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terça-feira, 21 de outubro de 2014

The Velvet Plume by Joline Andrade (Alunas) | EtnoTribes Festival 2014





Gente, coreografia maravilhosa da Joline Andrade, amo esta bailarina e suas alunas são demais, talentosas demais... vejam este vídeo é espetacular, inspirador.. Bjos Diani.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Você conhece Omã?

A história de Omã começou a ser escrita milhares de anos atrás no deserto, por seus habitantes mais antigos, os beduínos. Eles levam uma vida simples, andam de camelo e ainda precisam do peixe para sobreviver.

Em Omã existe há milhares de anos, um sistema muito particular de distribuição de água. Ela é retirada de encostas de montanhas, e desviada para canais, que abastecem até pequenas cidades do interior do país.
...em regiões de deserto. Chove pouco. Omã tem em um ano inteiro, praticamente a mesma...soluções para abastecer a população. Em Omã, existe há milhares de anos, um sistema...protegem a entrada do porto. Durante anos, Omã dominou toda a Costa Leste da África...

O sultão mandou plantar um milhão de tamareiras em Omã. Ele quer aumentar o consumo de tâmaras, que já foi o principal alimento da população e que hoje está diminuindo muito. Ele pediu a pesquisadores tentarem descobrir os benefícios da fruta.

A cerimônia de casamento em Omã é diferente de tudo o que a gente conhece. Ele acontece em dois rituais diferentes e só os homens participam. As noivas comemoram com suas famílias em outra parte da cidade.
Grande parte do país está em áreas secas, em regiões de deserto. Chove pouco. Omã tem em um ano inteiro, praticamente a mesma quantidade de chuva que o Brasil tem em apenas um mês.
As fontes de água doce são poucas. Um país que tem pouquíssima água precisa encontrar soluções para abastecer a população. Em Omã, existe há milhares de anos, um sistema muito particular de distribuição de água. Que é retirada de encostas de montanhas, e desviada para canais. É assim que toda água é distribuida para a população das pequenas cidades do interior deste país.
É o sistema Falaj. Há mais de 2,5 mil anos, moradores fizeram dutos na montanha para retirar a água doces de poços subterrâneos. Todo mundo tem água de graça em casa. Mas para a irrigação tem hora e dia certos.
Cada família tem uma cota para consumo, quem ultrapassar tem que pagar. É assim que os moradores conseguem ter suas pequenas plantações: Tâmaras. Bananas. Romãs.
É um sistema simples que funciona tão bem há tanto tempo que foi reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade. E que é um motivo de orgulho para a população.
“Eu espero que dure para sempre. Ter as tradições culturais ao seu lado não significa que você está isolado da civilização”, diz o morador Abdulrahman Al-Abri.
O país sempre esteve aberto a influências de várias partes do mundo. No século XVI, na mesma época que os portugueses chegaram ao Brasil, eles montaram em Mascate, a capital, bases de apoio na rota para as Índias.
Os antigos fortes construídos no país pelos portugueses, foram preservados. E ainda hoje protegem a entrada do porto. Durante anos, Omã dominou toda a Costa Leste da África, e os navios que vinham de lá, entravam pelo porto de Sur.
Se ainda não conquistou totalmente o equilíbrio, tantas influências tornaram este povo um dos mais tolerantes do mundo árabe. Para entender por que, conversamos com um especialista da cultura islâmica. Ele diz que a diferença está na maneira de cada povo interpretar as escrituras sagradas do Islã.
A lei muçulmana prevê, por exemplo, a pena de morte para homem e mulher em caso de adultério. Mas em Omã a pena nunca foi aplicada.
“O Islã fala que a educação é obrigatória para homens e mulheres, mas algumas sociedades muçulmanas não concordam com isso. E proibem só a mulher de ir à escola e trabalhar. Em Omã, é diferente. As mulheres podem estudar e trabalhar livremente”, explica Hafidh Mohamed, do Centro de Informação Islâmica.
A conversa aconteceu na mesquita que tem o nome do sultão Qaboos. É o prédio mais imponente da cidade. A construção durou seis anos. São quarenta mil metros quadrados dedicados à fé islâmica.
A mesquita é realmente grandiosa, impressiona. Até mais ou menos dois anos atrás, ela tinha o maior tapete do mundo, que tem 4.200 metros quadrados, e foi todo tecido no Irã em pedaços. As 600 mulheres que fizeram o tapete, depois foram até Omã e juntaram os pedaços. Ele tem 27 cores naturais diferentes, é maravilhoso. O tapete é tão precioso que ele geralmente fica protegido para evitar que os turistas que vão conhecer a Mesquita pisem e estraguem o tapete.
A proteção só é retirada na hora que os muçulmanos chegam para rezar. O lustre de cristal tem 14 metros de altura e é banhado em ouro. São tantos detalhes, que é difícil saber para onde olhar. A mesquita é um dos exemplos da preocupação do sultão de fazer de Omã um país belo, moderno, que tenha na sua base a força do Islã.

Texto retirado da reportagem no site da Globo G1


Estilo Tribal.


O que é Estilo Tribal? 

Não pode ser considerado folclore. Também não é etnicamente tradicional. O Estilo Tribal divide gostos e opiniões, e deixa uma dúvida: o que é afinal esta dança? Para quem ainda não conhece, Estilo Tribal é uma modalidade de dança que funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como a Dança do Ventre, o Flamenco, a Dança Indiana, danças folclóricas de diversas partes do Oriente e danças tribais da África Central, chegando até mesmo às longínquas tradições das populações islâmicas do Tajisquistão e Uszbequistão. 
Este estilo surgiu nos EUA, nos idos dos anos 70, quando a bailarina Jamila Salimpour, ao fazer uma viagem ao Oriente, se encantou com os costumes dos povos tribais. De volta à América, Jamila resolveu inovar e mesclar as diversas manifestações culturais que havia conhecido em sua viagem. 
Com sua trupe Bal Anat, passou a desenvolver coreografias que utilizavam acessórios das danças folclóricas e passos característicos da dança oriental, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente para criar uma espécie de dança-teatro, acrescentando a isso um figurino inspirado no vestuário típico das mulheres orientais. 
Uma forte característica trazida das danças tribais é a coletividade. Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo. Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público esta interatividade. 
Nos anos 1980, novas trupes já haviam se espalhado pelos EUA. Masha Archer, discípula de Jamila, ensina a Carolena Nericcio a técnica criada por Jamila para obter um melhor desempenho de suas bailarinas. Esta técnica baseia-se nos trabalhos de repetição e condicionamento muscular do Ballet Clássico adaptados aos movimentos das danças étnicas. Incentivada pelas diferenciações do novo estilo, Carolena forma sua própria trupe e dá novos contornos à história do Estilo Tribal. 
O figurino utilizado por Jamila e sua trupe cobria o torso da bailarina, sendo composto basicamente por djellabas ou galabias. Isso tirava, segundo Carolena, um pouco da intenção e visualização do movimento. Surge então um novo visual, que até os dias de hoje continua predominando no cenário Tribal: saia longa e larga (sem abertura nas laterais), calça pantalona ou salwar (bombacha indiana), choli (blusa tradicionalmente utilizada pelas mulheres indianas embaixo do sari), sutiã por cima da choli, xales, cintos, adereços, moedas e borlas (os famosos pompons!) para incrementar o traje e dar maior visualização aos giros e tremidos. 
Além deste novo figurino, Carolena e sua trupe Fat Chance Belly Dance trouxeram ao Estilo Tribal a característica mais forte do ATS (American Tribal Style -Estilo Tribal Americano): a improvisação coordenada. Essa improvisação parece uma brincadeira de “siga o líder” e baseia-se numa série de códigos e sinais corporais que as bailarinas aprendem, trupe a trupe. Esses sinais indicam qual será o próximo movimento a realizar, quando haverá transições, trocas de liderança etc. Ainda falando das inovações trazidas por Carolena, a nova postura, oriunda na dança flamenca, e as posições corporais diferenciadas na execução dos passos dão amplitude aos movimentos, sendo então melhor visualizados pelo público. 

Nos anos 1990, o Estilo Tribal passou a demonstrar com mais força a presença da Dança Indiana, do Flamenco e mesmo das técnicas de Dança Moderna e do Jazz Dance. Nasce então o Neo Tribal. Esse sub-estilo já não se mantém preso ao sistema de sinalização do ATS, trabalha com peças coreografadas e ganha liberdade com a adição de novos movimentos, inovações cênicas, acessórios e mesmo na composição do figurino, embora mantendo semelhança ao criado nos anos 1980. 
Em 2002, no Brasil, Shaide Halim cria a Cia Halim Dança Étnica Contemporânea – a primeira trupe tribal do Brasil. Desenvolvendo um trabalho baseado nestas modificações pelas quais o estilo passou, inova mais uma vez ao trabalhar com as danças de uma forma mais homogênea. Ao contrário dos grupos norte-americanos, que mantém a dança do ventre como base, a Cia Halim tem seu trabalho coreográfico orientado pela composição musical, ou seja, a ênfase de uma ou outra modalidade de dança, seja esta oriental, indiana, africana ou flamenca, virá do tema musical escolhido. 
Baseada nessa premissa surgiram as parcerias da cia com músicos representantes da world music nacional, como MA3, Marcus Santurys e Atman. E dessas parcerias surgiu uma nova fonte de inspiração para o desenvolvimento do estilo, com a adição de sons e movimentos oriundos das danças folclóricas brasileiras. Assim nasce o Estilo Tribal Brasileiro, hoje divulgado pela Cia Halim e suas “filhas” (Naya Padavi - São Paulo, Jaya Mahati - Rio de Janeiro, Yadein - Ribeirão Preto e Halim Iceland - Reikjavik, Islândia). 
Atualmente, o interesse pelo Estilo Tribal cresceu e surgem novas trupes espalhadas por todo o país. Algumas se baseiam no Estilo Tribal Brasileiro, outras buscam inspiração nos trabalhos das trupes de ATS, de Neo Tribal ou de Tribal Fusion, uma vertente ainda mais recente dessa última, como é o caso da Índigo, cia coordenada pela bailarina norte-americana Rachel Brice, que utiliza músicas Lounge, Chill Outs e Techno-Orientais. 

Texto de Shaide Halim 


Dança do Ventre como terapia!!

UTILIZANDO A DANÇA DO VENTRE COM ENFOQUE TERAPÊUTICO 

 A Dança do Ventre é a mais feminina e sensual de todas as danças. A mulher, através da música árabe, une seus movimentos, sua expressão e sua sedução, transformando-os, no palco, em sentimentos, que compartilha com seu público. Há quem diga que a Dança do Ventre está ligada a rituais religiosos e danças sagradas. Não há qualquer ligação da Dança do Ventre com tais práticas, e não devemos levar em consideração este conceito, pois hoje a bailarina é considerada uma artista. A dança do ventre também é considerada sensual, o que é um dos motivos que atraem a atenção tanto de mulheres como de homens, a dança do ventre é uma atividade muito interessante, pois favorece a descoberta do próprio corpo.

BENEFÍCIOS

Seus benefícios, tanto físicos como psicológicos, são comprovados. Ativa a circulação sangüínea, melhora o funcionamento do aparelho digestivo, dos rins e dos órgãos sexuais. Proporciona a redescoberta do feminino, com todo o sensualismo que lhe é peculiar. Desenvolve-se uma consciência corporal enorme. Aprende-se a amar o corpo não por ser feio ou bonito conforme os padrões estéticos, mas por ser belo em seus movimentos, por ser mais suave na forma de andar, por ser mais sensual. Aprende-se a olhar cada pedacinho do corpo com olhos de quem se gosta. Um dos maiores benefícios da Dança do Ventre é desenvolver a auto-estima.

O AUXÍLIO TERAPEUTICO

Na Dança do Ventre trabalha-se priorizando a região do ventre, região esta que somatiza as emoções inclusive as dores, raiva, medos e expectativas à medida que se trabalha os movimentos, estes repercutem no psíquico, mesmo que inconsciente. Uma das razões fundamentais para a melhora nos processos de baixa auto-estima e melancolia, pois os movimentos “despertam” toda a estrutura corporal. É fato que os relatos de melhora de casos como melancolia, pânico, depressão e baixa auto-estima devido à dança têm aumentado de maneira estupenda. Há relatos, mesmo informais, de mulheres que melhoraram consideravelmente após praticar a dança do ventre.

OBJETIVO

Desenvolver a dança do ventre como método terapêutico, fazendo com que a mulher entre em contato com sua feminilidade através da dança, com o propósito de recuperar ou exaltar ainda mais o seu poder pessoal, sua feminilidade tornado-se mais segura, mais forte e mais saudável.

Fonte de pesquisa: psicólogamichelle.net


O que a dança faz para sua saúde!!!

Benefícios da dança de saúde
Benefícios da dança de saúde

Dança traz benefícios à saúde física e mental. Dançar é um bom exercício e uma maneira divertida de manter a forma. Ballet, dança do ventre, salsa, dança de salão, hip hop, dança de quadrilha e sapateado diferentes estilos de dança.

A dança pode ser uma maneira de ficar em forma para as pessoas de todas as idades, formas e tamanhos. Possui uma vasta gama de benefícios físicos e mentais, incluindo:

  • Melhoria da condição do coração e pulmões
  • O aumento da força muscular, resistência e aptidão motora
  • O aumento da capacidade aeróbica
  • Melhoria tônus ??muscular e força
  • O controle de peso
  • Ossos mais fortes e redução do risco de osteoporose
  • Uma melhor coordenação, agilidade e flexibilidade
  • Melhor equilíbrio e consciência espacial
  • Aumento da confiança física
  • Melhora o funcionamento mental
  • Melhora o bem-estar geral e psicológico
  • Melhora a auto-confiança e auto-estima
  • Habilidades sociais melhores.


Como escolher um estilo de dança?
Ao escolher um estilo de dança, pergunte a si mesmo:

  • Eu quero dançar para melhorar minha forma física?
  • Estou tentando melhorar a minha flexibilidade e coordenação?
  • Você gosta de dançar rápido ou lento?
  • Eu quero dançar com um parceiro, ou por conta própria?
  • Eu quero participar de um grupo, ou ter aulas particulares?
  • Vou aproveitar competições, ou que eu quero dançar apenas para se divertir?


Tipos de dança:

  • Ballet - Realizada principalmente a música clássica, este estilo de dança se baseia na força, técnica e flexibilidade.
  • Dança de salão - Isso envolve uma série de estilos de dança com parceiros, como a valsa, balanço, fox-trot, rumba eo tango.
  • Dança do ventre - Originário do Oriente Médio, este estilo de dança é uma forma divertida de se exercitar.
  • Jazz - um estilo de dança de alta energia que envolve chutes e saltos.
  • Salsa - Envolve uma mistura de Caribe, da América Latina e influências africanas, salsa é normalmente um parceiro de dança e enfatiza ritmos e sensualidade.
  • Sapateado - Concentra-se em tempo e batidas. O nome origina-se os sons escutas feitas pelas pequenas placas de metal no lugar do dançarino tocam o chão.
Fonte de pesquisa: Academiagaviões24horas.com 

Ebook de Dança do Ventre: Grátis pelo site Central da Dança do Ventre!!

Sinopse
Quando você assiste uma boa apresentação de Dança do Ventre, ela te leva para outro lugar. Um lugar de sonhos, de encantamento, de suspensão da realidade.
Os gestos imprimem delicadeza no ar e a bailarina ao improvisar, traduz os sons em movimentos de forma repentina, natural e mágica.
 Até passa pela sua cabeça que talvez não seja improviso, pois está tão natural e belo, que parece não estar acontecendo tudo ali naquele breve instante.
 Aí quando você tenta improvisar, parece que toda aquela naturalidade e beleza que outrora você presenciou e se emocionou em cena não existe em seu corpo. O que ficou no lugar pra você são inúmeras dificuldades: “não consigo ouvir a música. Que passo devo usar agora? Não lembro de nenhum passo. Minha dança está repetitiva. Não consegui usar todos os movimentos que conheço. Será que as pessoas vão gostar da minha dança?”. E aí você começa até mesmo a se questionar: “será que vou conseguir improvisar lindamente um dia?”

 A gente entende seu dilema: vontade e dificuldade de improvisar.
Por isso você tem agora nas suas mãos este Ebook especial, elaborado pela bailarina Nesrine em parceria com o portal Central Dança do Ventre.

 Aproveite, e apaixone-se por si mesma!
Link:  http://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/livrosdanca-do-ventre/30/de-repente-a-dancadesmistifcando-o-improviso-na-danca-do-ventre/17172

Como organizar seu currículo de dança.

Na internet é fácil encontrar vários modelos e dicas de como fazer um, mas neste artigo as dicas são de como fazer um currículo específico para a área de Danças Árabes. 
Antes de saber o que colocar no currículo é importante se perguntar: em quais locais você precisa entregar currículos de Dança do Ventre? Ou seja, em quais situações é necessário entregar este currículo?
 Vejamos a seguir algumas destas situações:
-para um processo seletivo para dançar no exterior
-em processos avaliativos de selos de qualidade
-para dar aulas de DV em escolas/academias/centros culturais/ ou outros espaços
-para tornar-se bailarina em restaurantes ou casas de shows
-para divulgar no próprio site
-para conseguir verbas/patrocínios de eventos e espetáculos, principalmente junto a órgãos públicos 
-entre outros.

 E agora sabendo onde entregar, o que devo colocar no currículo?
Algumas informações são comuns aos currículos de outras áreas, como Dados Pessoais, Formação acadêmica, entre outros. Mas há outros aspectos que precisam ser enfatizados no currículo de Dança do Ventre como locais onde se apresentou, títulos que já adquiriu, organização de eventos, entre outros. Confira abaixo:
 No topo coloque seus Dados Pessoais: Nome, Endereço, Telefone, Email, Site.

Logo abaixo coloque sua Formação Acadêmica, como Graduação e Pós graduação. Ainda que não tenham relação com a Dança do Ventre é importante informar. Não há necessidade de colocar a escolaridade antes da graduação, como por exemplo as escolas que estudou no ensino fundamental e no ensino médio.
 Em Estudos de Corpo/Arte/Dança coloque quais estudos já realizou na área de Dança, mas que não sejam de Dança do Ventre; podem ser de teatro, mímica, educação corporal, educação somática, entre outros.
Na parte de Estudos de Dança do Ventre, você vai escrever as aulas que já fez (particulares ou em grupo), os workshops que já participou, ou seja, de onde vêm seus conhecimentos da área de Dança do Ventre.
A sessão de Experiência Profissional está dividida em etapas, já que no caso da Dança do Ventre esta experiência costuma englobar diferentes atividades como organizar eventos, ministrar aulas e workshops, realizar shows e participar como jurada.
 Coloque nomes dos locais (escolas, academias, centros culturais, projetos) e datas em que ministrou aulas e workshops. Quanto aos shows, escreva os principais locais onde se apresentou. Não precisa colocar todas as apresentações que já realizou, apenas os principais, como por exemplo em grandes eventos, reconhecidos restaurantes e casas de chá, e por aí vai.
 Quais eventos você já organizou? Festivais, Workshoos, Festa de alunas, etc. Coloque todos nesta sessão.
 Escreva em quais eventos já teve Participação como jurada, e quais títulos e prêmios já recebeu na Dança do Ventre em concursos ou outra atribuições.
 Na sessão Selos de qualidade, cite quais selos de quailidade já conquistou na Dança do Ventre, sejam no Brasil ou no exterior.
 Lembre-se também de mencionar quais alunas/alunos seus já foram premiados com coreografias suas: coloque nome do grupo e do evento onde ocorreu a premiação.
 Bom, e além de dançar, dar aulas, ser jurada e organizar eventos, você já pode ter escrito e publicado sobre o tema, não é? Então escreva em Publicações tudo que já escreveu sobre Dança do Ventre e já publicou em diferentes mídias, sejam elas da área ou não, sejam mídias digitais ou impressas, acadêmicas ou não.
Fonte de pesquisa: centraldançadoventre.com

domingo, 31 de agosto de 2014

Momentos de Dança!!

Trajetória da Dança do Ventre no Brasil.

Nós, alunas, nem sempre conhecemos o trajeto da dança em terras brasileiras. Por isso, nada melhor do que lembrar de alguns fatos e pessoas fundamentais para escrever esta história. A dança do ventre foi trazida para cá no final do século XIX pelos árabes, originários principalmente da Síria e do Líbano. A partir de 1950, uma nova leva de imigrantes veio para o Brasil, fugidos das guerras civis que assolavam seus países de origem. Muitos se concentraram em São Paulo, enquanto uma parte foi para a região Norte ou para a Sul.
Em meados dos anos 70, restaurantes frequentados principalmente por pessoas da colônia, como o Porta Aberta, Semíramis, Bier Maza, e o Clube Homs- todos em São Paulo- começaram a ter apresentações. Em geral, as bailarinas dançavam com um pequeno grupo de instrumentistas de alaúde, daff e derbake. Depois, o violino e o mejwiz (instrumento composto de duas flautas de bambu interligadas) foram adicionados às bandas que tocavam ao vivo.
Parte da repercussão da música árabe em terras brasileiras ocorreu com o grupo de Wadih Cury, pioneiro no uso do alaúde por aqui. Também colaboraram Fuad Haidamus, ágil no derbake e no daff, e Nabil Nagi, apesar de também tocar alaúde foi um dos primeiros a usar violinos nas canções tocadas aqui. Nesta época, eram as bailarinas Shahrazad , Samira Samia, Rita, Selma, Mileidy, Zeina e Zuleika Pinho, que acompanhavam os músicos nas apresentações. 


Em 1982, Jorge Sabongi abriu a Khan El Khalili, que existe até hoje, no bairro da Aclimação, em São Paulo. Dois anos depois, a casa de chá já tinha apresentações e logo estava oferecendo aulas e materiais de estudo da dança, colaborando com a sua popularização. O principal destaque da casa foi a bailarina e professora Lulu Sabongi, uma das primeiras a produzir vídeos didáticos – fundamentais para todas nós, alunas e professoras, desenvolvermos nossas técnicas. Outra família que colaborou com a difusão da música e da dança foi a dos Mouzayek, que tocava nas apresentações, gravava músicas e levam, até hoje, a Casa Árabe, loja com artigos de dança no centro da capital paulista. Hoje, o principal destaque da família é o cantor Tony Mouzayek e banda, que faz sucesso no Brasil e no exterior.
Nos anos 90, a dança já estava bem difundida e surgiram cada vez mais escolas, como a rede de escolas Luxor e eventos como o Mercado Persa, criado por Samira Samia (aquela mesma que dançava nos restaurantes) e organizado por sua filha Shalimar Mattar, é visitado anualmente por aulas e professoras de diversos estados. Neste percurso, a dança passou por transformações e adaptações, adquirindo novas técnicas e estilos.´
Fonte de pesquisa: Cadernos de dança.



Kawala

A kawala (kawal) é uma flauta egípcia alongada com 6 furos. O tamanho pode variar em até nove vezes, assim como os nomes dados e os tons que ela é capaz de produzir, mas normalmente seu som é longo, lento e linear. Feita de bambú, costuma ser usada em música folclórica e turca e aparece em muitos taksins. Por isso, é recomendável que a bailarina dance com movimentos lentos, alongados e, de preferência, que faça bastante ondulações.
Você pode brincar lentamente alongando o corpo e executando passos com braços abertos e até mesmo dançar ajoelhada no chão. Se precisar de inspiração, pense na reverência aos deuses do céu e não esqueça da instrospecção. Colocar-se no lugar da cobra enfeitiçada pelo som da flauta e se movimentar sinuosamente a cada sopro que o músico dá neste instrumento é uma boa maneira de seguir o som da kawala.
Batidas, shimmies e marcações fortes não combinam com este instrumento, mesmo que ele seja tocado de forma mais acelerada e apareça durante um derbake. Ao ouvir a kawala, é a hora certa para mostrar o domínio dos movimentos ondulatórios.
Fonte de pesquisa: Cadernos de dança.

Nay

Diversas flautas usadas nas músicas árabes, cada qual com uma característica própria.


Outro instrumento de sopro muito utilizado é o Nay, também chamado de Nai, Ney, Nye e Tuiduk di gagri.
É da família das flautas e, em persa, significa palheta.
Dizem que em algumas regiões, como na Turquia, este é o principal instrumento da música clássica e pode ser até o único de sopro.
Por isso, estima-se que seja bastante antigo. Há registros em desenhos egípcios que remontam ao século III a.C. . Também é usado em músicas populares, folclóricas e em rituais, como os dos povos sufis, desvishes.
É formado por um bastão com um furo para o polegar e outros seis para os outros dedos, lembrando uma flauta doce. Na ponta, uma boqueira, em geral feita com ossos de animais.
Pode ser feito com bambus, metal ou plástico. Existem nays de diversos tamanhos e cada um possui um nome especial. Na nossa pesquisa encontramos: olahenk, davut, sah, mansur, kizneyi, müstahsen e sipürde.
Assim como a Kawala, produz um som longo e lento. Por isso, se você identificá-lo em uma música, aproveite para explorar as suas melhores ondulações, variando a velocidade conforme o músico estiver tocando.
Lembre-se de que as ondulações podem partir do quadril, tronco e também dos braços e das mãos. Também é possível fazer dança de chão enquanto você ouve este som tão doce e, ao mesmo tempo, melancólico.
Fonte de pesquisa: Cadernos de dança.

Albogue ou Albogón.

Albogue ou albogón (também chamado de albokaris ou albokas) é um instrumento de sopro antigo, de provável origem asiática e seu nome vem do termo “al-booq”.
Usado na Europa desde a ocupação moura, passou pelo Renascimento com variedades de tamanhos e sonoridades. Tornou-se típico da região da Espanha, em especial, nas festas de regiões rurais.
Conforme foi adaptando-se às culturas e regiões, passou a receber outros nomes. Porém, em qualquer uma dessas, sua estrutura básica é a mesma: um tubo de madeira em forma de cone, com aproximadamente 10 cm e de 5 a 7  furinhos, que lembram os da flauta doce. Para tocar é necessário soprar uma embocadura que possui duas linguetas.
Diz-se que era usado como baixo nos concertos e que seu som é

semelhante a chamada “gaita galega”, embora as pesquisas sobre ele indiquem que ora é semelhante a uma corneta, ora a um sax.
Gostou? O estudioso Mariano Barrenechea escreveu “Alboka, entorno folklórico”, um livro que descreve como construir um instrumento deste e como ornamentá-lo.


Fonte de pesquisa: Cadernos de dança

Ritmo Rush

Em todos os ritmos que estudamos encontramos o famoso “floreado”, modo que o derbakista pode brincar com a base de um ritmo puro. Muitas vezes é isso que dificulta o reconhecimento do ritmo quando escutamos uma música, mas nada como ouvir muito para saber diferenciar.
Pensando nisso, fomos pesquisar se existia o floreado puro. E existe. Ele chama RUSH. Sem contagem alguma e com aceleração ao gosto do derbakista, este floreio natural causa grande impacto na música. É aqui que o entrosamento entre bailarina e músico é revelado. Se não há sincronia, fica horrível.
A ideia é que a bailarina toque com o corpo o que está ouvindo e normalmente o que aparece do som do derbakista é o seguinte:
Tarrrrrrrrrrrrrrrrrrrr….Karrrrrrrrrrrrr….
Sem a presência do Dum, é mais uma brincadeira do músico.
Se você acha que nunca ouviu, procure por músicas, em especiais os derbakes, que terminam com os famosos tremidinhos do derbake. Eis o rush.
Dica de passos? Tremidinhos, tremidinhos, tremidinhos….muito bom para soltar o quadril.
Fonte de pesquisa: Cadernos de dança.



Como montar uma coreografia clássica.

Pois é, cedo ou tarde quem faz dança do ventre depara-se com este enigma. O desafio, porém, não é nenhum bicho de sete cabeças e não é necessário ter anos e anos de experiência para montar uma coreografia dessas. É claro que a experiência colabora com uma dança mais limpa, variedades de passos e técnicas apuradas. Existem algumas regrinhas bem simples que facilitam muito. Lápis e papel na mão e vamos lá:
1) Introdução
Escolha uma música da sua preferência, que você goste e que se sinta bem ouvindo, pois você irá escutá-la diversas vezes.
2) Roteiro
No primeiro momento ouça a música para montar um roteiro de deslocamento. Ou seja, faça um desenho do caminho que você pretende percorrer, onde pretende parar, quando voltará a se deslocar e para que direção irá fazer a finalização. Faça um esforço, você vai cair na tentação de ficar criando passinhos e movimentos que combinem com a música. Mas essa é outra etapa.
Aproveite este momento para decidir se você irá usar algum acessório na entrada, qual será ele e quando você irá deixá-lo.  Lembre-se de pensar no seu público. Já falamos aqui nas videotecas sobre os públicos de palco (em três direções) e os de salões (quatro direções).  Use estes exemplos para decidir como irá  se movimentar e chamar a atenção da plateia.
2) Mapeamento da música
Feito tudo isso, pare para estudar a música. Você deve fazer uma análise muito atenta dos ritmos utilizados, em que momentos há transições e localizar as paradas mais fortes e taqsins. Para isso você deve estar com o ouvido afiado. Claro que alguns ritmos são fáceis de confundir, por isso, pesquise. Os ritmos aqui do Cadernos com certeza vão ajudar você nessa missão.
3) Aplicar mapeamento ao roteiro
Agora que você já sabe a ordem em que os ritmos aparecem, suas características e a melodia da música veja como isso tudo se encaixa no seu roteiro de deslocamento. Em que trecho você vai estar se deslocando? Quando você planejou ficar parada, qual é o ritmo? Será que não é melhor optar por parar de se deslocar em outro ritmo? Pense em todos os detalhes, pois já está chegando ao final!
4) Movimentos e sequências
Finalmente, depois de estudar muito bem a música e o seu espaço, é hora de pensar nos passos. Comece pensando nos ritmos, eles sempre trazem consigo uma série de passos que podem ser utilizados. Saidi, por exemplo, chama batidas de quadril fortes e acentuadas, básico egípcio. O Malfuf, por sua vez, pede passos de deslocamento rápido, como caminhadinhas e passeio no bosque. Depois, pense em sequências-chave para os principais momentos.
Você não precisa coreografar uma música clássica inteira. Prepare-se bem, não perca o ritmo e deixe-se levar pela melodia e ritmo para improvisar. O clássico também exige isso da bailarina: dançar com o coração.
Faça o máximo para não trocar de música durante todo esse processo, mas se você se cansar, não se desespere. Muitas coisas podem ser aproveitadas na sua próxima escolha. Com este modelinho você será capaz de montar uma coreografia simples e bonita de clássico. Agora é a sua vez de lembrar do seu repertório de passos para criar algo elaborado e diferente.
*** Colaborou com este post:  Samra Hanan – Graduada em educação física. É professora de educação física e dança do ventre. Pós-graduada em dança e idealizadora do Grupo Simbiose.