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sexta-feira, 21 de março de 2014

Unique Festival em Teresópolis - RJ


quarta-feira, 5 de março de 2014

Espetáculo "Tesouros do Egito" Diani, Camila e Viviane - Dança Tribal.

Dança Indiana.

Dança Indiana não é dança do ventre


Deixando temporariamente os temas relacionados com a origem da dança, hoje resolvi falar um pouco sobre as diferenças entre a dança do ventre e a dança indiana.Quando, conversando com alguém, menciono que estudo e pratico dança indiana, a pergunta que segue é sempre a mesma: "é tipo assim, dança do ventre?"Sempre. Digo só: "naum". Mas pensando bem, claro, existe bons motivos pras pessoas pensarem assim. Primeiro, a cultura oriental mais próxima, ainda mais difundida por aqui é a árabe, tanto é que, muitas vezes, o anúncio para as aulas de dança (geralmente do ventre) é: Dança Oriental. Segundo, as pessoas não sabem muito sobre a India, nem na escola a gente estuda. Quando muito, nas aulas de geografia a gente ouve falar nas monções...as pessoas, em geral, tem um grande vazio, ou quase nada, relacionado àquele país distante chamado India. E elas, dança do ventre e dança indiana, tem mais do que o continente em comum. Ambas estão, na sua origem, relacionadas com a espiritualidade. São danças que nasceram pra não só ser uma arte, mas para louvar e conectar o ser humano com algo superior. Aí está sua semelhança: são exercício para o corpo e alimento para a alma. Em termos de movimento, não possuem nada em comum. A dança do ventre concentra sua atividade (como o nome diz) no ventre, enquanto que a dança indiana trabalha mais com os pés. Elas na verdade, podem ser ótimos complementos, já que na dança indiana, praticamente não se usa o ventre, quando muito uma inclinação do tronco. Os movimentos na dança do ventre tendem a ser arredontados, circulares, enquanto que no Bharata Natyam são lineares e geométricos. Resumidamente, essas seriam as semelhanças e diferenças. Sem falar, é claro, na dificuldade de se achar um bom professor de dança indiana por aqui. Já dança do ventre, é beeemmm mais fácil, existem bons e maus profissionais, mas de qualquer forma, ainda é bem mais acessível. Música então...nem se fala! Eu confesso que tem que se amar muito a dança indiana pra não desanimar, tamanha são as dificuldades. Mas o preço que se paga, vale a pena, pois é simplesmente o suprassumo entre as danças e da arte em geral. Exige, claramente, muito domínio, treino e força de vontade. Mas aquele que dominar bem a técnica e ainda possuir aquela graciosidade, aquele algo mais (quer dizer: aquele cuja arte é realmente sublime) certamente é recompensado e abençoado pelos Deuses! Este pode transformar o mundo ao seu redor e, parece me, tornar a vida um pouco menos dura e injusta.

Texto retirado do blog Dança Indiana escrito por Melissa estudiosa e profissional de Dança Indiana.




Ritmo Karachi

Lembram-se do ritmo Ayub, marcado pela repetição do DUM KA DUM KA DUM? E do Malfuf, DUM TAKA TAKA DUM TAKA TAKA, muito usado com deslocamentos pelas bailarinas de dança do ventre? Para entender o Karachi você precisa ter bem claro estes outros ritmos, pois o Karachi é muito semelhante a eles, apesar de ter suas particularidades.
Composição
Como um ritmo 2/4, é ágil possui uma frase musical curta. Assim como outros, exemplo do Ayub, marca com intensidade uma batida diferente do tradicional DUM. Pode-se dizer que o Karachi é, de forma bem simplificada, uma versão do Ayub inversa. Compare e entenda o por quê:
Ayub DUM KA DUM KA DUM
Karachi TA KA TA DUM (existe também em uma variação com dois KAs seguidos)

Características

Se você esteve atenta aos nossos últimos estudos, vai perceber que este ritmo é muito parecido com o Malfuf, representado pelo DUM TAKA TAKA. Repare que, apesar da semelhança, há uma diferença fundamental, além do toque espaçado dos TAs e KAs. Este ritmo começa com um TA, batida um pouco mais aguda e não com um DUM.

Esta pequena célula musical indica, por exemplo, que o Karachi não é um ritmo egípcio, apesar de ser utilizado amplamente na região. O músico Hossam Ramzy explica o motivo: é muito incomum encontrar ritmos da região que começam com TA e que esta partícula ganhe tanta força quanto um DUM.
Fonte de pesquisa: cadernos de dança.com