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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Interpretação das músicas na Dança do Ventre!


Mais um texto interessante, confiram!!

Hoje estava estudando algumas dançarinas no youtube e me lembrei de algo que as pessoas sempre reparam quando me veem dançar: a interpretação de partes da música. Parece algo meio bobo, dependendo da pessoa pode ficar até caricato, mas faz uma diferença visual muito grande ver uma dançarina expor o significado da música. É por essas que eu busco colocar traduções de músicas aqui, pois saber o que a música diz é que nos faz expressar com sentimento na nossa dança e na nossa expressão o que ela quer dizer.
Ok, mas nós não temos memória astronômica para lembrar das letras de todas as músicas que gostamos de dançar, mesmo para quem sabe alguma coisa de árabe - como eu, mas falo fusha, o clássico, e não o dialetal - não dá para entender toda a música quando ela está tocando. Acho que só para quem é fluente em algum dialeto -sírio-libanês ou egípcio, os mais comuns nas músicas - para saber exatamente a tradução de cada estrofe.
Além disso, acho estranho uma dançarina que canta do início ao fim a música com uma cara morta. Cante, mas com expressão! E também outra coisa que não gosto: não precisa interpretar todas as frases da canção: "O seu amor me apunhalou", por exemplo, nada de se esfaquear imaginariamente no meio do palco! Ou sair fazendo caras e bocas em cada trecho, acho que tem momentos mais intensos que podem ser explorados com interpretação, como o início de um refrão, ou quando o cantor faz uma voz bem dramática.
Então como solucionar isso: tenha em mente expressões em árabe que aparecem na grande maioria das músicas! E quando elas aparecerem, você sabendo seu significado, pode incrementar sua performance com um quê de interpretação. Quais são as expressões? Uma listinha básica:
Bhebak (birrébaqui) - "eu te amo"
Habibi (rrabibi) - "meu querido", "meu amado" - ninguém sabia!!heheh
Omri (omiri) - "minha vida"
Ahlan (arrlan) - "venha", "seja bem-vindo"
La (la) - "não"
Aiwa (aiuá) - "sim", "isso", "claro"
Yalla (ialá) - "vamos", "venha" (para animar o pessoal)
Eh (ê) - "o quê", "como assim?"
Leh (lê) - "por quê?"
Esma (ismá) - "ouça"
Oul (ul) - "fale"
Ayouni (aiuni) - "meus olhos" (quer dizer o mesmo que "habibi")
Showaya (chuaiê) - "toque" o derbake, o instrumento musical
Keda (quida) - "assim", "desse jeito"
Qalbi (albi) - "meu coração"
Taala (taala) - "venha", "se aproxime"
Raqs (raquis) - "dançar", "dançando"
Enta, Enti (enta, inti) - "você" (masculino e feminino)
Então, minha gente, acho que essas palavras que costumam aparecer uma ou outra na maioria das músicas são ótimas para jogar uma interpretação. Por exemplo, na música "Wahashtini", você não precisa saber exatamente o que quer dizer o resto da frase (desde que você tenha certeza que é algo bom, e nada trágico - confira a tradução antes, mas não precisa memorizá-la), se o cantor canta "taala" você pode com as mãos "chamar" o público.

Fonte de pesquisa: Dança do Ventre Brasil.



Imagem da Dança do Ventre! Affff!!!!


Adorei este texto, repasso para vocês, deixem seus comentários!!!beijos.

O que poderia nos fazer mais felizes como representantes da dança do ventre? Para mim foi conquistar o coração de uma pessoa para a dança com o argumento da arte, e não da sedução, da boa forma, do "esquisoterismo". A imagem que se vende da dança do ventre é na maioria das vezes a mais rasa possível, e em outras tantas vezes é aquela que mais a desprestigia do que prestigia. A comprovação disso vem pelas opiniões que se manifestam a respeito dela mesma.
Já aconteceu com muitas bailarinas - para não dizer com todas - é só dizermos que fazemos dança do ventre para vários olhares maledicentes apontarem para nós! Eu tenho a convicção que a grande maioria das pessoas não tem a menor ideia do que é a dança do ventre, como ela se insere na cultura árabe-muçulmana e mais ainda: como hoje ela é uma arte, possuindo regras e interesses como um estilo de dança qualquer. Ainda assim é difícil encontrar quem saiba disso, assim listei abaixo o que mais ouço desse tipo de pessoa.
Ranking dos comentários mais frequentes que me fizeram sobre a dança do ventre:
1) Você já dançou para seu marido/namorado?
2) Hummm, você faz aquele negócio com a barriga?
3) O que seu marido/namorado acha disso?
4) Ah, dança do ventre, eu já vi na televisão algo sobre o pompoarismo... (???)
5) Dança do ventre é coisa do diabo!!
6) Você não tem vergonha de ficar se insinuando na dança pras pessoas?
7) Dança do ventre dá barriga...
8) Liberte a deusa-mãe que existe dentro de você...
9) Show de dança do ventre? Uhhhhh... (olhares maliciosos ¬¬)
10) É ruim que eu deixaria minha mulher fazer isso!!
Dá pra ver pela maioria dos comentários, que as pessoas colocam a dança do ventre no mesmo patamar que o strip-tease: a dança é uma atividade esvaziada de sentido, tendo por finalidade somente o entretenimento masculino!! E sinceramente? Eu vejo várias dançarinas do ventre usando e abusando desse estereótipo para se promover! Como defender a dança do ventre como arte se aparecem aos montes esse povo que se vende como carne no açougue?
A última agora foi uma tal professora de dança do ventre discriminada que vai posar nua. Detalhe que a discriminação não partiu de nenhuma relação com a dança do ventre, mas pela "beleza" da mulher, só que aparecendo os flashes em sua porta, ela prontamente escancarou que é professora de dança do ventre para apimentar sua imagem de sex symbol, explorando obviamente a sensualidade do imaginário das odaliscas.
A dança do ventre tem uma relação com a sensualidade, mas isso não é o seu ponto principal. Hoje o que chamamos de dança do ventre agrega diversas modalidades folclóricas árabes-islâmicas e respondem muito mais à cultura do que a uma forma de expressão da sexualidade. Até o povo que diaboliza a dança do ventre não pára para pensar que quando Jesus transformou a água em vinho, deviam haver diversas proto-dançarinas do ventre animando a festa!
Essa semana eu comecei a explicar a uma amiga historiadora, que odiava a dança do ventre, o que realmente era essa arte. Para exemplificar, coloquei a música clássica Traccia para ela ouvir e fui explicando com uma meia-dúzia de passos o que significava cada momento da música, os intrumentos, o que a dançarina deveria fazer; expliquei alguns tipos de folclores, e só. Claro, essa amiga é uma pessoa inteligente, não adianta jogar pérolas aos porcos, ela prestou atenção no que eu tinha a dizer, e impressionante: ela foi buscar vídeos e informações sobre a dança do ventre de verdade, não dessas mulheres que se promovem mais com seu corpo do que com técnica. Resultado: ela mudou de opinião, agora ela admira a dança do ventre como arte, e ela ainda me deixou um depoimento incrível expressando essa mudança!! Isso me deixou imensamente feliz, me deu mais esperanças que um trabalho formiguinha pode corrigir muitos preconceitos que a dança tem por aí.

Fonte de pesquisa: Dança do Ventre Brasil.com






XI Feira Cultural Árabe!!



Gente, a Cia Luana Al-Hafiz estará presente no evento!!
Esperamos por vocês!!

Glow Poi - Você sabe o que é?


Por enquanto, não se vê muito dessa modalidade aqui no Brasil. Mas no exterior, é a mais nova sensação do momento. Trata-se do manuseio de um acessório, composto por duas bolas normalmente iluminadas por led, situadas nas extremidades de uma espécie de corda ou elástico, que quando bem manipuladas dão um show à parte na performance da bailarina.
Assim como o poi veil – já nosso conhecido -, esses “malabares brilhosos” também exploram um lado mais circense dentro de nossa categoria. No que diz respeito à classificação dessa modalidade na dança do ventre, as opiniões divergem bastante. Há quem aprove a novidade e defenda sua incorporação na cultura árabe por parte dos praticantes, como aconteceu com o véu wings, introduzido à dança pelas americanas. A grande maioria dos amantes da arte, contudo, sustenta que o glow poi não pertence à mesma classe, e que deve ser abordado como modalidade de caráter esportivo - a exemplo, a ginástica olímpica -, ou dança contemporânea; no máximo, uma fusão.
Discordâncias de lado, a execução elaborada dos movimentos encanta o público com seus efeitos de luz. E quanto a isso não há discussão. À penumbra, surgem círculos, ondas, borboletas, flores, tudo criado pela infinidade de giros em sincronia ou descompassados, voltas que alteram direções e alternam eixos ou simples isolamentos de percurso. Esses desenhos no ar ou lightpainting (pintura com a luz), como a técnica também é chamada, podem ser mono ou policromáticos, dependendo do modelo do acessório, cuja origem é neozelandesa, proveniente do povo Maori. Embora não haja nenhuma comprovação acadêmica, contam as lendas da cultura nativa que, no princípio, essas manobras eram praticadas pelos homens para desenvolver a flexibilidade do pulso para a posterior utilização de armas brancas. O manejo enquanto arte surgiu no Hawaí com o uso de fogo no início dos anos 60.

Fonte de pesquisa: Mahaila.net.


Como montar seu solo!


Não que elaborar coreografias não seja eficaz. É, e muito! Aprende-se bastante esmiuçando cada frase da canção, carregada de melodias, cadeias rítmicas e floreados, e aplicando sequencias compatíveis. O que acaba, por vezes, se perdendo nesta rotina mecânica de estruturar passos prontos é o prazer de se deixar levar pela música. Nessa ânsia de decorar a ordem dos movimentos e suas respectivas contagens, é comum, principalmente entre bailarinas iniciantes, que o nervosismo estampe o rosto e a apresentação torne-se automática, sem sentimento e nenhuma expressão – exceto pela já mencionada. Por isso, a primeira dica para que o seu solo seja um sucesso é escolher uma música que você goste bastante, que se identifique. Depois, escute-a ‘mil e uma’ vezes, e cantarole mentalmente cada batidinha, suas pausas e marcações. Entenda que a dança não passa de uma história contada por meio de uma canção. Você, bailarina, é a narradora e depende de você transmitir a emoção dessa leitura, apresentando o personagem, evidenciando suas aventuras, dramas e alegrias e finalizando. Diante dessa comparação, fica claro que alternâncias de fisionomia e molejo corporal não só devem ser introduzidos pela bailarina na dança, como é de sua responsabilidade trazer à tona tais realces, que rompem com a base de contexto linear. O fato de dançar de improviso não pressupõe que a bailarina sai dançando a esmo. Ao contrário, possibilita também um profundo mergulho na estrutura da música, já que vai exigir que você estude e identifique a composição da dança, mas sem a preocupação de seguir um cronograma completamente pré-estabelecido. Como numa história, você tem início, meio e fim; tem um ápice, um momento de introspecção e um elemento surpresa. Trabalhe com essas alternativas. Faça uma entrada com duas ou três evoluções de véu e siga a dança; naquele ‘bum’ (marcação da música) você pode definir que vai agachar e no toque da flauta, vai subir como uma serpente, e depois siga a dança...É nesse sentido que o improviso, diferente da coreografia, permite uma soltura, uma fluidez, uma entrega superiores de quem executa os movimentos, que são conscientes, mas não estão presos a um prévio e pleno planejamento. Outros fatores que contribuem para que o enriquecimento de seu solo são: tomar conhecimento se o ambiente onde você vai se apresentar possibilita o uso de certos acessórios (se há ventiladores no teto, luminárias muito baixas, mesas muito próximas etc...); surpreender o público com um passo mais elaborado, quebrando o óbvio; trabalhar a dança em todas as direções (às vezes, há pessoas até atrás da bailarina, que ficam prejudicadas com uma performance de plano totalmente frontal); centralizar o palco ou espaço em que a sua dança vai se realizar; e interagir com o público (sorria, faça uma ou outra brincadeira/gracinha ou chame alguém para dançar com você, sempre com muito educação e respeito). Ao término de sua canção, congele por alguns segundos na sua pose final e, antes de se retirar, agradeça ao público. Caso a sua música não tenha um final de impacto, isto é, acabe abaixando aos pouquinhos, acompanhe a melodia, saia do palco e retorne para o agradecimento. É isso...Pontuando os principais tópicos, ensaiando os detalhes até se sentir segura e preparada e confiando no seu trabalho, o resto é aproveitar e desfrutar daqueles 3, 5 ou 8 minutinhos de música que passam voando..!

Fonte de pesquisa: Mahaila.net.