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sábado, 23 de fevereiro de 2013

A Língua Árabe - História da Língua Árabe


A língua árabe é empregada em diferentes dialetos do Marrocos ao Iraque. Entre os muçulmanos é considerada uma língua sagrada, já que foi por seu intermédio que o Alcorão foi revelado. A partir de 622 d.C., ano da Hégira (quando Maomé fugiu de Meca e se refugiou em Medina, marcando o início do calendário muçulmano), o árabe se converteu na língua viva mais difundida dentro do tronco das línguas semíticas. Na atualidade, cerca de 150 milhões de pessoas consideram-na seu idioma materno.

Existem duas variantes: o árabe clássico e o popular. O clássico representa a língua sagrada do Islã e nasceu na antiga tradição de literatura oral dos povos nômades pré-islâmicos. O Alcorão foi ditado no árabe clássico e é nesta língua que o povo reza nas mesquitas, repetindo, em voz alta, as longas suras que, segundo a crença, foram ditadas a Maomé pelo arcanjo Gabriel. O árabe coloquial é uma língua normativa, utilizada nas conversas e nos meios de comunicação. O sistema fonético conta com 28 consoantes e três vogais com um som longo e outro breve.
A escrita árabe, que procede da aramaica, é realizada da direita para a esquerda e os livros são lidos de trás para frente. É baseada em 18 figuras distintas que variam segundo a letra. As 28 consoantes são formadas graças a uma combinação de pontos acima e abaixo dessas figuras.

Vários termos árabes foram assimilados pelos povos conquistados, como ocorreu em Portugal durante a Idade Média. Algumas dessas palavras são: nora, quilate, canal, arroz, sentinela e todas as palavras iniciadas por al e el, por exemplo algodão, alfândega, alcácer e alcalóide. Cargos políticos — vizir, alcaide e xeque — e topônimos, como Almeria e Zaragoza, também tiveram sua origem na língua árabe.

Fonte de pesquisa: históriadomundo.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dança do Ventre emagrece?


É fato que a dança do ventre desperta grande curiosidade na maioria das pessoas, mulheres e homens. Existem muitos mitos que envolvem nossa arte, e nós, praticantes, frequentemente somos questionadas a respeito deles. Por exemplo, quantas vezes nós já ouvimos alguém perguntar: “é verdade que dança do ventre dá barriga?”?

Então vamos lá!

Dança do ventre dá barriga?

Depende. Na nossa dança, executamos muitos movimentos que exigem contração e relaxamento do abdome. É muito comum uma aluna inexperiente, que ainda não adquiriu consciência corporal, não conseguir contrair suficientemente essa musculatura, ou até mesmo confundir o relaxamento com a expulsão/projeção do abdome para fora. Caso essa aluna, não seja adequadamente assistida e instruída pela professora, para correção no momento da execução desses movimentos, durante um prolongado período de prática, ela pode adquirir sim uma flacidez abdominal. A postura também conta, quando empinamos o bumbum, formando a tal da “hiperlordose”, também projetamos o abdome pra fora e consequentemente estaremos adquirindo flacidez nessa região. No entanto, se a professora instruir corretamente a aluna, de forma que ela vá tomando consciência da sua musculatura e postura, ou até mesmo se essa aluna adquirir essa consciência sozinha, teremos então como resultado o inverso: um abdome forte e enrijecido!

Só quem é “gordinha” deve praticar dança do ventre?

 Não! A dança do ventre se originou no Oriente Médio, onde o padrão de beleza sempre foi o de mulheres com quadris largos e estrutura corporal grande, por isso, quando a dança atingiu outros países, provavelmente as mulheres mais gordinhas se sentiram encorajadas a praticar também a dança. Talvez esse seja um forte motivo a levar as pessoas a pensarem que a dança do ventre deve ser praticada apenas por gordinhas, mas não é verdade que a dança só é bonita dançada por elas! Mesmo as magrinhas, ao atingir um bom nível técnico e de entrega na dança, podem oferecer um belíssimo espetáculo àqueles que as assistem.

A dança do ventre afina a cintura?

Sim! Nossa dança possui muitos movimentos de ondulação e marcação que ativam a musculatura lateral do abdome. Com a prática constante e prolongada é muito comum a mulher perceber sua cintura mais fina!
 Praticar a dança do ventre emagrece?

 Não exatamente. É claro que 1 hora ensaiando uma coreografia de derbake, por exemplo, deve queimar muitas calorias! Mas nem sempre é assim. Principalmente no começo, é necessário praticar os movimentos sem muitos deslocamentos e numa intensidade mais leve. A dança do ventre, assim como todos os tipos de dança, é uma ótima opção para quem quer se livrar do sedentarismo, pois põe o corpo em movimento, lubrifica as articulações, melhora a resistência muscular, respiratória e consequentemente cardíaca e, obviamente, como qualquer atividade física, queima calorias, mas se o seu intuito é emagrecer, recomendaria praticar, paralelamente, alguma outra atividade aeróbica, como caminhada, corrida, bicicleta, aeróbica, natação, hidroginástica, etc… O legal desta dança é que ela nos trás alegria, mais energia e entusiasmo, por isso também pode servir de estímulo para alcançarmos nossos objetivos com relação ao nosso corpo, como começar uma reeducação alimentar, por exemplo.

A dança do ventre deixa a mulher mais feminina?

Com certeza! A dança do ventre é uma dança essencialmente feminina. Acredita-se que, na antiguidade, as mulheres praticavam exercícios ondulatórios na região do ventre para estimular a fertilidade ou preparar-se para a gestação e o parto. De maneira geral, é uma dança leve e ao mesmo tempo forte, sinuosa e ao mesmo tempo marcada, a mulher não só se sente mais feminina, como também mais poderosa. A postura fica mais alongada, o andar mais elegante, os movimentos das mãos mais delicados. Não há dúvidas sobre a eficiência da dança do ventre sobre o estado emocional e psicológico da mulher, pois trabalha autoconhecimento e autoestima, sem falar na sensualidade.

Fonte de pesquisa: Paula Perizad.com
 

Músicas árabes!

Há basicamente cinco estilos diferentes de música árabe para a dança do ventre: músicas modernas, músicas folclóricas, músicas clássicas, solos de percussão e taksin.

É importante que a bailarina de dança do ventre conheça as diferenças entre as músicas e saiba identificá-las, para não realizar danças em músicas inadequadas.

E depois é importante que ela acompanhe com seus movimentos as marcações musicais, gerando assim uma sintonia entre o que se ouve e o que se vê, ou seja, causando assim a impressão de que os sons são emitidos pelo próprio corpo da bailarina.

As músicas modernas geralmente são lineares, não oferecendo grandes mudanças. Costumam apresentar um ritmo só do início ao fim, e o mais comum é o ritmo said, embora às vezes possa ter também o baladi e o malfuf. Geralmente elas são cantadas, e como exemplos de cantores modernos temos Ehab Tawfic, Amr Diab, bem como Nancy, só para citar alguns.

Por não apresentar grandes variações, este tipo de música é o mais adequado para aquelas que estão começando a dançar, e que provavelmente sentirão dificuldades com uma música clássica, por exemplo.

Músicas folclóricas são aquelas adequadas para as danças folclóricas árabes dos mais diversos países, como a dança da Bengala, o Khaleege, entre outros. Entre os ritmos mais presentes estão o Said, o Malfuf, Falahi, o Soudi, o Ayubi.

Estes ritmos também podem estar presentes em outros estilos de música árabe, como as modernas e as clássicas. Ou seja, não é o ritmo que caracteriza o tipo de música. Na música folclórica muitas vezes há a flauta Mizmar, aquela cujo som é agudo e se assemelha a um “mosquito”.

Músicas clássicas: são as músicas mais longas, podendo ter até 12 minutos de duração. São também as mais difíceis de dançar, pois apresentam muitas variações de ritmos, velocidades e instrumentos, exigindo da bailarina, portanto, uma variedade de passos e bem como habilidade para marcar as nuances da música.

 Geralmente começam com uma grande entrada, na qual a bailarina se apresenta ao público, fazendo deslocamentos, e podendo entrar com véu. E a música finaliza com essa mesma parte em que se iniciou, e é onde a bailarina se despede do público. No meio da música clássica, os ritmos e os instrumentos variam bastante, e geralmente pode aparecer um solo de percussão, um taksim, uma parte cantada, ou uma parte folclórica. E neste caso cabe à bailarina saber interpretar bem cada momento deste estilo de música grandiosa.
Nos solos de percussão, como diz o nome, só há percussão, não há voz e não há nenhum outro instrumento melódico. O principal instrumento de percussão é o derbak, então ele quase sempre estará presente em um solo.

 No entanto, provavelmente também haverá algum pandeiro, podendo ter também snujs. Neste tipo de música a bailarina precisa marcar bem as batidas de percussão na música, já que ela será composta somente por sons batidos. Por isso, este tipo de música requer certa

habilidade da bailarina, e para que não perca as batidas da música é recomendado que a dança seja coreografada.

O taksim é um tipo de música onde há apenas o som de um instrumento melódico, que pode ser o violino, ou acordeon, ou uma flauta, ou alaúde, ou kanoun, entre outros. Nesta música o músico está improvisando, o que significa que o que está tocando não está escrito, e que não voltará a se repetir da mesma maneira.

 No taksim pode haver acompanhamento de um instrumento de percussão ou não. É um estilo de música que requer da bailarina movimentos mais lentos, contidos, com poucos deslocamentos em cena.
Há trechos de taksim em uma música clássica bem como há músicas inteiras de taksin.
 
Fonte de pesquisa: centraldançadoventre.com