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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Como montar seu solo!


Não que elaborar coreografias não seja eficaz. É, e muito! Aprende-se bastante esmiuçando cada frase da canção, carregada de melodias, cadeias rítmicas e floreados, e aplicando sequencias compatíveis. O que acaba, por vezes, se perdendo nesta rotina mecânica de estruturar passos prontos é o prazer de se deixar levar pela música. Nessa ânsia de decorar a ordem dos movimentos e suas respectivas contagens, é comum, principalmente entre bailarinas iniciantes, que o nervosismo estampe o rosto e a apresentação torne-se automática, sem sentimento e nenhuma expressão – exceto pela já mencionada. Por isso, a primeira dica para que o seu solo seja um sucesso é escolher uma música que você goste bastante, que se identifique. Depois, escute-a ‘mil e uma’ vezes, e cantarole mentalmente cada batidinha, suas pausas e marcações. Entenda que a dança não passa de uma história contada por meio de uma canção. Você, bailarina, é a narradora e depende de você transmitir a emoção dessa leitura, apresentando o personagem, evidenciando suas aventuras, dramas e alegrias e finalizando. Diante dessa comparação, fica claro que alternâncias de fisionomia e molejo corporal não só devem ser introduzidos pela bailarina na dança, como é de sua responsabilidade trazer à tona tais realces, que rompem com a base de contexto linear. O fato de dançar de improviso não pressupõe que a bailarina sai dançando a esmo. Ao contrário, possibilita também um profundo mergulho na estrutura da música, já que vai exigir que você estude e identifique a composição da dança, mas sem a preocupação de seguir um cronograma completamente pré-estabelecido. Como numa história, você tem início, meio e fim; tem um ápice, um momento de introspecção e um elemento surpresa. Trabalhe com essas alternativas. Faça uma entrada com duas ou três evoluções de véu e siga a dança; naquele ‘bum’ (marcação da música) você pode definir que vai agachar e no toque da flauta, vai subir como uma serpente, e depois siga a dança...É nesse sentido que o improviso, diferente da coreografia, permite uma soltura, uma fluidez, uma entrega superiores de quem executa os movimentos, que são conscientes, mas não estão presos a um prévio e pleno planejamento. Outros fatores que contribuem para que o enriquecimento de seu solo são: tomar conhecimento se o ambiente onde você vai se apresentar possibilita o uso de certos acessórios (se há ventiladores no teto, luminárias muito baixas, mesas muito próximas etc...); surpreender o público com um passo mais elaborado, quebrando o óbvio; trabalhar a dança em todas as direções (às vezes, há pessoas até atrás da bailarina, que ficam prejudicadas com uma performance de plano totalmente frontal); centralizar o palco ou espaço em que a sua dança vai se realizar; e interagir com o público (sorria, faça uma ou outra brincadeira/gracinha ou chame alguém para dançar com você, sempre com muito educação e respeito). Ao término de sua canção, congele por alguns segundos na sua pose final e, antes de se retirar, agradeça ao público. Caso a sua música não tenha um final de impacto, isto é, acabe abaixando aos pouquinhos, acompanhe a melodia, saia do palco e retorne para o agradecimento. É isso...Pontuando os principais tópicos, ensaiando os detalhes até se sentir segura e preparada e confiando no seu trabalho, o resto é aproveitar e desfrutar daqueles 3, 5 ou 8 minutinhos de música que passam voando..!

Fonte de pesquisa: Mahaila.net.



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