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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Curiosidades!

Ramadã

   O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. Pelo fato de o Islamismo usar um calendário lunar, o Ramadã começa e termina em diferentes períodos do ano. O calendário lunar é baseado na observação das fases da Lua, em que o início de cada mês é identificado com a visão de uma nova Lua. Este calendário tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar usado na maior parte do mundo ocidental. O início do Ramadã em cada ano é baseado na combinação das observações da Lua e em cálculos astronômicos. Nos Estados Unidos, muitos muçulmanos aderem à decisão da Sociedade Islâmica da América do Norte para o começo da festividade. O final do Ramadã é determinado de maneira semelhante. O significado do Ramadã Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade. O significado do Ramadã retrocede a muitos séculos, a cerca de 610 d.C. Era nesse período, durante o nono mês do calendário lunar, que os muçulmanos acreditavam que Deus, ou Alá, revelara os primeiros versos do Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. De acordo com o Islamismo, Maomé estava andando em um deserto perto de Meca. Isso aconteceu onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Foi a voz do anjo Gabriel que falou que Maomé tinha sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos dias posteriores, Maomé começou a falar os versos que seriam transcritos, compondo o Alcorão. Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites em orações conhecidas como Tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa foi recitada. Ramadã é o período no qual os muçulmanos podem se interligar aos ensinamentos do Alcorão.

A Arte da Caligrafia Árabe.

A Arte da Caligrafia Árabe

A caligrafia é a mais sublime das artes islâmicas e a expressão mais típica do espírito muçulmano. "O teu Senhor -- revela o Alcorão - ... ensinou com o cálamo, ensinou ao homem o que ele não conhecia." Como Deus, por intermédio do anjo Gabriel, falou em árabe e as Suas palavras foram escritas em árabe, a língua e a escrita são consideradas tesouro inestimável por todos os muçulmanos. Só entendendo-as os homens poderiam esperar compreender o pensamento de Deus. Os muçulmanos não podiam ter uma missão mais importante que a de conservar e transmitir tesouro tão valioso. E o fizeram com toda a perfeição de que foram capazes.
Por isso, usaram a caligrafia como expressão religiosa e, no decorrer do tempo, a escrita tornou-se uma arte muito respeitada. Segundo o sábio muçulmano Yasin Hamid Safadi, "No Islam, a supremacia da palavra está refletida na aplicação universal da caligrafia. "
A escrita arábica é um ramo das escritas semitas, onde só as consoantes estão representadas. Ela é derivada da escrita nabatéia que, por sua vez, vem da aramaica. Os nabateus eram árabes semi-nômades que viviam numa área que se estendia desde o Sinai e norte da Arábia, até ao sul da Síria e seus domínios incluíam as cidades de Hijr, Petra e Busra. Embora o império tenha acabado em 105 d.C, a língua e a escrita tiveram profundo impacto no desenvolvimento do alfabeto arábico.
A partir de de 650 d.C, foram consignadas, por escrito, as primeiras versões completas do Alcorão, numa forma denominada jazm, o alfabeto arábico mais antigo de que se tem referência. Acredita-se que era uma forma mais avançada do alfabeto nabateu. As letras rígidas, angulares e bem proporcionadas do alfabeto jazm iriam influenciar mais tarde o famoso alfabeto kufi, a escrita cúfica que se desenvolveu na cidade de Kufi, no Iraque. A escrita cúfica, de traço vigoroso e angular, durante séculos foi o meio mais popular de registro do Alcorão sagrado. Simultaneamente, desenvolveram-se outras escritas cursivas com fins burocráticos e privados, e, em meados do século X, já estavam fixadas as seis escritas clássicas da caligrafia islâmica: Thuluth, Naskh, Muhaqqah, Raihani, Tawqi e Riqa.

Instrumentos usados na caligrafia.

Os instrumentos típicos do ofício de calígrafo incluiam penas de junco e pincéis, tesouras, uma faca para cortar as penas, um tinteiro e um apontador. A pena de junco era a preferida pelos calígrafos muçulmanos. Esta pena, chamada de cálamo, ainda é um instrumento importantíssimo para o verdadeiro calígrafo. Os juncos mais procurados eram oriundos das terras costeiras do Golfo Pérsico. Os cálamos eram objetos valiosos e foram comercializados por todo o mundo islâmico. Um escriba versátil precisava de diferentes cálamos, a fim de alcançar os diferentes graus de delicadeza. Modelar um junco exigia do escriba habilidades excepcionais. Além disso, ele tinha que ter um conhecimento meticuloso de como identificar a melhor vareta que fosse adequada para uma boa pena, de como aparar as pontas e de como cortar as varetas exatamente no centro, a fim de que o corte tivesse metades iguais. Uma boa pena, o cálamo, era cuidadosamente guardada e, algumas vezes, passava de uma geração a outra. Outras vezes, ela era enterrada com o calígrafo quando ele morria.
As tintas empregadas eram de muitas cores, sendo as mais usadas o preto e o marrom porque a intensidade e consistência podiam variar bastante. A tinha feita pelos persas, hindus e turcos conservavam o frescor por mais tempo. A preparação da tinha levava muitos dias e envolvia complicados processos químicos. Por causa de seu poder de preservação do conhecimento e da possibilidade de levá-lo a todos os recantos do mundo, a tinta era comparada com a água e o calígrafo a uma pena nas mãos de Deus.

A escrita Naskh

Foi uma das primeiras a evoluir. Ganhou popularidade depois de ser redesenhada pelo famoso calígrafo Ibn Muqlah, no século X. O seu sistema abrangente de proporção deu à escrita naskh um estilo bem característico. Mais tarde, ela foi reformulada por Ibn al-Bawaab e outros, que a transformaram numa escrita digna do Alcorão - muitos exemplares do Alcorão foram escritos em naskh, mais do que qualquer outro tipo de escrita. Tendo em vista que é relativamente fácil de ler e de escrever, a escrita naskh teve grande aceitação por parte da população em geral.
A escrita naskh é normalmente feita com traços pequenos horizontais e as curvas são cheias e profundas, os traços retos e verticais e as palavras geralmente bem espaçadas. Atualmente, a naskh é considerada a escrita máxima para quase todos os muçulmanos e árabes em todo o mundo.

A escrita kufi

A escrita kufi (cúfica) foi a escrita sagrada dominante nos primórdios do Islam. Ela foi criada nas cidades de Basra e Kufa, no Iraque, na segunda década da era islâmica (século VIII). Tinha medidas proporcionais específicas, juntamente com uma angulosidade e linhas quadradas bem pronunciadas. Essa escrita exerceu um profundo efeito em toda a caligrafia islâmica. Em contraste com as linhas verticais, a escrita kufi tem linhas horizontais que são prolongadas. É uma escrita consideravelmente mais larga do que alta. Ela foi escolhida para ser usada em superfícies oblongas. Com sua construção geométrica, a escrita kufi podia ser adaptada em qualquer espaço e material, desde os pequenos quadrados de seda até os monumentos arquitetônicos.
Como a escrita kufi não se sujeitava a regras rígidas, os calígrafos a empregaram sem qualquer esquema de concepção ou execução para as suas formas ornamentais. A escrita assumiu diversas formas, ora com um fundo floral, com desenhos geométricos, ou formas geométricas interligadas, inclusive círculos, quadrados e triângulos - formando palavras, etc. Essas versões foram aplicadas a superfícies de objetos arquitetônicos, incluindo superfície de estuque, madeira,metal, vidro, mármore, têxteis, etc.

A escrita thuluth

Foi a primeira escrita formulada no século VII, durante o califado omíada, mas só se desenvolveu completamente no final do século IX. Embora muito raramente tenha sido usada para escrever o Alcorão, a escrita thuluth gozou de enorme popularidade como uma escrita ornamental e foi muito usada para as inscrições caligráficas, títulos, cabeçalhos, etc. É ainda a mais importante de todas as escritas ornamentais.
Ela se caracteriza pelas letras curvas, apresentando pequenos traços, como farpas, na parte de cima das letras. As letras são ligadas e algumas vezes entrecortadas, produzindo, assim, uma fluência cursiva de grandes e complexas proporções. A escrita thuluth é conhecida por seus traços elaborados e por sua incrível plasticidade.

A escrita riq´ah

A escrita riqa, também chamada de ruq´ah, evoluiu das escritas naskh e thuluth. Ainda que tenha uma afinidade maior com a escrita thuluth, a escrita riqâ??ah tomou uma direção diferente, ficando mais simplificada. As formas geométricas das letras são semelhantes às da thuluth, porém menores e com mais curvas. Ela é arredondada e estruturada de uma forma mais densa, com pequenos traços horizontais.
A escrita riq´ah foi uma das favoritas dos calígrafos otomanos e sofreu muitas modificações nas mãos do shaikh Hamdullah al-Amasi. Mais tarde, ela foi revista por outros calígrafos até transformar-se na escrita mais popular e a mais amplamente usada. Hoje, a escrita riqâ??ah é a preferida para a caligrafia no mundo árabe.
As escritas cursivas também foram rapidamente utilizadas para a transcrição do Alcorão, trazendo novas possibilidades de efeitos decorativos. E surgiram, assim, as outras quatro escritas importantes: Tumar, Ghubar, Taliq e Nastaliq, que, embora não fossem populares entre os árabes, foram durante quase quatro séculos a escrita favorita dos muçulmanos do Irã, Turquia e Índia.

A escrita taliq

Acredita-se que foi uma escrita desenvolvida pelos persas, de uma antiga e pouco conhecida escrita árabe, chamada firamuz. A escrita taliq, também chamada de farsi, é uma escrita cursiva modesta, aparentemente em uso desde o início do século IX. Atualmente, ela goza de aceitação entre os árabes e é o estilo caligráfico entre os muçulmanos persas, hindus e turcos.

A escrita nastaliq

O calígrafo persa Mir Ali Sultan al-Tabrizi desenvolveu uma variedade mais leve e elegante de estilo que ficou conhecida como nastaliq. No entanto, os calígrafos persas e turcos continuaram a usar o taliq como escrita para as ocasiões especiais. Nastaliq é uma palavra composta que deriva de naskh e de taliq. A nastaliq foi muito usada nas antologias, épicos, miniaturas e outros trabalhos literários, mas não para o Alcorão.
Os exemplos de caligrafia como motivo ornamental encontram-se por todo o lado: nas pedras dos túmulos e nos têxteis, nas ânforas, nas armas, nos azulejos e na decoração dos edifícios.

FONTE:


"As origens da Caligrafia Arábica" - Khalid Mubireek

Nefertiti!



Nefertiti

Nefertiti (c. 1380 - 1345 a.C.) foi uma rainha da XVIII dinastia do Antigo Egipto, esposa principal do faraó Amen-hotep IV, mais conhecido como Akhenaton.

Raízes familiares

As origens familiares de Nefertiti são pouco claras. O seu nome significa "a mais Bela chegou", o que levou muitos investigadores a considerarem que Nefertiti teria uma origem estrangeira, tendo sido identificada por alguns autores como Tadukhipa, uma princesa do Império Mitanni (império que existiu no que é hoje a região oriental da Turquia), filha do rei Tushratta. Sabe-se que durante o reinado de Amen-hotep III chegaram ao Egito cerca de trezentas mulheres de Mitanni para integrar o harém do rei, num gesto de amizade daquele império para com o Egito; Nefertiti pode ter sido uma dessas mulheres, que adotou um nome egípcio e os costumes do país.
Contudo, nos últimos tempos tem vingado a hipótese de Nefertiti ser egípcia, filha de Ai, alto funcionário egípcio responsável pelo corpo de carros de guerra que chegaria a ser faraó após a morte de Tutankhamon. Ai era irmão da rainha Tié, esposa principal do rei Amen-hotep III, o pai de Akhenaton; esta hipótese faria do marido de Nefertiti o seu primo. Sabe-se que a família de Ai era oriunda de Akhmin e que este tinha tido uma esposa que faleceu (provavelmente a mãe de Nefertiti durante o parto), tendo casado com a dama Tié.
De igual forma o nome Nefertiti, embora não fosse comum no Egito, tinha um alusão teológica relacionada com a deusa Hathor, sendo aplicado à esposa real durante a celebração da festa Sed do rei (uma festa celebrada quando este completava trinta anos de reinado).

Casamento com Amen-hotep

Akhenaton e Nefertiti
Não se sabe que idade teria Nefertiti quando casou com Amen-hotep (o futuro Akhenaton). A idade média de casamento para as mulheres no Antigo Egipto eram os treze anos e para os homens os dezoito. É provável que tenha casado com Amen-hotep pouco tempo antes deste se tornar rei.
O seu marido não estava destinado a ser rei. Devido à morte do herdeiro, o filho mais velho de Amen-hotep III, Tutmés, Amen-hotep ocupou o lugar destinado ao irmão. Alguns autores defendem uma co-regência entre Amen-hotep III e Amen-hotep IV, mas a questão está longe de ser pacífica no meio egiptológico. A prática das co-regência era uma forma do rei preparar uma sucessão sem problemas, associando um filho ao poder alguns anos da sua morte.
Nos primeiros anos do reinado de Amen-hotep começaram a preparar-se as mudanças religiosas que culminariam na doutrina chamada de "atonismo" (dado ao facto do deus Aton ocupar nela uma posição central). Amen-hotep ordenou a construção de quatro templos dedicados a Aton junto ao templo de Amon em Karnak, o que seria talvez uma tentativa por parte do faraó de fundir os cultos dos dois deuses. Num desses templos, de nome Hutbenben (Casa da pedra Benben), Nefertiti aparece representada como a única oficiante do culto, acompanhada de uma filha, Meketaton. Esta cena pode ser datada do quarto ano do reinado, o que é revelador da importância religiosa desempenhada pela rainha desde o início do reinado do seu esposo.
No ano quinto do reinado, Amen-hotep IV decidiu mudar o seu nome para Akhenaton, tendo Nefertiti colocado diante do seu nome de nascimento o nome Nefernefernuaton, "perfeita é a perfeição de Aton". Nefertiti passou a partir de então a ser representada com a coroa azul, em vez do toucado constituído por duas plumas e um disco solar, habitual nas rainhas egípcias.
Durante algum tempo defendeu-se que Akhenaton teria introduzido pela primeira vez na história do mundo o conceito do monoteísmo, impondo às classes sacerdotais e populares o conceito de um só deus, o deus do sol, onde o disco solar representava o deus sol que regia sobre tudo na face da terra. Hoje em dia porém considera-se que seria um henoteísmo exacerbado. Os muitos templos que celebravam os deuses tradicionais do Egito foram todos rededicados pelo rei ao novo deus por ele imposto. Especula-se que esta pequena revolução, entre outros possíveis objetivos, possa ter servido para consolidar e engrandecer ainda mais o poder e importância do faraó. Após o reinado de Akhenaton, o Egito antigo voltaria às suas práticas religiosas politeístas.

Nefertiti em Akhetaton

Akhenaton decidiu igualmente a construção de uma nova capital para o Egipto dedicada a Aton, que recebeu o nome de Akhetaton ("O Horizonte de Aton"). A cidade situava-se a meio caminho entre Tebas e Mênfis, sendo o lugar onde se encontram hoje as suas ruínas conhecido como Amarna. A cidade foi inaugurada no oitavo reinado de Akhenaton. Demorando apenas 3 anos para ficar pronta.
Um talatat (bloco de pedra) de Hermópolis (perto de Amarna) mostra a rainha Nefertiti a destruir o inimigo do Egipto, personificado por mulheres prisioneiras, numa cena que até então tinha sido reservada aos reis desde os tempos da Paleta de Narmer.

Vida familiar

Estela que representa a família real. Museu Egípcio do Cairo.Nefertiti teve seis filhas com Akhenaton: Meritaton, Meketaton, Ankhesenpaaton, Neferneferuaton, Neferneferuré e Setepenré. Pensa-se que as três primeiras filhas nasceram em Tebas antes do sexto ano de reinado e as três últimas em Akhetaton entre o sexto e o nono ano de reinado.
A segunda filha do casal, Meketaton, faleceu pouco antes do décimo segundo ano de reinado, como mostra uma cena que representa Akhenaton e Nefertiti a chorar diante do leito de morte da filha, essa filha teria morrido afogada. Durante o reinado de Akhenaton espalhou-se por todo Egypto uma peste, além de um surto de malária, conhecido na época como "doença mágica" que matou 3 filhas do casal, além de quase ceifar a vida de Tuthankamon.
A família real é representada em várias estelas em cena de intimidade familiar, com Nefertiti a amamentar uma filha ou com o casal a brincar com estas enquanto recebe os raios de Aton, que terminam em mãos com o símbolo do ankh. Trata-se de representações até então não presentes na arte egípcia.
Duas filhas de Nefertiti. Fragmento de uma pintura mural de Amarna c. 1360 a.C.Ashmolean MuseumUm aspecto que gera alguma perplexidade nestas representações são os crânios alongados dos membros da família real. Akhenaton, por exemplo, surge em estátuas e relevos como um homem muito diferente da norma e representado fora dos padrões rígidos da cultura milenar da época, exibindo femininos e andróginos, com uma cintura fina, porém com quadris largos e coxas decididamente femininas. Além disso, em várias obras os seus seios são aparentes. A sua face também aparece alongada e com lábios carnudos, femininos e sensuais. Para alguns estas características indicariam que a família sofreria de síndrome de Marfan, enquanto que outros consideram tratar-se de uma mera tendência estética exagerada, que visava criar novos padrões estéticos à semelhança do que tinha acontecido no campo da religião, segundo historiadores, Akhenaton queria mostrar nessas esculturas que somos muito mais que imagens, e pedia para ser retratado dessas formas para escandalizar os co-cidadãos, e também pelo fato de querer mostrar que ele era o "Grande esposo real" de Nefertiti, que assumiu a direção do Egypto como co-regente, deixando Akhenaton livre para ser o sumo sacerdote de Aton, as únicas imagens reais de Akhenaton e Nefertiti foram esculpidas em suas tumbas mortuárias, onde mostram claramente que Nefertiti era a mulher mais bela da época e Akhenaton não tinha os traços dos egípcios conhecidos.
Com Kia, uma esposa secundária, Akhenaton teve dois filhos, Nebnefer, que morreu durante o surto de peste e Tutankhaton que depois que voltou á Tebas foi obrigado a mudar seu nome para Tuthankamon, pois depois da morte de Akhenaton, o Deus Aton, foi proscrito por alguns anos.Kia teria morrido no parto de Tutankhamon, e a mesma serviu apenas para dar a Akhenaton dois filhos homens para continuar o reinado, visto que Nefertiti não conseguia gerar filhos varões.

O desaparecimento da rainha

Nefertiti acompanhou o seu marido lado a lado em seu reinado porém, a certa altura, no ano 12 do reinado de Amen-hotep ela esvanece e não é mais mencionada em qualquer obra comemorativa ou inscrições e parece ter sumido sem deixar quaisquer pistas.
Este desaparecimento foi interpretado inicialmente como uma queda da rainha, que teria deixado de ser a principal amada do faraó, preterida a favor de Kiya. Objectos da rainha encontrados num palácio situado no bairro norte de Amarna sustentam a visão de um afastamento. Hoje em dia considera-se que o mais provável foi o contrário: Kiya foi talvez afastada por uma Nefertiti ciumenta.
Uma hipótese que procura explicar o silêncio das fontes considera que Nefertiti mudou novamente de nome para Ankhetkheperuré Nefernefernuaton. Esta mudança estaria relacionada com a sua ascensão ao estatuto de co-regente. Ainda segundo a mesma hipótese quando Akhenaton faleceu Nefertiti mudou novamente de nome para Ankhetkheperuré Semenkharé e governou como faraó durante cerca de dois anos. Há ainda outra hipótese, como os sacerdotes de Amon não aceitavam o Deus Aton como único do Egipto, eles teriam mandado assassinar Nefertiti pois a consideravam o braço direito de Akhenaton, sua morte teria desestabilizado o faraó que tinha em sua figura o apoio indiscutível para o Projeto do "Deus Único" representado por Aton, cerca de dois anos depois, Akhenaton veio a falecer de forma misteriosa, assim, sua filha primogênita com Nefertiti - Meritaton, foi elevada ao estatuto de "grande esposa real". O seu reinado foi curto, pois segundo historiadores, ela, seu marido e outros habitantes de Amarna na época foram assassinados e proscritos. Restando de sangue real apenas, Tuthankamon então com 9 anos e sua outra irmã Ankhesenamon com 11 anos.
Porém, muitos especialistas acreditam que esta pessoa foi um filho de Akhenaton. Já outros egiptólogos, como o professor David O'Oconnor da Universidade de Nova York (New York University), especulam: Poderia se tratar de amor entre iguais, entre dois homens, dadas as características singulares de Akhenaton?

O busto de Nefertiti

Em 6 de Dezembro de 1912 foi encontrado em Amarna o famoso busto da rainha Nefertiti, por vezes também designado como o "busto de Berlim" em função de se encontrar na capital alemã. A descoberta foi da responsabilidade de uma equipe arqueológica da Sociedade Oriental Alemã (Deutsche Orient Gesellchaft) liderada por Ludwig Borchardt (1863-1938). A peça foi encontrada na zona residencial do bairro sul da cidade, na casa e oficina do escultor Tutmés.
O busto de Nefertiti mede 50 cm de altura, tratando-se de uma obra inacabada. A prova encontra-se no olho esquerdo da escultura, que não tem a córnea inscrustrada; Ludwig Borchardt julgou que esta se teria desprendido quando encontrou o busto, mas estudos posteriores revelaram que esta nunca foi colocada para não causar inveja as deusas.
Segundo o costume da época os achados de uma escavação eram partilhados entre o Egito e os detentores da licença de escavação. O busto de Nefertiti acabaria por ser enviado para a Alemanha, onde foi entregue a James Simon, uma dos patrocinadores da expedição. Contudo, a forma como saiu do Egipto é pouco clara e alvo de disputas. Atualmente o Egito alega que Borchardt escondeu a peça, versão contraposta à que alega que os responsáveis pelas antiguidades egípcias não deram importantância ao busto, deixando-o partir. Em 1920 a obra foi doada ao Museu Egípcio de Berlim, onde passou a ser exibida a partir de 1923, tornando-se uma das atrações da instituição.
Até então, as representações conhecidas da rainha, mostravam-na com um crânio alongado, sendo a rainha vista como uma mulher que provavelmente sofria de tuberculose. O busto revelou-se determinante na alteração da percepção da rainha, que muitas mulheres dos anos 30 procurariam imitar em bailes de máscaras.
Durante a Segunda Guerra Mundial a Alemanha retirou as peças dos museus de Berlim para colocá-las em abrigos. O busto de Nefertiti foi guardado num abrigo na Turíngia, onde permaneceu até ao fim da guerra até que o exército americano o levou para Wiesbaden. Em 1956 o busto regressou a Berlim Ocidental.

A alegada múmia de Nefertiti

Em Junho de 2003 a egiptóloga Joanne Fletcher da Universidade de York anunciou que ela e a sua equipe teriam identificado uma múmia como sendo a rainha Nefertiti.
Em 1898 o egiptólogo Victor Loret descobriu o túmulo do rei Amen-hotep II no Vale dos Reis. Como foi o trigésimo quinto túmulo a ser encontrado, este recebeu a designação de "KV35" na moderna egiptologia (King Valley´s 35). Para além da múmia deste rei, encontraram-se onze múmias numa câmara selada do túmulo. Três destas múmias foram deixadas no local, devido ao seu elevado estado de deterioração, tendo as restantes sido levadas para o Museu Egípcio. Duas múmias eram de mulheres e a terceira de um rapaz.
Uma peruca encontrada neste túmulo junto a uma das múmias chamou a atenção de Joanne Fletcher que a identificou com as perucas de estilo núbio utilizadas no tempo de Akhenaton. Para Fletcher, especialista em cabelos, esta peruca foi usada por Nefertiti. Para além disso, o lóbulo da orelha estava furado em dois pontos (uma marca da realeza), com impressões de uma tiara no crânio. A múmia não tinha cabelo o que corresponderia à necessidade de Nefertiti manter o cabelo raspado para poder utilizar a coroa azul e também para proteger-se contra piolhos e o calor do Egito na época retratada.
Contudo, a múmia estava identificada como sendo de uma mulher de vinte e cinco anos, o que torna pouco provável tratar-se de Nefertiti.

Fonte: Wikipédia.

Você sabe o que é um Narguile?



Você sabe o que é um Narguile?
A origem do Narguile.

Existem diversas hipóteses sobre a origem do narguile. Elas são feitas levando em conta a Europa, América, India, Persia e África. Aqueles que tentam arduamente descrever a história oficial do tabaco mencionam sua origem como americana e a transmissão de modalidades como européia (dos cachimbo comuns até mesmo ao narguile). Este argumento indica que os Europeus teriam ensinado aos povos asiaticos e africanos a fumar, particularmente através de uma tubo. A conseqüência disso é que antes da chegada do tabaco nenhuma erva foi inalada na Europa, Africa ou seja lá onde for.

O Narguile.

O narguile consiste em várias peças: corpo, aro, tubo e piteira.
Corpo: Esta é a peça central do narguile e se parece com um decantador. Esta parte é enchida com água. Essa água limpa a fuligem que é queimada do tabaco e também absorve a nicotina. Ela é geralmente feita de vidro ou metal e você pode também encontrar algumas mais elegantes feitas de porcelana com decorações pintadas em dourado, prateado ou coloridas em diversas cores.
Aro: O tabaco é colocado no topo do narguile que é perfurada e coberto com um aro cilindrico para que a brasa seja protegida do vento.
Tubo: Tubo que transmite a fumaça do narguile. Pode haver mais de um tubo em um narguile para que uma ou mais pessoas possam fumar juntos.
Piteira: Piteira colocada na extremidade do tubo.
Tabaco do Narguile. O tabaco pode ser feito com 2 ou 3 ingredientes principais. O primeiro se chama muessel que significa literalmente "adoçado". Este nome foi dado devido ao ingrediente usado como uma especie de cola tipo melaço ou mel. O melaço é um subproduto do açúcar. O segundo ingrediente é o "tumbak" que é propriamente o tabaco. O terceiro ingrediente seria o "jurak" de origem indiana, pode ser considerado como uma substância intermediária entre as primeiras citadas. Esta substância é muito apreciada na península arabica. As frutas e óleos seriam também adicionadas ao tabaco.

Narguile na sociedade.

O Narguile é popular com jovens e idosos, homens e mulheres (embora seja mais fumado por homens na Turquia). O narguile simboliza a hospitalidade, serenidade e a harmonia. O Narguile é algo a ser fumado em grupos. Os fumantes de narguile fumam em grupos para poderem conversar entre si. Narguile tem uma sentido coletiva embora o conceito seja indivídual.

Narguile no mundo.

O Narguile ainda é usado em vários países no mundo, tal como Líbano, Siria, Jordão, Grécia, Egipto, Líbia, Tunísia, Iemen, Irã, India, Afeganistão e China. Em alguns destes países o narguile é bem mais popular do que na Turquia. A Siria possui uma próspera indústria de produtos de narguile e exporta uma variedade impressionante de narguiles para muitos países da região. Hoje no Egito, mais do que em qualquer outro país, narguiles são exibidos por toda parte. Uma pergunta interessante seria se a produção de filmes no país, transmitida em massa na escala regional, pudesse influenciar o comportamento de fumantes em outros países. Tais comportamentos seriam a origem do renascimento da cultura do narguile em paises como a Tunísia, Siria, Líbano e Jordão.
Atualmente no Irã, o estilo de vida compartilha ao uso do narguile. Por exemplo, em Darban, uma cidade pequena no sul de Teerãn, as mulheres, sozinhas ou acompanhadas com seu marido ou mãe, se encontram nos cafés tradicionais, em uma atmosfera de feriado: sentam-se em um tapete, bebem chá, comem algumas sementes de gira-sol, fumam um narguile e conversam. A India é conhecida historicamente pelo uso do hookah. Em 1840, o Narghile era muito comum durante jantares, na mesa de oficiais militares, e seu gorgolejar era típico de ser ouvido até tarde da noite. Os indianos mais idosos manteram este costume ao viajar ao exterior. O narguile chinês tem uma forma muito peculiar: parece com grande um isqueiro decorado. Seu corpo pequeno é projetado para encaixar pequenos pedaços de tabacos em dois ou três lugares diferentes.

Música!!!



A música tem um papel fundamental na dança do ventre. Nela, instrumentos específicos se combinam para criar a "batida perfeita" para cada coreografia, formando uma atmosfera ideal onde a dançarina e a música parecem ser apenas um.
Bailarinas dedicadas aprendem a expressar o ritmo e a melodia das músicas que interpretam. A fim de realizar um grande show, executam passos distintos para demonstrar as diferentes facetas de sua dança. Um solo de dança do ventre dura aproximadamente 8 minutos e geralmente segue uma série pré-definida. Uma bailarina pode, por exemplo, dar início à sua apresentação com passos moderadamente rápidos, dar continuidade com um ritmo mais lento e sensual durante um tempo maior, acompanhar o ritmo de uma série de batidas e então finalizar a performance com um passo rápido em tom dramático.

Dançando em casa

Se você ainda é nova no mundo belly dance e aprende a dançar em casa através de livros e vídeos, sinta-se livre para praticar qualquer estilo musical que se encaixe perfeitamente a sua personalidade ou ao seu estado de espírito. Escolha simplesmente uma música que te faça "dançar"!! No entanto, se você está aprendendo um estilo tradicional ou étnico de dança do ventre, você deve escolher sim, é claro, músicas específicas para cada tipo. Cada estilo de dança do ventre coincide com um ritmo particular para destacar a beleza de seus movimentos individuais.

Dança do Ventre Tribal

Esse estilo possui uma ampla gama de sons, geralmente com muitos instrumentos de percussão. Uma orquestra egípcia geralmente consiste de violinos, acordeões, tambores, flautas, etc. Bailarinas de tribal tendem a valorizar mais as músicas baseadas em canções populares ou mesmo as de várias décadas atrás. Sendo um estilo baseado na improvisação, as músicas com uma batida estável e previsível são muito mais apropriadas do as que apresentam mudanças rápidas e frequentes.

Dança do Ventre Performática

Um show de dança do ventre realizado dentro de um restaurante ou lounge pode apresentar músicas de diferentes nacionalidades, como turca, grega, árabe, armênia, etc. As canções folclóricas são geralmente as preferidas das belly dancers, assim como as músicas eletrônicas. No entanto, as bailarinas optam, muitas vezes, por clássicos egípcios, realizando assim uma perfomance mais original.


Estilo Egípcio de Dança do Ventre!!

A dança é uma forma de arte alegre e envolvente. Ela evolui junto com as diferentes culturas que a adotam. Por causa disso, existem muitos estilos diferentes de "dança do ventre". Comecemos a tentar reconhecer o estilo egípcio através de algumas características comuns.

Estilo Egípcio de Dança do Ventre

O Estilo Egípcio, como o próprio nome já diz, é oriundo do Egito, destacando-se as cidades do Cairo e Alexandria. As estrelas de dança egípcia ganharam fama por se diferenciarem das dançarinas do ventre em geral, também se diferenciando muito entre si. Dessa forma há uma grande variedade de interpretações dentro deste estilo, mas ainda assim, há certos elementos que parecem comuns à dança do ventre egípcia. Geralmente, as dançarinas acompanham mais o ritmo de um instrumento do que a melodia, ainda que existam dançarinas que dancem um tanto "melodicamente" às vezes. Elas também possuem um estilo um tanto leve, o que faz a dança parecer muito fundamentada e tradicional. Assim como acontece com todas as danças orientais, a dança do ventre egípcia é profundamente mergulhada na música folclórica e na dança do Egito. Os ritmos Saidi e suas variações, por exemplo, são muito comuns.


Muitos elementos diferenciam a Era de Ouro do Estilo Egípcio dos estilos mais modernos. A Era de Ouro faz referência às estrelas da dança egípcia dos anos de 1920 a 1950. Alguns dos nomes mais famosos daquela época incluem Samia Gamal, Tahia Carioca, Naima Akef e poderia se estender às gerações seguintes como Souhair Zaki, Nagwa Fouad, Fifi Abdo, Mona Said e Aza Sharif. O estilo egípcio moderno relaciona-se com as tendências mais atuais na dança oriental egípcia. Algumas delas incluem elementos do balé e da dança moderna. Grandes nomes da dança do ventre egípcia são Dina, Tito e Randa Kamal. Há também muitos dançarinos de outra nacionalidades que adotaram o estilo egípcio em sua própria dança. Alguns nomes merecem destaque como Orit (Israel), Leila (EUA), Sahra Kent (EUA), Yasmin (EUA), Nour (Rússia), Asmahan (Argentina) e Soraya (Brasil).


Como fazer um Véu!!! Escolha o seu!

Véu", na verdade, é um nome chique para aquele pedaço de tecido que a dançarina de dança do ventre usa em suas performances. Dançar com um véu é como dançar com um parceiro, já que ambos trabalham juntos para estabelecer uma harmonia entre si e com a música.

O primeiro passo para fazer um véu é decidir a cor e o material. Você já pode ter até um lenço de quadril que tem uma cor de que gosta muito ou uma roupa que precisa de um complemento. Os materiais mais comuns para véus são os seguintes, com seus prós e contras:

Chiffon: o tecido mais popular e o melhor para iniciantes. É leve, transparente, encontrado em diversas cores e barato.


*Desvantagens: O chiffon pode ser um pouco leve demais para uma performance solo (no entanto, existem outras qualidades desse tecido que podem ser diferentes).


Cetim: É um tecido que flui bem e também é encontrado em uma ampla gama de cores.


*Desvantagens: Por não ser transparente, o tecido pode bloquear sua visão da platéia e a visão desta em relação a você.


Seda: o melhor para performance solo. A resistência do ar sobre o tecido e maneira como ele parece flutuar dá mais vida à coreografia.


*Desvantagens: o tipo mais grosso de seda requer um maior esforço na hora de movimentar o tecido, fazendo com que você canse mais os braços. Além disso, a seda não é transparente, ainda que seja excelente para realizar os movimentos, como já foi dito. A seda é o tecido mais caro para véus.


Para ter certeza de que um tecido "flui" bem, desenrole alguns metros dele na própria loja em que você pretende comprá-lo. Balance-o, faça algumas algumas ondulações, segurando-o pela ponta. Assim, você vai logo perceber se é o que você está procurando.


O próximo passo é comprar o comprimento certo. A melhor maneira, é medir sua altura e somar a ela cerca de 60-80cm. Então, se você tem 1,60m, por exemplo, deve comprar um tecido com cerca de 2,20m a 2,40m de comprimento. Lembre-se também que as lojas podem ter diferentes tamanhos para a largura do tecido. Se você é baixinha como eu, não exagere na largura, ou você corre o risco de tropeçar o tempo todo na hora de dançar.


Bom, então você tem um tecido lindo na cor que você mais gosta... e agora? Agora está na hora de fazer uma bainha. Calma, não precisa se descabelar se você não sabe costurar. Para isso existem aquelas costureiras maravilhosas que fazem tudo em 5 minutos! Assim você evita que seu véu desfie com facilidade.


Você ainda pode enfeitá-lo, colando ou costurando lantejoulas ou paetês por toda a borda do tecido, se preferir. Mas isso é assunto para um outro post. Por enquanto, divirta-se com o seu véu!



Fonte: http://www.happyhipsbellydance.com/articles/How_To_Make_A_Veil.html

Fan Veil!!!!

O leque de seda para a dança do ventre, além de acessório, é a marca de uma fusão com a cultura sino-nipônica. Alguém já viu "O Clã das Adagas voadoras", a dança chinesa DunHuang? E também já viu a dança do leque japonesa, conhecida como Odori? O leque de seda seria uma combinação dessas duas danças com a dança do ventre. Interessante, não?

E quem nunca viu um leque de seda? Ele é a última moda entre as dançarinas do ventre! E quem viu uma boa coreografia com ele? Hummm, pois é... Grande problema, tão belo e tão poucas pessoas sabendo usar!
Eu acredito que muitas dançarinas ficam encantadas com a beleza dele, com o efeito que ele dá.
A impressão que temos é que ou a bailarina não consegue unir dança do ventre com o leque de seda, ou então até consegue, mas o leque fica naquela mesmice, e em alguns minutos todos já estão enjoados dele.

É importante lembrar que por mais lindo que seja este leque, ele sozinho não faz a apresentação. Ele está no mesmo patamar que o véu wing, enche os olhos à primeira vista, mas se a dançarina não souber o que fazer com ele, vai deixar a sua performance no mínimo monótona, para não dizer sem-graça mesmo.
Usá-lo para inovar é muito interessante, mas antes é preciso aprender a manuseá-lo!


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fotos abaixo!!

As fotos abaixo são das coreografias:
Candelabro.
Derbake em grupo.

Espetáculo "Caminhos do Oriente", realizado no dia 21 de novembro no teatro do SESC- Teresópolis.
O teatro ficou lotado e todos os ingressos foram vendidos!!!!!
Em breve postarei mais fotos.

Primeiras fotos do espetáculo!!!!







sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mais uma teoria!!!!


A dança do ventre é proveniente de um ritual sagrado anterior à mais antiga das civilizações, a dos sumérios. Era dançada em honra à Deusa, a Grande Mãe. Era uma dança de fertilidade (em todos os sentidos) e de agradecimento. Essa antiga dança foi se perpetuando e fazendo parte da vida das sumérias, acádias, babilônias, egípcias e asiáticas, sempre como uma expressão sagrada da identificação da mulher com a Deusa. Desta forma as moças conquistavam forças para sobreviver as rudes condições da época, além de ficarem mais próximas das origens do Universo.No Egito a dança sagrada foi também praticada pelas sacerdotisas da Deusa Ísis, reverenciando o feminino. Desta dança se originou uma dança que podia ser realizada fora dos templos. Ela conservava a forma e os movimentos da dança sagrada e era realizada nos salões e nas ruas. Foi esse tipo de dança mais popular que se espalhou com o nome de dança do ventre egípcia. Foi uma dança também assimilada pelo festivo povo árabe e hoje em dia tem algumas influências ocidentais.A difusão desta bela dança por todo o mundo não é por acaso. A Dança do Ventre desenvolve a força do feminino – uma força negligenciada e menosprezada atualmente, até mesmo desconhecida por muitas mulheres – uma força altamente poderosa. Esta força desenvolve na mulher auto-estima, autoconfiança, segurança e unidade. A mulher se autodescobre e se valoriza, além disso, ela entra em contato com o seu Feminino Sagrado, que lhe dá o sentido de irmandade, de totalidade. A Dança do Ventre, assim como toda arte, é também uma terapia e proporciona alegria e prazer ao ser praticada.A medicina chinesa assim como outras linhas de saúde holística conceituadas consideram o ventre como o centro de força e de consciência do indivíduo. É nele que se concentram as energias básicas que trazem autoproteção contra as doenças e a velhice prematura. O rejuvenescimento e a longevidade dependem da circulação apropriada da energia do ventre para o resto do corpo. Esta energia não pode ficar estagnada, nem contida, daí a importância de métodos que a estimulem, que a deixem fluir; a dança do ventre é um deles.O ventre é o nosso centro de gravidade. Ele é a parte de nosso corpo que recebe a maior força de atração do nosso planeta. Esse fato faz-nos concluir que todo o nosso corpo precisa estar alinhado com nosso centro (o ventre) para que haja uma harmonia e equilíbrio em todas as formas de movimento, a começar pelo "simples caminhar". O ventre da mulher tem importância especial porque nele se encontram o útero e os ovários, nele é gerada uma vida, é através dele que se processa a menstruação e é ele que "guarda" o sangue da mulher sábia, aquela que já parou de menstruar.
Por Anna Leão Escritora, dançarina e professora de dança e técnicas corporais.
http://www.templodeavalon.com/modules/articles/article.php?id=17

Outra teoria para o surgimento da Dança do Ventre!!!


Com a invasão dos árabes no Egito, e uma série de migrações em um período conturbado de guerras, a Dança do Ventre passou a ser conhecida por outros povos, que a adquiriram para a sua cultura e modificaram-na de acordo com suas crenças e desejos, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria, Índia, Suméria, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através dos ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997). Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para sua nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.
A Dança do Ventre tem seguido um processo evolutivo e tem sido praticada em inúmeros tipos de cenários como, palácios, mercados, praças e até em bordéis. A sua história acompanha a da humanidade, e deste fato não se pode fugir. Ela promove uma ligação direta entre o folclore, o improviso e a imaginação individual de cada bailarina; um equilíbrio entre a regra e a liberdade de expressar seus sentimentos e movimentos. É uma dança milenar, portanto, tem um peso cultural que merece ser respeitado.
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:
As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas de origem indiana descendentes dos Sinti, que passavam seu tempo entretendo os soldados.
As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entando, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e suas cabeças foram lançadas ao Nilo.
Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi sua ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.
A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proibe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo por suas performances.
No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.
O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia Gamal e Taheya Karioca, entre muitos outros ainda hoje estudados pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser dicotomizado: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade.
No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.
Tecnicamente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.
Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.
Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:
Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
No Brasil sua prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.

Hagallah!!!


Hagallah
Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio, é uma dança de celebração e é realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh, próximo à Líbia, mas também é encontrado em outras partes do Oriente Médio. Acredita-se que a palavra Hagallah venha do árabe hag'l, que designa "saltar, pular". É realizado junto dos noivos no Zaffe (procissão), que corresponde também à época de colheita. Hagallah refere-se à dança, música e a esta celebração. Familiares e amigos acompanham com cantos e palmas, mostrando sua solidariedade para com os noivos. A figura central da festa é uma bailarina, que pode ser membro da família da noiva. A bailarina pode estar total ou parcialmente coberta por véus. Ela dança a frente de um homem, denominado de kefafeen. Esta dança não representa uma disputa entre homens e mulheres, mas denota o poder entre estes gêneros. A mulher caminha com passos curtos e shimmies à frente da procissão. Ela pode portar um bastão ou um véu em suas mãos, porém, o bastão não é manuseado como na dança Raks Al Assaya (Dança da bengala). O jogo sedutor na festa de casamento é muito complexo e hoje se encontra deturpado nas grandes cidades. No final da cerimônia, a bailarina ajoelha-se diante do kefafeen e entrega seu bastão ou seu véu. E ele lhe dá um ou dois braceletes como símbolo de força e sorte diante da nova proposta. No Iraque, há uma versão para o Hagallah, onde a bailarina porta uma espada e os homens tentam tirar seu véu, algumas vezes o resultado é desastroso, podendo haver feridos.

Derbake!!


Como vou dançar derbake este ano achei esta descrição em um site muito bacana, vejam só:

Derbake:
É um instrumento de percussão imprescindível na música árabe, pois é ele que marca o ritmo do resto do grupo musical. Uma versão da origem desta modalidade vem da antiguidade, quando as pessoas praticavam rituais e estes eram acompanhados pelas batidas fortes da percussão, onde a sacerdotisa as acompanhava com precisão com os movimentos de seus quadris, exaltando as forças da terra. Elas entravam dançando nos templos, energizando com seus pés, que carregavam seus corpos que se movimentavam representando as forças dos elementos e animais da terra. Com a invasão dos povos árabes no Grande Egito, os árabes se encantaram com essa dança, ensinando-a para suas mulheres.
Na atualidade, as bailarinas utilizam esta dança para encantar o público, pois é muito apreciada devido ao domínio corporal e técnica que a bailarina transmite.
E porque "solo de derbake?” Bom, esse termo aplica-se somente em casos onde a bailarina dança sozinha (solo). Mas isso não impede que este estilo de dança seja dançado em grupo (o que é bastante comum), mas neste caso não se deve aplicar o termo solo.
Nos solos de percussão, a bailarina deve possuir uma leitura percussiva perfeita para executar uma boa performance e para isso ela deve estudar (escutar) muito a música que pretende apresentar. Ela deve ser expressiva e possuir movimentos fortes e precisos.
Quando a bailarina dança com música ao vivo, entre o derbakista (músico) e a bailarina, precisa existir um entendimento mútuo, e é necessário que ele conheça o estilo de dança dela e ela o estilo de toque dele no caso de uma improvisação. Mas é muito comum também, a bailarina escolher a música, estuda-la previamente e executa-la ao vivo. Mas é importante e fundamental que a bailarina, em ambos os casos, conheça os principais ritmos árabes, pois isso irá facilitar muito seu entendimento da música e fará com que ela se sinta segura e não seja pega de surpresa.

Guedra!!!




É uma dança folclórica ritualística de invocação (dos povos do Tuaregs), onde se transmite energia através de movimentos dos dedos das mãos e punho, podendo ser realizada por uma mulher, duas ou uma mulher e uma criança que adornam seus dedos com henna. Inicia-se a dança com a cabeça coberta com véu preto ou azul. Cada articulação se move com um padrão cadenciado, em movimentos sincopados de ombros e área peitoral, que seguem as batidas rítmicas do instrumento de percussão, enquanto sua cabeça balança lateralmente e seu cabelo, adornado com todos os tipos de conchas e contas, aumenta a beleza do quadro. Com a intensificação do ritmo, a bailarina cresce e torna-se ofegante, seus contornos faciais parecem tensos e contorcidos, os olhos se fecham, todo o seu ser parece de repente estar tomado por um feitiço. Exausta pelo esforço físico e emocional da dança, ela deixa o círculo mágico e outra toma o seu lugar. O ritmo é similar a buleria flamenca, devido à complexidade. Possui um sentido diferente das danças de transe Zaar e Hadraa, já que é puramente alegre e não está conectada a sacrifícios de animais. Os instrumentos usados são feitos com potes de barro, cobertos com pele de animais, presas com cordas.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Véu Wings!!!


Sua adaptação para a dança do ventre, pode ter surgido a partir das imagens e rituais para a Deusa Ísis.
É uma técnica originalmente americana, que utiliza um véu em formato de asa.
Ainda não consegui um bom material que explique a origem da dança com véu wings, mas vou continuar procurando.

Construção de uma coreografia!!!!!


Um dos exercícios mais importantes no aprendizado da dança do ventre é a construção de uma coreografia própria. Ao procurar encaixar os passos e movimentos aprendidos em uma música, não apenas se exercita a técnica; aprende-se a ouvir a música coreograficamente. Ou seja, ouvir pensando no corpo e na linguagem de dança aprendida.


I - Defina qual música você vai coreografar.

1. Se é sua primeira experiência em coreografia, opte por uma música simples. Deixe as mais elaboradas para um segundo momento. É sempre mais interessante começar pelo mais fácil, para evitar frustrações. Defino como simples as músicas com o padrão estrofe 1, refrão, estrofe 2, estrofe 3, refrão. Música pop, "moderna" costuma ser assim;

2. Do mesmo modo, escolha uma música curta. As muito longas dão mais trabalho, exigem mais imaginação para evitar repetições. Chamo de curta a música com duração inferior a sete minutos.

3. Coreografe uma música de que você goste muito. A vontade de dançar ajuda bastante no trabalho criativo.

4. Ouça muitas vezes a música. Procure ouvir com fone de ouvido, para captar sutilezas. Ouça concentrada, prestando atenção. É muito diferente de quando ouvimos uma música enquanto dirigimos, por exemplo.


II - Comece a definir a coreografia.

5. Procure ouvir a música novamente, imaginando uma bailarina dançando. Gosto de visualizar uma bailarina imaginária. Geralmente, se me coloco no lugar dessa bailarina, minha imaginação dá uma travadinha nos meus pontos fracos. Deixe-se imaginar algo realmente maravilhoso, ainda que você duvide que consiga executar os movimentos. Se fizer bastante esse exercício verá que a prática melhora bastante. Para mim, pelo menos, funciona.

6. Dê uma dançadinha, cheque se o imaginado se adapta de fato à música, ou seja, se é viável fazer o que se imaginou. Provavelmente vai precisar fazer alguns acertos pequenos, principalmente no tocante à finalização e emenda dos passos. Se você quer muito, muito, muito colocar um passinho que ainda não está saindo legal, aproveite para estudá-lo. Se ele está bem guardado na memória, certamente não custará a passar para o corpo.


III - Defina os movimentos a serem utilizados

7. Observe os pontos altos, explosões e momentos menos excitantes da música. Toda música tem as partes bem marcadas, fáceis, e uma parte que convida à "embromation". Fique tranqüila e identifique os momentos fáceis e os momentos que vão exigir mais de você.

8. Identifique os momentos da música. Na música clássica funciona mais ou menos assim: introdução (não dançada), entrada, tema principal, taksim, desenvolvimento, retorno ao tema principal, finalização. Na música moderna, é tudo mais simples: entrada, primeira estrofe, segunda estrofe, refrão, segunda estrofe, variação simples da primeira, refrão, fim.

9. Lembre-se que as entradas e as saídas são muito importantes. São a primeira e a última impressão de sua dança. Escolha uma entrada com menos agitação de quadris, desfile, mostre sua roupa, seus lindos cabelos e, principalmente, seus dentes. Não corra demais, seja calma, não fique suando loucamente. Você terá tempo para mostrar técnica ao longo da música. Na saída, energia nunca é demais. Pode botar pra quebrar.

10. Evite repetições em um mesmo trecho da música. Dezesseis tempos de básico egípcio fica entediante. Lembre das variações sobre o mesmo passo, se o desespero apertar. Não há problema algum, no entanto, em repetir passos dentro da coreografia. Devem, no entanto, ter ênfases diferentes, porque a música está variando o tempo todo, pedindo para que você dê ao movimento a energia dada às frases musicais.

11. Enriqueça a coreografia explorando bem o espaço. Pontue frente, fundo, direita, esquerda, diagonais. Alternar movimentos altos e baixos também é importante para quebrar a monotonia. Se você já esteve há um tempo "no alto", opte por fechar com um movimento "baixo" - em uma seqüência de básico egípcio e deslocamento com camelo, por exemplo, conclua com um redondo grande.

12. Alterne seqüências estanques com seqüências dinâmicas. Ou seja, não fique apenas parada nem só deslocando. É também importante discernir os momentos em que é melhor ficar parada e os momentos em que a música pede um deslocamento. Geralmente, taksim pede para ficarmos mais quietas, mais introspectivas; quando a orquestra inteira está envolvida, geralmente chama a bailarina para um deslocamento. Assista a vídeos de boas bailarinas observando suas escolhas de movimento ou quietude.


IV - Anote a coreografia.

13. Crie um código para os movimentos usados na dança. Isso vai ajudar na anotação da coreografia. Como sabemos, na dança do ventre não há normatização dos passos, como ocorre com o ballet. O resultado disso é que muita gente dá nomes aleatórios para os passos e ninguém entende ninguém. Há o "patinho", o "ovinho", o "soldadinho", o "sapinho"... E há também nomes que muita gente compartilha, como oitos, redondos, básico egípcio, camelo... Ou seja, não se preocupe com nomes. Se preferir, reúna amigas e procure combinar um padrão entre vocês. Por exemplo, o movimento de rotação de quadril com encaixe ao centro (conhecido por muitas como "gotinha") pode receber um nome próprio, dado por você. Associe o movimento a uma imagem. Deixe a imaginação fluir.

14. Gosto de me sentar na frente do computador com fone de ouvido. Minimizo a tela do word para poder acessar facilmente o winamp (ou real player). Vou anotando os minutos e os passos (ou seqüências) correspondentes àquele determinado momento da música.Dou o exemplo de Fakirni, coreografia muito simples cujo trecho está aqui:
0: 32 - Bate-cruza (3), batida lateral dupla (repete) 0:43 - Redondos pequenos, finaliza com redondo grande,- batida lateral esq.; batida lateral dir., virada para a lateral com jogada de perna;- batida pélvica; 0:59 - (fakirni) batida lateral esq, virando para a frente - batida lateral dir., batida lateral esq- batida pélvica.- batida lateral dir, esq, batida pélvica 1:08 - básico egípcio (sem perna), troca de lado recuando; avança com desfile, pontua com pulinho, redondinhos 1:19 - twist, giro; repete para o outro lado 1:27 - giro deslocando, acentua com peito; repete para o outro lado;- repete giro deslocando, shimmy de ombros, giro simples.


15. Experimente dançar com a folha impressa em mãos, anotando possíveis ajustes. Prontinho! À medida que for pegando prática, vai sentir que é divertidíssimo criar coreografia. É gostoso ir ouvindo a música e imaginando que movimento você colocaria aqui e ali. Sem falar que ao dançar uma coreografia própria é bem mais fácil colocar a expressão apropriada.


Texto gentilmente cedido por Roberta Salgueiro, bailarina e professora de dança do ventre http://yallah.multiply.com/

Dança tribal!!!

Tribal é um estilo contemporâneo de dança onde são valorizados aspectos étnicos de diversas culturas em fusão com conceitos de universo feminino e união. O Tribal é guiado pela filosofia da multiplicidade de estilos: tantas são as etnias presentes no mundo, tantas são as possibilidades da criação.
Elementos comuns nos aspectos coreográficos das criações do estilo são: os movimentos sinuosos que celebram o feminino e seu poder gerador de vida. Da mesma forma, muitas das criações em grupo podem sugerir tribos de mulheres unidas na beleza e na arte.
O estilo surgiu na década de 60, nos Estados Unidos, pela coreógrafa Jamila Salimpour que, após longa viagem pelo Oriente Médio e norte da África, criou um estilo onde unia movimentos de danças folclóricas de países como Marrocos, Argélia, Líbia e Egito, criando um estilo único.
Mistura de dança, arte e etnias de todo o mundo, a Dança Tribal está além de fronteiras.
O Estilo Tribal preenche a lacuna entre a liberdade criativa e o mistério feminino oriental, permitindo que a mulher retorne ao passado e ao mesmo tempo, se entregue ao futuro.
Uma dança que representa a atualização estética com o que há de mais significativo na fusão contemporânea entre o moderno e o ancestral.
Não sem motivos o Estilo Tribal se tornou uma nova referência estética de dança, figurino e música. Esta nova estética permite a fusão de diversas etnias e assim expressar melhor a ancestralidade presente em cada uma delas. Com sua modernidade e seu inusitado contraste entre o arquétipo do coletivo, do ritualístico e do poder feminino na criação.
O Estilo e a Dança Tribal não tira movimentos de uma só dança, nem de conceitos referentes a nenhum povo específico, dando liberdade para que as artistas ampliem seu vocabulário gestual, utilizando também técnicas ocidentais e dêem vazão ao seu gosto pelo exótico e alternativo.

Tribal Fusion

Tribal Fusion é um estilo moderno e inovador de dança originado a partir das danças folcloricas do Oriente Médio. Sua base é a Dança do Ventre e o American Tribal Style.
Os componentes desta história incluem a dança que inspirou o Orientalismo do século XIX. Quando um determinado tipo de dança é retirado do seu contexto cultural e colocado sobre um palco, ela muda para satisfazer a sua nova audiência e atender suas expectativas.
Os trajes são muito ricos, com uma aparência étnica. A postura do tronco é inspirada no Flamenco, os braços, como serpentes e vigorosos como fogo, o quadril tem seus movimentos vindos da Dança do Ventre.

Curiosidades!


O trabalho de véus numa dança representa a extensão do coração da bailarina, envolve magia, sedução e misticismo.


Não se toca snujs no:- Floreio de um violino; - no som do alaúde; - no serpentear da flauta.


A espada e o punhal na dança do ventre, representam a luta do povo árabe por sua Terra.


O bindi é usado na cultura hindu, tem conotação religiosa e identifica o estado civil da mulher que o usa. Por isso não é correto usar para fazer a dança do ventre, para isso existem inúmeros adornos de cabeças, pingente, etc.


Dabka, significa bater o pé no chão. Dança folclórica realizada na época dos fenícios, que para confeccionar telhas , batiam os pés na argila para amassá-la acompanhados de tambores (derbake), pode-se dizer que seus telhados eram construídos com muito ritmo. Hoje em dia é dançada em festas de casamentos, aniversários, batizados , etc... Não necessita de movimentos com os braços, exigindo muito das pernas e dos pés, que marcam os ritmos no chão com as batidas dos pés.


Nos países árabes é costume em cerimônias de casamentos , os noivos colocarem as mãos no ventre da dançarina, pedindo assim a fertilidade para si, é um ritual sagrado e o ventre da dançarina é o representante desse valor: A FERTILIDADE.


(lì,lí,lí,lí,lí...) é uma exaltação das aldeias e povos beduínos que vivem no deserto para expressar alegria seja para uma festa familiar ou em festas populares, ou até mesmo para aclamar uma dançarina.

A divisão de classes feita no Egito Faraônico para as dançarinas se resumia em:

a) Awalim – aquelas que dançavam só para a Elite

b) Ghawazee – aquelas que dançavam nas ruas (dançarinas do povo) e até mesmo em prostíbulos.


BALADI – Significa MINHA TERRA, MEU PAÍS, sendo também o nome de um ritmo muito usado em músicas árabes.

A dança do ventre chegou à América, após a 2ª guerra mundial, mas especificamente na América do Norte com a divulgação do filme "As mil e uma noites", lançado em Hollywood.
A Deusa Bast, considerada a protetora das dançarinas é aquela que possui cara de gato, e a pedra desta Deusa é o azul turquesa, que traz sucesso, proteção e boa dança.
A dança com snujs eram oferecidos à Deusa Bast, para que a mesma afastasse os maus espíritos e abrisse caminhos.


ODALISCA – Oda (sala, fazer sala) e significa literalmente "Mulher de sala" . Eram mulheres belíssimas preparadas para se tornarem concubinas, onde aprendiam a dançar, recitar, tocar instrumentos musicais e controlar artes eróticas.
O universo comporta todas as estrelas que brilham nos céus... Cada pessoa aqui na Terra tem seu brilho e sua luz, vamos fazer como as estrelas, vamos todas brilhar e fazer da terra um chão de estrelas. Não tente apagar ou ofuscar outra dançarina achando que você é melhor que ela, pois cada uma tem seu próprio estilo e carisma. E no céu cabem muitas estrelas, inclusive a sua também.


As primeiras aulas de Dança do Ventre parecem ser a pior coisa do mundo, pois não o são. Ao contrário, é a melhor parte, é onde você é apresentada ao seu corpo físico, o qual você convive há muito tempo e parece que nunca o conheceu... É a hora de se conhecer, dar-se um tempo, se amar e curtir cada movimento trabalhado em aula como se fosse um novo amigo sendo apresentado para você... Vamos lá ... conheça um pouco mais sobre você e de tudo que és capaz de fazer por ti mesmo. Pois a instrutora de dança é só um pequeno elo que te conecta nessa maravilhosa viagem ao seu eu interior.
A boa profissional é aquela que mesmo que sendo exaltada e aclamada por seu público, mantém a humildade acima de tudo.


Dança do Ventre (português)Raks el sharq (Egito) Chiftitelli (Grécia) Rakkase (Turquia) Belly Dance (América do Norte) Danse du Ventre (Francês)
O Ventre desnudo e os pés descalços são para que a dançarina possa captar energias emanadas da Mãe Terra, através das plantas dos pés.

MITOS
Dança do Ventre na Gravidez? Por que não?É obvio que nos 3 primeiros meses é um período delicado onde feto e progenitora estão se moldando para a mudança de ambos, é necessário um certo cuidado, após isso se você não tem nenhum problema , contando que tenhas a liberação do seu médico para fazer as aulas, é só não exagerar, evitando movimentos bruscos demais e ondulações exageradas.

O Mito da Barriga na Dança do Ventre

Nos dias de hoje, infelizmente, ainda se ouve falar que a dança do ventre cria barriga, ou seja, o ato de dançar provocaria um aumento de células adiposas (células que acumulam grande quantidade de gordura)...

Existe um mito que diz que devemos presentear a dançarina com dinheiro para mostrar o quanto apreciamos sua dança, mas não existe nada registrado sobre colocar dinheiro na roupa dela, portanto não fique constrangida, chegue perto da pessoa que oferece o dinheiro, estenda sua mão, agradeça e continue dançando.

Dança Ritualística!!!

DANÇA RITUALÍSTICA

Do antigo Egito, a arte da Dança do Ventre fazia-se sentir dentro dos templos pelas sacerdotisas sagradas, que dançavam em louvor e graça à Deusa- mãe.
Uma dessas danças nos é trazida até hoje como uma reverência e gratidão por todos os elementos que nos cercam :ar, água, terra, fogo e éter.
A dança dos cinco elementos evoca os elementais do ar com os movimentos do pássaro, A água, pelo ondular da sereia, A terra , pelo crescimento e enraizamento das plantas e árvores, O fogo, pela sinuosidade da serpente, O Éter, pelo andar cadenciado do camelo, que também sobrevive longo tempo com sua própria energia.

Dança do punhal!



A dança do punhal tem sua origem a Turquia , mas precisamente os ciganos.Em 1700 e 1800, as mulheres russas e italianas eram raptadas pelos ciganos por serem mulheres muito vistosas e bonitas, e por isso eram disputadas pelos homens para que posteriormente fossem desposadas pelos mesmos. E depois de cada disputa o punhal era enterrado na terra para descarregar as energias negativas de quem o empunhasse.
As ciganas usavam esse ritual para disputar os seus pretendentes, o punhal indicava a disponibilidade da dançarina perante o homem desejado. Cada gesto usado com o punhal tem uma simbologia própria.Esta dança trabalha o espírito da luta pessoal e a aceitação dos desafios que a vida nos oferece. Quase nada se sabe sobre sua origem, mas alguns acreditam que, para os egípcios, era uma homenagem à Deusa Selkis, que simbolizava a morte e a transformação.
Numa outra versão, essa dança era realizada pela odalisca predileta dos Sultão. Para mostrar seu poder às outras mulheres do Harém, ela tomava do Sultão seu punhal e dançava diante de todos. Com isso, ficava provado que ele tinha total confiança nela, entretanto, não há comprovação histórica da veracidade dos fatos acima citados.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Danças não comuns!!!


Desde 2007, quando idealizei o blog sobre dança, busco pesquisar alguns tipos de dança não muito usuais nas apresentações. Espero que gostem das danças do barro, flores e serpente.

A dança da serpente não é muito usada, mas não é difícil de aparecer de vez em quando, pois minha professora Aryana dança com o Cléo, uma piton macho que é uma gracinha!!!

Caiu nas graças das alunas e vira festa quando aparece.

Deixem seus comentários!!!!!!!!

Dança da serpente.


Praticamente em todas as mitologias a serpente aparece como símbolo de energia e consciência imortais. A serpente foi cultuada pelas grandes religiões pré-cristãs, como emblema solar e principalmente associado ao culto lunar mais antigo e ligado à grande Deusa (Inana, Isis, Deméter, Istha dependendo da região praticamente com o mesmo significado).

Esta é uma dança pouco difundida no Brasil e possui dois tipos distintos:

A dança ritualística surgiu na Antigüidade em que povos em volta das fogueiras (esta por sua vez simboliza a iluminação e clareza da escuridão, do desconhecido), simulavam serpenteando o corpo como um todo. Atualmente ela pode ser feita somente com luvas que imitam serpentes ou cobrindo o corpo com colantes, a vestimenta desta dança pode ser feita de paetês verde que reluz com um brilho inigualável e imita a cor da serpente.
Normalmente a dançarina possui duas serpentes para não estressar a serpente dançando um pouco de cada vez.

Dança com pandeiro.






A dança do pandeiro é uma dança alegre, que também remonta uma passagem histórica do povo árabe. Representa a época da colheita farta de frutas. Esta fartura transmite um sentimento de alegria e de romantismo para o povo. A dançarina ao dançar demonstra esta alegria em sua dança e “baterá” levemente com seu pandeiro em algumas parte do corpo.

Dança com flores.



É uma dança que simboliza a colheita. Deve ser sempre suave e delicada.
Dizem que surgiu na época em que as camponesas egípcias trabalhavam na colheita de flores , na primavera e durante o trabalho cantavam e dançavam.
É utilizada uma cesta com flores durante a dança criando-se desenhos com a cesta.
Também podem ser ofertadas flores ou jogadas pétalas ao público.
Fonte de pesquisa: www.najladancadoventre.com