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quarta-feira, 5 de março de 2014

Dança Indiana.

Dança Indiana não é dança do ventre


Deixando temporariamente os temas relacionados com a origem da dança, hoje resolvi falar um pouco sobre as diferenças entre a dança do ventre e a dança indiana.Quando, conversando com alguém, menciono que estudo e pratico dança indiana, a pergunta que segue é sempre a mesma: "é tipo assim, dança do ventre?"Sempre. Digo só: "naum". Mas pensando bem, claro, existe bons motivos pras pessoas pensarem assim. Primeiro, a cultura oriental mais próxima, ainda mais difundida por aqui é a árabe, tanto é que, muitas vezes, o anúncio para as aulas de dança (geralmente do ventre) é: Dança Oriental. Segundo, as pessoas não sabem muito sobre a India, nem na escola a gente estuda. Quando muito, nas aulas de geografia a gente ouve falar nas monções...as pessoas, em geral, tem um grande vazio, ou quase nada, relacionado àquele país distante chamado India. E elas, dança do ventre e dança indiana, tem mais do que o continente em comum. Ambas estão, na sua origem, relacionadas com a espiritualidade. São danças que nasceram pra não só ser uma arte, mas para louvar e conectar o ser humano com algo superior. Aí está sua semelhança: são exercício para o corpo e alimento para a alma. Em termos de movimento, não possuem nada em comum. A dança do ventre concentra sua atividade (como o nome diz) no ventre, enquanto que a dança indiana trabalha mais com os pés. Elas na verdade, podem ser ótimos complementos, já que na dança indiana, praticamente não se usa o ventre, quando muito uma inclinação do tronco. Os movimentos na dança do ventre tendem a ser arredontados, circulares, enquanto que no Bharata Natyam são lineares e geométricos. Resumidamente, essas seriam as semelhanças e diferenças. Sem falar, é claro, na dificuldade de se achar um bom professor de dança indiana por aqui. Já dança do ventre, é beeemmm mais fácil, existem bons e maus profissionais, mas de qualquer forma, ainda é bem mais acessível. Música então...nem se fala! Eu confesso que tem que se amar muito a dança indiana pra não desanimar, tamanha são as dificuldades. Mas o preço que se paga, vale a pena, pois é simplesmente o suprassumo entre as danças e da arte em geral. Exige, claramente, muito domínio, treino e força de vontade. Mas aquele que dominar bem a técnica e ainda possuir aquela graciosidade, aquele algo mais (quer dizer: aquele cuja arte é realmente sublime) certamente é recompensado e abençoado pelos Deuses! Este pode transformar o mundo ao seu redor e, parece me, tornar a vida um pouco menos dura e injusta.

Texto retirado do blog Dança Indiana escrito por Melissa estudiosa e profissional de Dança Indiana.




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