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domingo, 1 de setembro de 2013

Zambra.



Zambra é o nome dado à mistura do Flamenco com a Dança do Ventre. O nome Zambra vem do árabe "Samra", que quer dizer "morena". Este estilo é o que embalava as festas mouriscas (habitantes do norte da África), as quais sempre eram marcadas por muita alegria, palmas, algo bem próximo de festas ciganas, sendo um estilo característico da Andaluzia. Nesta região quatro povos trazidos pela dominação islâmica foram os principais veículos para esta fusão cultural: os bérberes, os turcos (provenientes de Damasco), os tartésicos (já estabelecidos em Guadalquivir, e descendentes das dinastias egípcias) e os ciganos (vindos do Egito, Índia e Europa Oriental).Os passos consistem na mistura do Flamenco com a dança do ventre "pé no chão" (nada de meia-ponta, arabesque, giros do jazz, aqui é dança do ventre ghawazee). Do Flamenco, temos os posicionamentos dos braços, a postura (ombros para trás, demonstrando valentia), o movimento das mãos (para fora, ao invés para dentro da dança do ventre), sapateado, palmas. Da dança do ventre antiga temos: as ondulações, camelos, tremidos, básico egípcio. Os deslocamentos são como os ciganos, algumas vezes as dançarinas pegam nas saias e a sacodem como ciganas, ou andam com elas na mão, cobrindo parcialmente o corpo. Nesta dança há também o uso de muitos acessórios: xales, leques, bastões, velas, e instrumentos como castanholas, facas, címbalos, pandeiretas, percussões, entre outros.
A roupa das dançarinas de Zambra é semelhante a uma roupa cigana, mas também podem ter a barriga descoberta. Sempre tem o quadril adornado por um xale ou por um cinturão de medalhinhas. A saia densa e rodada é característica, a maioria são saias ciganas, mas há variações. A parte superior que se alterna bastante, desde a um bustiê comum a blusas com longas mangas de babados, sendo também muito usadas blusas ciganas (aquelas fofas na manga usadas com as mangas caída no ombro, desnudando o colo). Algumas dançarinas adotam o estilo ghawazee para compor seus figurinos, com lenços de medalhinhas na cabeça e um visual mais carregado de adereços (moedas, miçangas, etc).


Fonte de pesquisa: glaucicruz.com


 
 

Rachel Brice - Rainha do Tribal.



Rachel Brice: dança do ventre tribal,

fusões e imaginário feminino

publicado em recortes por priscilla santos
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Resistente aos séculos, a dança do ventre demonstra sua capacidade de reinvenção tanto como música quanto como expressão subjetiva; além de dar novos tons aos seus ritmos tradicionais, mostra hoje sua faceta globalizada. É nesse bojo que podemos colocar a dança do ventre de fusão tribal e sua maior diva: Rachel Brice.
Nascida em São Francisco, Califórnia, no início dos anos 70, Rachel Brice é hoje talvez a mais conhecida dançarina de dança do ventre em todo o mundo. Mas sua formação principal vem da yoga, prática que estudou e lecionou enquanto, paralelamente, trabalhava como quiropata. Sua aproximação com a dança oriental se deu em 1998 quando assistiu a um grupo que se apresentou na Califórnia. A partir daí, começou a aprender alguns passos por conta própria assistindo vídeos da mítica bailarina Suhaila Salimpour. Filmava-se para saber dos andamentos da experiência. Chegou ainda a ingressar num programa universitário de Dança Étnica e, em seguida, foi tomar aulas. Mas os acasos a levaram a prosseguir com a carreira terapêutica, o que a afastou de seu incipiente talento por quatro anos.
Brice foi descoberta em 2003 pelo polêmico empresário Miles Copeland - este constantemente acusado de ter transformado sua companhia de dança do ventre num negócio dos mais lucrativos, todo moldado como uma Las Vegas itinerante que conta até mesmo com seu próprio DVD de reality show. Ela passaria a integrar a mega companhia Belly Dance Superstars de Copeland e, no mesmo ano, monta sua própria companhia, a Indigo Belly Dance Company - que teve seu primeiro show de longa duração, a tournée Le Serpent Rouge, produzido em 2007, sob a batuta do mesmo empresário.
A profusão de adornos que fazem o lóbulo de sua orelha despencar sob o peso de duas imensas argolas já mostram que Rachel Brice em pouco se encaixa no estereótipo da dançarina de saias esvoaçantes e jóias douradas; também quase nunca sorri. Essa espécie de desconstrução é uma marca no estilo da dança tribal, talvez um trânsito para fora dos clichês que consagraram no Ocidente a dança egípcia da qual os árabes se apropriaram ao longo de séculos. As vestes de Rachel e suas parceiras de estilos compõem-se de inúmeras moedas de cor fosca, tecidos amarrados, cabelos dreadlock, flores nos cabelos, ossos trançados com couro... objetos aparentemente improváveis se complementam harmônicos. A tentativa de representação se aproxima da música, é um ajuntamento de elementos que remetem a um passado nômade primitivo onde os enfeites são adaptações de coisas encontradas na natureza e/ou retiradas do contato com outras comunidades mais "avançadas"; é assim no caso das moedas e dos espelhinhos, por exemplo. Enquanto isso, no som, as percussões árabes se tornam elétricas e se fundem com a noise music.
Através de seus precisos movimentos de serpente, Rachel Brice faz emergir uma atmosfera misteriosa onde a mulher está representada hermética, mergulhada em segredos próprios que certamente dizem respeito a um poder dominador e ele é revelado aos poucos numa sedução de força, ritmo e elasticidade. São segredos que a vida cotidiana quase faz esquecer, mas que estão lá resguardados na memória das mulheres de todas as culturas. 


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Dicas para aprender a dançar de verdade.



1. Escolha bem seus professores:
Procure saber tudo sobre os professores que você está escolhendo. Analise currículos, compare vídeos, propostas de aulas e principalmente, tente conversar com seus alunos e ex- alunos. Referências são essenciais. Não escolha um professor pelo preço da aula ou pela localização da escola. Escolha por que você sente que ele pode ser um mestre de verdade.

2. Não falte:
As faltas quebram o ritmo do seu aprendizado e a continuidade das aulas. Não adianta ter um bom professor e uma boa escola se você falta. O horário da aula é sagrado. Escolha um horário que você possa dar prioridade e nada mude sua rotina.

3. Aproveite bem as aulas:
Não adianta fazer duas aulas ou mais por semana se você não as aproveita corretamente. Melhor fazer menos e bem feito do que várias que só servem para te distrair. Preste atenção em tudo o que o professor fala e não perca um centímetro dos seus movimentos. Leve caderninhos, gravadores, máquinas digitais... Faça um dossiê de cada aula.

4. Não tenha mais de um professor no início:
Até o começo do avançado é importante que você tenha apenas um professor, para se aprofundar em um estilo. Você escolheu um professor de confiança, que vai sempre trabalhar pela sua evolução, então confie nele. Deixe para conhecer outros estilos em workshops, esses sim você pode fazer desde o começo, desde que esteja bem orientado sobre onde está indo e com quem está estudando. Cuidado para não jogar dinheiro fora.

5. Estude em casa:
Se você quer aprender mesmo, arrume um tempo para estudar em casa diariamente. Uma hora por dia, como se fosse uma aula. Aqueça, alongue, treine os exercícios que você aprendeu na última aula e dance um pouco, improvise sozinha, para ir perdendo a vergonha e treinando a memorização. Treinar em casa é ESSENCIAL.

6. Faça bons Workshops:
Como saber se são bons? Pesquise como você pesquisou para escolher seu professor. Procure fazer sempre aqueles cursos que abordam temas que você tem dificuldade.

7. Dance muito:
Dance sempre que puder. Em todas as festinhas e mostras de dança... Enfim, sempre que surgir uma oportunidade amadora. AMADORA!! Não saia por aí bancando a profissional antes do tempo. Mais uma vez alerto para que você ouça as orientações do seu professor. Dançar é a melhor maneira de treinar dança!! Não deixe a vergonha vencer você!!

8. Leia muito:
Ler é muito importante. Livros sobre dança em geral, não sobre dança do ventre apenas. Aliás, a literatura que temos sobre dança do ventre em português ainda é muito imatura. Leia livros que abram a sua mente e te façam pensar sobre os fundamentos da dança.

9. Faça amigos que dançam:
Conhecer pessoas que compartilham da sua paixão é muito importante. Falar a mesma língua e sentir que suas dúvidas, sonhos e anseios não são apenas seus. Entre em comunidades, grupos e salas de discussões sobre dança. Isso vai estimular seu raciocínio e te ensinar a ter idéias próprias.

10. Assista a muitos shows:
Mas não assista apenas shows de dança do ventre, assista de tudo. Mais uma vez corra atrás de ampliar seus horizontes e abrir sua mente!
Artigo publicado originalmente em http://www.dancadoventre.art.br/
Luana Mello
Bellydancer
Dança do Ventre e Danças Exóticas

Dança do Ventre Cigana.




O estilo cigano na Dança do Ventre vem de uma interpretação ampla e liberal das danças ciganas, primeiramente da Turquia, Espanha, dos Balcãs e do Egito. Acredita-se que os ciganos (também chamados de 'romanichéis') são originários do norte da Índia. Estes teriam migrado em direção norte e leste no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo cada vez mais o estilo original de sua dança ao acrescentarem elementos das diferentes culturas com quem tinham contato. Na década de 1960, as dançarinas americanas começaram a incorporar elementos do vestuário, da música e dos passos ciganos às suas apresentações de Dança do Ventre.

Movimentos: o estilo cigano utiliza técnicas e movimentos de dança do ventre, adicionando a eles passos ciganos e do folclore oriental. A dança cigana, aliás, é conhecida por sua paixão, exuberância e energia. As dançarinas ainda utilizam adereços como pandeiros e snujs. Já as saias, tão comuns hoje em dia na dança do ventre cigana, não eram vistas com bons olhos entre as dançarinas no passado.
 Música: As canções ciganas mais "puras" e tradicionais são usadas na dança do ventre, porém são mais comuns as músicas que trazem uma mistura de elementos ciganos, turcos, árabes e europeus. Violinos, guitarras e pandeiros são alguns instrumentos bastante comuns também.

Roupas: Tecidos pesados em tons opacos são usados em saias volumosas e calças no estilo "harém"; na parte de cima, as dançarinas usam e abusam de blusas e tops decotados e/ou com mangas também volumosas. As saias são geralmente onduladas (como no flamenco). Nos quadris, é comum o uso de xales com franjas e de cinturões de metal. Na cabeça, a dançarina ainda pode usar uma espécie de lenço ou adorno.

 Fonte de Pesquisa: Dança do Ventre Brasil.