aprimorar técnicas, ou aprender o passo para uma coreografia num show. Todas essas metas são razões ótimas para se começar a dançar, porém você precisa direcionar cada uma delas para uma técnica diferente. Por exemplo, se você quer apenas aprender a dançar, então você precisa estabelecer a meta de dominar quatro novos movimentos e rever todos os movimentos que você conhece até então numa sessão prática de uma hora de duração. Mas se você quer usar a dança do ventre para perder peso ou manter a forma, então terá que programar o exercício usando movimentos aeróbicos contínuos.

A dança do ventre e os signos!!!

Candelabro
Energia e dinamismo são as principais características deste signo, perfeitamente compatíveis com seu elemento regente: o fogo. Arianas têm predileção especial pelo desafio. Dançar com chamas sobre a cabeça, e preferencialmente com sapatos altíssimos, é um atrativo perfeito. Neste caso prefira velas vermelhas.

Touro - Pétalas
Signo extremamente feminino. Obstinado e regido por Vênus, deusa do amor. A taurina encanta a todos exteriorizando a emoção necessária para essa doce apresentação. Prefira pétalas cor de rosa, representando amor e romance, que devem ser ajeitadas numa bela cesta enfeitada com fitas em tons pastéis.

Gêmeos - Derbak
Signo da comunicação. Além de muito carismática, a geminiana não se adapta à rotina. Em um solo de derbak pode abusar do que mais aprecia: a improvisação. Gêmeos possui grande dose de energia e muito “gás pra gastar”. Impressiona pela disposição. O ideal é roupa leve evidenciando os movimentos.

Câncer - Snjus
Sensibilidade talvez seja a melhor palavra para definir a canceriana. Muito intuitiva e sentimental, tem facilidade em desenvolver belíssimos toques durante a dança. Músicas cadenciadas que permitem variação de toques são as mais adequadas. Prefira snujs prateados em homenagem à Lua, seu planeta regente.

Leão - Espada
Nenhuma outra dança pode expressar tão bem as características predominantes neste signo: valentia e determinação. A técnica necessária nessa dança ainda evidencia a perícia da bailarina enaltecendo a vaidade leonina. A espada representa força e poder. Roupas extravagantes são ideais para diferencia-la.

Virgem - Icensário
Difícil encontra outro signo tão organizado. Traça objetivos com cuidado e os cumpre. A virginiana sabe calcular prioridades. O incensário era sabidamente empregado por sacerdotisas iniciando rituais em templos sagrados. Símbolo de limpeza astral é perfeito quando unido à intuição virginiana.

Libra - 7 Véus
Suavidade: palavra que define bem, não apenas essa dança, mas a essência libriana. A delicadeza e sensualidade das nascidas sobre a influência de Vênus equilibram-se perfeitamente com a leveza dos véus, contribuindo para uma performance harmoniosa em que a bailarina e os véus fundem-se em apenas um elemento: ar.

Escorpião - Serpente
Independente, a nativa deste signo é conhecida pelo olhar penetrante e magnetismo pessoal. Símbolo da sensualidade adequasse perfeitamente à dança, realizada por movimentos lentos, sinuosos e hipnóticos, os quais ativam a energia khundalini. Macacões colados ou saias justas, compatíveis com o signo e a dança.

Sagitário - Pandeiro
Vitalidade e energia são as melhores definições para as sagitarianas, que parecem celebrar diariamente a vida. Essa é a dança do agradecimento pelas dádivas recebidas da natureza e dos deuses. Roupas simples, pois o mais importante é o sentimento exteriorizado na dança. Amarre fitas coloridas no pandeiro.

Capricórnio - Bastão
Responsabilidade e confiança são qualidades da capricorniana, sinônimo de dedicação ao trabalho, como as antigas pastoras que só dançavam a noite usando seus cajados. Os movimentos destacam batidas firmes no solo, ressaltando a terra, seu elemento regente, representando “os pés no chão”. Vestidos elegantes são perfeitos para ela.

Aquário - Punhal
Quem mais pode representar os ideais de liberdade? Aquário luta por igualdade e um mundo melhor. Nessa dança, especialmente sensual, o punhal se faz presente para lembrar a força e a astúcia feminina. Avançada, aquariana fica bem usando bombachas, provando que nem sempre a saia é necessária para mostrar sensualidade.

Peixes - Jarro
Dança que exprime a importância da mulher e da água: símbolos da vida. A história contada durante essa apresentação é como a pisciana: romântica e doce. Movimentos de aguadeira do deserto são carinhosos e alegres porque ela sabe da importância do seu trabalho. Use purpurina prata ou azul dentro do jarro.

Fonte de pesquisa: najlahdancadoventre.blogspot.com/2009/10

Dança do ventre cigana!


O estilo cigano na Dança do Ventre vem de uma interpretação ampla e liberal das danças ciganas, primeiramente da Turquia, Espanha, dos Balcãs e do Egito. Acredita-se que os ciganos (também chamados de 'romanichéis') são originários do norte da Índia. Estes teriam migrado em direção norte e leste no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo cada vez mais o estilo original de sua dança ao acrescentarem elementos das diferentes culturas com quem tinham contato. Na década de 1960, as dançarinas americanas começaram a incorporar elementos do vestuário, da música e dos passos ciganos às suas apresentações de Dança do Ventre.
Movimentos: o estilo cigano utiliza técnicas e movimentos de dança do ventre, adicionando a eles passos ciganos e do folclore oriental. A dança cigana, aliás, é conhecida por sua paixão, exuberância e energia. As dançarinas ainda utilizam adereços como pandeiros e snujs. Já as saias, tão comuns hoje em dia na dança do ventre cigana, não eram vistas com bons olhos entre as dançarinas no passado.
Roupas: Tecidos pesados em tons opacos são usados em saias volumosas e calças no estilo "harém"; na parte de cima, as dançarinas usam e abusam de blusas e tops decotados e/ou commangas também volumosas. As saias são geralmente onduladas (como no flamenco). Nos quadris, é comum o uso de xales com franjas e de cinturões de metal. Na cabeça, a dançarina ainda pode usar uma espécie de lenço ou adorno.
Música: As canções ciganas mais "puras" e tradicionais são usadas na dança do ventre, porém são mais comuns as músicas que trazem uma mistura de elementos ciganos, turcos, árabes e europeus. Violinos, guitarras e pandeiros são alguns instrumentos bastante comuns também.

Fonte de pesquisa:
julianealanogaia.blogspot.com/2009/08/codigo

Origem da música árabe!

São raros os registros sobre a origem da música árabe que era passada oralmente. No entanto, há indícios da formalização teórica por volta de 800 anos antes de Cristo. Segundo o historiador Ibn Khaldun, os árabes não possuíam a princípio, em questão de música pré - islâmica, senão a arte dos versos rimados. Talvez a primeira forma rítmica vem dos condutores de camelos que, ao desejarem estimular a marcha destes e para passarem o tempo, faziam trinados e cantavam, acompanhando o barulho dos sinetes suspensos nos pescoços de seus camelos. Um outro ritmo chamado "Khafif" era usado nas festas de casamento e nas principais celebrações que servia para a dança e para marcar o passo ao som do Daf (pandeiro) e do Mizmar (flauta de caniço. Os escritos mais antigos sobre a teoria musical são de autoria de Al-Kindi (século IX) e revelam influência grega. São treze os seus tratados, sendo os mais importantes: "Elementos do conhecimento da música" e "O livro indispensável para a composição das melodias”. Dados mais seguros vão surgindo mais tarde numa obra valiosa intitulada "Kitab-al-Aghani" (Livro das canções): uma mina de informações sobre a música, os músicos e a vida musical em vários séculos, relatada por Abul -Faraj-AI-lsfahani (897 - 967 D.C.). Somente no fim do nono século que músicos, escritores e filósofos começaram a especular sobre a origem e natureza de sua música. Por falta de documentos históricos, surgem lendas e vagas tradições tais como a do Lamek - descendente de Enoch, e essa de Adão - que criou o primeiro alaúde do fêmur do filho morto para poder lamentar a sua perda. Nessa época, tornou-se necessário o estudo de música, sendo parte da cultura diária e da educação do homem. Segundo Al - Farabi (950 D.C. ), no seu livro Kitab-AI-Musiqui Al-Kabir" (o grande livro da música): A teoria musical renasceu somente quando a prática atingiu o ápice de sua evolução. Muitos manuscritos e tratados gregos foram traduzidos no período do Califa Al-Mamun. Os filósofos muçulmanos como Ikhwan as – Safa** (irmãos da pureza) viam a música como uma das ciências físicas, ensinando-a para conhecimento espiritual. A base dos seus ensinamentos era a música das esferas, visando despertar no homem a beleza e a harmonia universal numa transcendência à existência material. Al-farabi (870-950 D.C.), Avicena (980-1037 D.C.), Ibn Zayla ( 1048 D.C.) e Safi al- Din Al Urmawi ( 1294 D.C.) colaboraram decisivamente em formar a teoria musical árabe - os intervalos e suas divisões, os harmônicos e os dissonantes, os gêneros, os sistemas, os modos, os ritmos como também a teoria de composição e fabricação de instrumentos musicais. Com eles, a música tomou um novo rumo, tornando-se um encontro entre diferentes culturas musicais, produzindo a "nova música", contendo conceitos de várias influências externas e tendo o elemento “Árabe” como agente principal e catalisador.

Jamal Ibrahim Elias

Fonte de pesquisa: julianealanogaia.blogspot.com/2009/08/codigo






Dança do Ventre como dança artística!

A Dança do Ventre geralmente é vista no Brasil como uma dança cuja finalidade é a sedução. A bailarina dança para seduzir os homens e estes se divertem e admiram a beleza sensual de quem dança. Ela também costuma ser vista como uma dança que não necessita de técnicas e tampouco de qualquer conhecimento a quem quer realizá-la. Diz-se por aí que é necessário apenas um “rebolado” e muita sensualidade.
Mas ao contrário do que se imagina, atualmente no ocidente a dança do ventre pode ser considerada como dança artística, assim como o balé clássico, a dança moderna e o jazz o são.
Para a professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Mônica Dantas, a dança artística é aquela dança que envolve um espetáculo apresentado a uma platéia, que possui técnicas específicas de movimento, assim como criadores das obras de dança (os coreógrafos) e a profissionalização dos bailarinos. Neste sentido, a dança artística caracteriza-se como uma profissão.
Dança artística significa então, a dança que necessita de treinos, técnicas, ensaios, aulas, etc. Ou seja, aquela que requer um processo formal de aprendizagem, e, portanto, necessita de profissionais habilitados para o seu ensino e apresentação.
As platéias para as apresentações de dança do ventre encontram-se geralmente em restaurantes árabes, casas de chá, festas comemorativas como aniversários e casamentos, assim como festivais de dança em teatros.
Existem inúmeros movimentos desta dança, que são realizados tanto em deslocamento quanto posicionada; realizados tanto com o tronco como com o quadril – sendo que o princípio da dança do ventre é o isolamento das partes do corpo: quando se move o quadril, imobiliza-se o tronco e vice-versa. Os braços participam sempre como uma moldura para a dança. Para cada um desses passos existe uma técnica específica a ser aprendida, a qual possibilita a realização do mesmo.
Os movimentos são feitos sempre junto com uma música árabe. Não são todas as músicas árabes que se prestam à dança do ventre, assim é necessário que a bailarina saiba quais são adequadas para sua dança. Também há muitos ritmos árabes e, quem dança, precisa conhecer e dominar um número mínimo deles para que possa executar uma dança adequada a cada um deles (pois há danças folclóricas árabes que se utilizam de algum objeto, como por exemplo, a dança com a bengala, em que se dança somente com determinados ritmos e não outros). As apresentações podem ser em grupos, em solos, duplas ou trios. Também as danças podem ter sido coreografadas previamente – pela própria bailarina que dança ou por outra-, ou podem estar sendo improvisadas por quem dança no instante de sua realização.
As profissionais da dança do ventre são professoras e bailarinas ou tão somente uma das duas. Entendendo-se que bailarina é aquela que realiza apresentações em público em troca de cachês. Mas o que se verifica é que a maioria das profissionais exerce ambas as funções.
A formação profissional em dança do ventre é um assunto pouquíssimo discutido e que apresenta ainda características e situações bastante informais.
Não há um órgão fiscalizador que regulamente esta profissão. A maioria das bailarinas e professoras, depois de um determinado tempo fazendo aulas com outras professoras, consideram-se profissionais e dão início à sua carreira. Este preparo anterior à profissionalização varia muito de uma pessoa pra outra.
Assim, pode haver professoras que se iniciaram depois de sete anos fazendo aulas, assim como aquelas que, passados dois anos como alunas já ministravam aulas e realizavam shows em troca de cachês.

Conclusões

Seja para dançar a coreografia elaborada por outrem, seja para coreografar músicas ou improvisar danças, a praticante de dança do ventre necessita de muitos conhecimentos prévios, que incluem a aprendizagem de como se apresentar, das técnicas específicas da dança do ventre, de como coreografar e improvisar, conhecimentos da música e dos ritmos árabes, entre outros. Inegavelmente esses conhecimentos se adquirem através de aulas, treinos, estudos, ensaios, ou seja, através de um processo formal de aprendizagem da dança.
Assim, não cabe mais à dança do ventre o papel de uma prática corporal cujo objetivo é a sedução, e à qual não há necessidade de quaisquer conhecimentos. Ela possui conhecimentos e técnicas específicas, disponíveis e acessíveis no mercado, e, além disso, necessárias a quem quer praticá-la.
Ainda que sua profissionalização no Brasil se dê de maneira informal e que seja pouco discutida, ela caminha a passos lentos uma vez que ainda limita-se a poucos profissionais com formação específica e que são comprometidos com a qualidade da cultura corporal da dança do ventre. Profissionais que se preocupam com um preparo anterior à sua profissionalização, que sabem da necessidade de constante evolução, atualização e desenvolvimento de seus conhecimentos, que afastam desta dança características meramente sensuais, e que, portanto, garantem a qualidade da dança do ventre enquanto ensino e arte.

Referências Bibliográficas
DANTAS, Mônica Fagundes. Poéticas da Dança Moderna em Porto Alegre: Histórias inscritas nos corpos que dançam. Coletânea do V Encontro de História do Esporte, Lazer e Educação Física. Maceió, 1997.

Por Mariana Lolato



Ética na Dança do Ventre!

Ocorre no Brasil uma situação que, infelizmente, é normal no mundo inteiro: dança do ventre não é uma profissão regulamentada, e isso tira a possibilidade de obtermos um respaldo, à primeira vista, de qualquer bailarina que se diga profissional. Todas são professoras e, até que se prove o contrário, “ensinam”.
Lulu Sabongi

ÉTICA é o conjunto de regras de conduta das bailarinas entre si e para com seu público e suas alunas.

O Código de Ética da Dança do Ventre foi elaborado, objetivando a organização e valorização de todos os segmentos envolvidos com a Dança do Ventre no Brasil.

A dança do ventre é uma expressão artística e, como tal, deve ser difundida. Cabe às profissionais da área zelar pelo seu conceito, mantendo assim os padrões de elegância que a envolvem e não permitindo sua vulgarização.

O que envolve afinal a ética na dança?

Basicamente, ela tem início em sala de aula e, a partir do momento em que se decide trabalhar de forma profissional com a dança, ela passa a dirigir o comportamento bailarina. Esse procedimento sugere uso constante de valores que nem sempre são observados, principalmente o respeito por todas que fazem parte deste meio.

É preciso deixar claro que ninguém é tão bom a ponto de julgar a competência de outrem. Quem sabe tudo? Quando menciono isso, quero dizer que é dispendioso e inútil escoar seu precioso tempo, tecendo comentários pejorativos sobre alguém do meio e tornar isso parte de seu dia-a-dia, criando intrigas e carregando uma "sacolinha de pedras" a tiracolo. Se você entrou nesse tipo de conduta, que é uma "rosca-sem-fim", chegaremos à conclusão de que seu tempo não deve ser tão precioso assim.

Por mais que queiramos, a proporção de gente que faz um trabalho não-sério é infinitamente maior do que o contrário. Fazer bem feito envolve compromisso, disciplina, perseverança e honestidade. Raramente você vai encontrar alguém com estas quatro qualidades juntas. Mas, se desejar, você pode desenvolvê-las ao longo do tempo. Caso opte por cultivá-las, observará que os resultados serão surpreendentes. Essa receita não falha nunca!

A princípio, acredito que alguns pontos fazem muita diferença em uma bailarina e, por isso, devem ser lembrados:

1 Ter um relacionamento honesto e aberto com outras pessoas que trabalham em sua área.


2 Ser pontual nos compromissos assumidos: apresentações e aulas.


3 Não discutir com o contratante. Defina claramente as condições do show antes, para não reclamar depois.


4 Evitar fofocas e boatos, infelizmente tão comuns no meio artístico.


5 Procurar compartilhar o espaço e não oferecer atrito onde quer que esteja.


6 Respeitar os grupos que não fazem parte de sua esfera de trabalho.


7 Utilizar bom senso nos relacionamentos.


8 Portar-se impecavelmente com todos a sua volta, para que as oportunidades sempre venham a seu encontro.


9 Não desfazer do trabalho de outros.

10 Respeitar suas origens os profissionais que te orientam é o passo inicial para ser uma bailarina de Ética e sucesso.

Acima de tudo, acredito que a falta de ética é principalmente, um vício. Pode tornar-se um vício andar com alguém que fale mal de tudo e de todos. Pessoas muito negativas influenciam qualquer grupo de forma estrondosa, pois o negativo é popular. A princípio, você apenas se aproxima e ouve. Daqui a pouco emite alguma opinião sobre algo do qual quase não tem conhecimento. Passado algum tempo,passa ser a senhora da razão e inicia o seu declínio, onde você é a personagem principal (divulgadora de fofocas e não mera ouvinte). É como um vírus: quando você percebe, ele já tomou conta de você e começa a destruir os valores éticos. Perde-se razão e daí por diante as conseqüências são desconhecidas.

Pessoalmente, acredito que podem ser chamadas de mestras aquelas que estudam a dança com afinco, todos os dias, por mais de dez anos, pesquisando, viajando e buscando aprimoramento e desenvolvimento.

Nós estamos sempre aprendendo. Aquela que não passa as informações corretas para as alunas ou escondem conhecimentos demonstram uma grande insegurança e falta de sabedoria. Quem diz que já sabe tudo e não necessita de mais nada ou não possui humildade quando necessário está sofrendo da "Síndrome do Estrelismo" e este é o começo do fim.
Bailarinas de Dança do Ventre
No Brasil, até a presente data, são consideradas bailarinas de Dança do Ventre todas aquelas que, possuindo o conhecimento e experiência necessários, prestem serviços artísticos profissionais (shows).

A bailarina profissional de Dança do Ventre deve zelar pela imagem moral da categoria que representa: a) mantendo relacionamento de respeito e elegância junto ao seu público e contratantes; b) trajando-se de forma adequada aos padrões da categoria durante suas apresentações.

É considerada conduta ética entre bailarinas e profissionais de Dança do Ventre
Quando assistir à apresentação de outras bailarinas ou alunas, dedicar o devido respeito e atenção.

Quando estiver realizando apresentação em conjunto, ser solidária e direcionar o trabalho com espírito de equipe e união.

É considerada conduta antiética na Dança do Ventre
Apresentar coreografias de outras profissionais sem autorização, bem como omitir o nome da responsável por sua criação.

Ter consciência de que cada profissional possui um estilo próprio que a diferencia e, assim, saber apreciar e admirar, com a devida humildade, todas as variadas formas de se expressar a mesma arte.

Respeitar o local de trabalho de outras profissionais de Dança do Ventre.

É considerada conduta antiética entre bailarinas de Dança do Ventre
Estando ciente do fato, atravessar ou interferir em contrato de trabalho de outra profissional de Dança do Ventre.

Distribuir material de propaganda pessoal durante serviços contratados por outra bailarina de Dança do Ventre.

Criticar o desempenho ou denegrir a imagem de outra profissional junto ao público, contratantes ou colegas da área.

Transformar uma apresentação coletiva em disputa pessoal de vaidade, interferindo na qualidade do trabalho apresentado.

Recomendações para as profissionais de Dança do Ventre
A forma como uma professora e bailarina de Dança do Ventre se referem à sua(s) professora(s) é um exemplo que será depois seguido por suas alunas.

Quem não respeita seu professor, não valoriza a arte.
Este Código de Ética objetiva a união, a humildade, a seriedade, o respeito e o amor sincero à arte da Dança do Ventre estejam sempre acima de qualquer diferença pessoal. Que estes laços que nos aproximaram até aqui em favor do objetivo único de valorizar e organizar nossa arte se fortifiquem a cada dia, alcançando todas as praticantes da Dança do Ventre no Brasil.
“As pessoas que compartilham seus conhecimentos são agraciadas porque confiam plenamente na fartura que a vida lhe proporciona.”
Gibran Khalil


FONTES: LULU SABONGI

Belly Dance –SP

J.Oriente