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sábado, 18 de dezembro de 2010

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Diani Bellydance Bianchi

Criar seu atalho

domingo, 21 de novembro de 2010

Hábitos alimentares dos mulçumanos!!

Os hábitos alimentares dos mulçumanos são restritos pelas leis do Alcorão: a bebida alcoólica não é permitida, assim como a carne de porco pois ele é um considerado um animal impuro. Desta forma o consumo de carne de carneiro é predominante entre eles.
Durante as comemorações religiosas, como o Ramadã, o jejum é rigoroso e até mais longo do que o dos judeus. Não se pode comer e beber durante o dia. As refeições noturnas, então, são um banquete. Já os árabes cristãos seguem hábitos alimentares ocidentais, sem restrições.
Entre os árabes é costume se servirem de um café da manhã farto, que inclui pão com ovos, frutos e vegetais frescos, mel, nozes ou iogurte.
As refeições são verdadeiros rituais, demoram-se a mesa, que apresenta uma grande variedade de pratos servidos em pequenas porções. São os mezzés, ou antepastos árabes, sempre acompanhados de pão pita e áraque, bebida típica à base de anis. Em seguida vem os doces e por fim café árabe ou chá preto com hortelã.
Eles adoram receber, em todos os lares enquanto a mesa estiver posta, as portas das casas permanecem abertas. Todos que chegam são convidados a se sentar. Segundo a tradição a mesa deve conter ao menos o dobro da quantidade de iguarias suficientes para alimentar os convidados. Esses, por sua vez, devem comer mais do que o habitual para demonstrar satisfação e agradecer a hospitalidade.

Fonte de pesquisa:
http://www.tendarabe.hpg.ig.com.br/culinaria/costumes.htm

Os Árabes – Identidade e História.

Com os acontecimentos de 11 de setembro em 2001 e desde a ocupação americana no Afeganistão em 2002 e logo após a ocupação do Iraque em 2003 , os Americanos e Britânicos anunciaram uma guerra contra o que chamam de “Terrorismo Islâmico”, colocando os árabes no centro das atenções da mídia internacional. Desde então os meios de comunicação de todo o mundo iniciaram uma inundação de notícias, estudos e artigos sobre o mundo árabe e os muçulmanos, nos quais, em sua maioria, não havia credibilidade alguma, gerando preconceito quanto a tudo que é árabe e mulçumano.

Neste artigo esclareceremos de forma resumida a história árabe como nacionalismo, e a história islâmica como religião, para podermos responder as seguintes questões:

- Quem são os árabes?
- Quem são os muçulmanos?
- O Porquê da sobreposição dos termos “árabes” e “muçulmanos”?

Os árabes são um ramo dos povos semíticos que habitavam a península arábica, a qual compreende atualmente os países , Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Omã e Iêmen.
Considerando os estudos anteriores da história árabe, a questão mais difícil que opuseram a ambos os historiadores e pesquisadores ocidentais e árabes foi a escassez de vestígios históricos deixados devido a natureza de suas vidas, caracterizada pela instabilidade típica de nômades convivendo com as dificuldades próprias do deserto, areias e ventos. Marcos de civilização deixada para trás, ou que se supõe ter sido deixada, não puderam ser encontrados, por isto permanecem grandes e muitas lacunas na história árabe antiga , impossibilitando até os dias de hoje um esclarecimento maior, o que tem dificultado maiores avanços de historiadores e pesquisadores no estudo da história árabe antiga até o aparecimento do Islamismo no Golfo Árabe.
Mas a maioria dos historiadores remota a origem dos árabes a “Sem, filho de Noé” do qual descendem todos os povos semitas entre eles Abraão Al-Khalil e seu filho Ismael e sua descendência, incluindo o profeta dos muçulmanos, Maomé (Muhammad). Eles teriam habitado o Golfo árabe como grupos independentes uns dos outros, sendo atribuido a cada grupo pelo grau de parentesco o título de “Tribo” (Clã). A geografia e fatores naturais da península árabe exerceram grande impacto na formação das tribos árabes e no modo em que viviam e no modo que se relacionava com povos de outras civilizações.
Cientistas e Orientalistas estudaram a origem da palavra “Árabe” e seu significado nas línguas semíticas , em suas pesquisas nos escritos dos quais se desconhece a origem “do período pré islâmico” e em escritos Assírios, Babilônicos, Gregos e Romanos. O texto mais antigo que cita a palavra “Árabe” é dos escritos assírios dos dias do Rei Shalmanassur III , aparentemente a pronúncia “Arab” para eles significava “Principado” ou “Capitania” nos desertos que circundavam a assíria, e eram governados pelo emir que era considerado “Rei”. A palavra “Árabe” Também aparece nas escrituras da babilônia como “Matu Arabai”, o significado da palavra “Matu”, na língua babilônica era “Terra”, o que seria então, “Terra Árabe”. No livro de Behiston sobre “Dario” da persa, a palavra aparece como “Arabaya”, na versão persa escrito na língua conjectural, também aparece a pronúncia “arbaya” nos textos escritos pelo povo alsus (susiana), a língua de Elam, portanto a palavra “blad Alorub” ( País dos Árabes ) para Babilônios, Persas e Assírios fazia referencia à região do deserto a oeste do Rio Eufrates até os limites do Levante. O motivo que levou a região a esta denominação se deu ao fato dos árabes a habitarem e estavam em contato direto com essas civilizações pela proximidade geográfica com os Babilônicos, Assírios e Persas.
Enquanto isso os habitantes da península arábica viviam praticamente isolados devido às condições climáticas e a realidade do deserto, o que impediu que invasores avançassem por suas terras. Estes fatores também impediram as tribos árabes da península de manterem ligação mais forte com povos de outras civilizações.
O primeiro a citar os árabes entre os gregos foi Ésquilo 456-505 a.C., seguido pelo Heródoto 425 – 484 a. C., que denominou “Arabae” todos os grupos desde o Levante, Península Arábica, as terras situadas a leste do Rio Nilo e do deserto do Sinai, o que significa que incluiu todos os árabes, em seus diferentes dialetos, sobre a mesma denominação.
A região da Península Arábica Compreende praticamente a parte sul oriental do continente asiático, e se estende por uma vasta região onde predomina o deserto arenoso , sem rios ou fontes de água que podia ser escassa por anos em certas regiões. Com exceção da região sudoeste da península arábica, chamada atualmente de “Iêmen”e onde existem vales e oásis possibilitando o desenvolvimento fixo de algumas “tribos”, tais regiões receberam a denominação de “Hedrie”. Portanto para a maioria dos árabes antigos era impraticável viver de forma fixa e dedicar-se à agricultura, com isso o pastoreio nômade foi praticamente a única forma de sobrevivência, ainda assim suscetíveis às intempéries do deserto e nuvens de gafanhotos que os obrigavam a buscarem constantemente lugares onde havia melhor condições para criar seus escassos rebanhos. Todos estes fatores geográficos e climáticos levaram algumas tribos a emigrar para a região do Iraque e do Levante, demais tribos mantinham relações extremamente difíceis concorrendo por melhores regiões e pastagens, acabando por muitas vezes gerar sangrentos conflitos, invasões e saques. Tudo isto prejudicou o desenvolvimento econômico da região então frágil e primitiva, Prevalecendo assim a força dos laços tribais e a ausência de um governo político-social mais organizado, o que prejudicou o fortalecimento das relações entre a população dos que viviam na península arábica e outras civilizações e inclusive árabes em outras regiões, salvo algumas trocas comerciais com as terras de Damasco (Bilad Al Sham) que agora compreende a síria, Líbano, Jordânia e Palestina.
As manifestações religiosas das tribos da península baseavam-se praticamente na adoração de ídolos então presentes na “Caaba” que se supõe ter sido construída por Abraão (Ibrahim AL Khalil), além da disseminação de pequenas comunidades cristãs e judaicas pela península arábica, antes do aparecimento do Islamismo.
No ano de 610 d.c, aconteceu a virada histórica na vida dos árabes, ano em que o profeta Maomé (Muhammad) iniciou seu chamado ao islamismo e converteu os árabes a uma nova religião , que se espalhou rapidamente além dos limites da península arábica, para o Levante e o Iraque, região até então dominada pelo Império Bizantino, tornando Damasco a capital de todo o mundo Islâmico, e assim, aumentando mais tarde ainda mais suas conquistas para o ocidente e o oriente durante o califado dos Omíadas.
Em apenas um século a religião Islâmica se estendeu pela Península Ibérica, Norte da África e África Central, todo o Oriente Médio e Ásia Central, anunciando o surgimento de um Estado e uma Civilização Árabe-Islâmica, que compreendia muitos outros povos e nações não árabes.
Esta nova civilização foi capaz de alcançar significativas realizações que contribuíram definitivamente para o desenvolvimento humano em geral em variadas áreas da arte, filosofia, medicina, astronomia, matemática, física e navegação, além de prestar grandes serviços à humanidade como a preservação da cultura grega, romana e bizantina, conservando importantes escritos muitos deles traduzidos para a língua árabe, graças a isso não se perderam ou desapareceram para sempre, fato reconhecido por muitos historiadores e estudiosos ocidentais contemporâneos.
Também é fato marcante na história da civilização árabe islâmica a contribuição com a evolução da sociedade européia principalmente na Idade Média, quando o continente vivia na obscuridade do pensamento. Mas a permanência do governo árabe na Espanha que durou por volta de 800 anos, e tornou a região um centro de radiação científica, possibilitando alcançar realizações científicas e contemporâneas, sendo fator importantíssimo para desencadear o renascimento da Europa.
A prosperidade e coesão do Estado árabe e Islâmico não durariam muito, devido a fragmentação e sucessão de governos que ocasionou a perda do controle dos estados, e conseqüente enfraquecimento e desmoronamento, situação agravada pela invasão de Mongóis e Francos e posteriormente o domínio dos Otomanos que perdurou de 1514 a 1918, até a 1ª guerra mundial. A decadência deste império foi influenciada principalmente pela França e Inglaterra; Em 1920 esses mesmos dois países mais a Itália haviam ocupado e dividido os países árabes em pequenos estados. Após a II Guerra mundial, foi diminuída a influência da França e Inglaterra no mundo, em especial no oriente médio, e o surgimento de novas grandes potências, os EUA e a União Soviética, que ocasionou a independência dos estados árabes e sua divisão em 22 países, desde o golfo árabe até o Oceano atlântico.
Portanto, os árabes hoje são os cidadãos destes 22 países, que falam a mesma língua – o árabe – e são socialmente e culturalmente compatíveis, partilham o mesmo patrimônio histórico, cultural e as mesmas tradições, mas mantendo suas individualidades e tradições locais distintas. Mas os habitantes dos 22 países árabes não são necessariamente da mesma etnia árabe que nasceu na Península Arábica, e nem todos são muçulmano, existindo importantes grupos de Judeus e Cristãos árabes.
O arabismo é a afiliação de vários povos determinada pelo movimento de nacionalismo fortalecido por uma língua em comum e compatibilidades sociais e culturais que os une harmoniosamente, mesmo sendo de 22 países diferentes contendo grande diversidade de etnias.
Os muçulmanos são os seguidores do islamismo, independentemente de sua origem ou nacionalidade, portanto, ser árabe não significa necessariamente ser muçulmano, e ser muçulmano não significa necessariamente ser árabe. Alem disso, ser árabe não implica em abandonar a origem nacional patriótica, sendo possível ser árabe libanês, sírio ou egípcio etc.




Dança das Moedas com Dança da Lamparina - Jhade Shams

Dança das moedas!!!!

Olha gente, achei um texto interessante sobre a dança das moedas, realmente nunca tinha visto algo a respeito, deixe seus comentários por aqui!!!beijos.

Dança das Moedas

Se você é bailarina, por acaso já ouviu a pergunta: "Você gira a moeda na barriga?". Se você é admirador (a) da dança do ventre, já não lhe ocorreu o pensamento de que uma dançarina consegue virar uma moeda na barriga várias vezes?

Pesquisei muito sobre a famosa dança das moedas. Em algumas fontes de pesquisa, descobri que na realidade, não se trata de uma dança e sim de um costume antigo de mostrar a habilidade de virar uma ou mais moedas na barriga. Mulheres dirigiam-se até praças públicas e lá ficavam girando moedas sobre a barriga para ganhar ouro para seu dote de casamento.

Atualmente é raro assistirmos uma apresentação de dança com moedas, pois esta exije um trabalho abdominal intenso. Para a execução dessa dança a bailarina deve posicionar-se semi-reclinada no chão, com a barriga para cima.

Dicas:

É necessário treino diário com acompanhamento de uma profissional para fortalecer a musculatura abdominal;

Não se deve tentar mover a moeda com ondulações e sim com encaixe e desencaixe pélvicos, com a dobra da cintura formando uma "vala", onde as moedas irão subir e descer;

Para dar charme à execução dessa dança, utilize moedas antigas. Você pode adquiri-las facilmente em feiras de antiguidades;

Muito cuidado ao executar essa dança para não tornar-se vulgar. Por isso escolha bem o local e o tipo de público;

Entre em cena com um chadôr e coloque suas moedas em um saquinho da cor da sua roupa. Após posicionar-se, retire as moedas e faça sua apresentação.

Fonte de pesquisa: http://www.kaamilahdancadoventre.com/danca_moedas.
 

Neon (NYC) - belly dance - bellydance

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vídeos que amo!!!

Olha gente, coloquei uma sequência de vídeos que adoro, espero que vocês gostem!!!!!
Deixem seus comentários!!!
beijinhos a todos!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

Mais um texto de Luana Mello (ameiiiii)!!!!!!!!!!!!!!

Hoje, mais uma vez, tive que ouvir de uma Dançarina do Ventre (das conhecidas), frasesinhas clichês como aquelas que sempre ouvimos. Me irritei muito, muito mesmo, pois é por causa desse comodismo ridículo que paira na educação da Dança do Ventre que nós não saímos do nicho e todos os meios de arte nos marginalizam.

E nos marginalizam com razão, por que eles levam sua arte a sério e nós ficamos aqui brincando de ser bailarina, brincando de ser professora, brincando de ser dona de escola. É como eu sempre digo, dizer que é bailarina é fácil todo mundo quer dizer que é... Agora arregaçar as mangas e ser bailarina de verdade ninguém quer por que dá muita preguiça.

Já deixo mais uma vez bem claro que eu tô fora desse ponto de vista. Quando alguém fizer alguma observação tão medíocre como essas que transcrevo abaixo, já aviso que discordo horrores.

Pra mim Dança do Ventre é profissão, é coisa séria e eu quero tudo do melhor sempre. Eu quero sempre dar meu máximo e quero sempre fazer o mais bem feito possível. Sou contra quem pensa que o mais ou menos basta.

A Dança do Ventre tem potêncial para ser beeeeem mais do que é, basta a nossa classe deixar de ser preguiçosa e valorizar mais os louros do que os ensaios. Minhas respostas bem mal-educadas estão em vermelho:

1. "Nããão, pra dança do ventre não se precisa de coreografia. O certo mesmo é fazer meio a meio... O improviso é uma arte!"
R: Isso mesmo, continue improvisando e fazendo tudo mais ou menos em cima do palco. Pra que coreografar né? Que bobagem... Provavelmente quem inventou a coreografia (ciência obrigatória em todas as danças sérias) não tinha mais o que fazer!!
O certo mesmo é ouvir a música centenas de vezes, dar umas dançadinhas e subir no palco mais ou menos preparada. Melhor ainda é fazer o público sair de casa pra ver vc improvisar e dar umas 'erradinhas'. Oooora mas o que que tem errar um pouquinho? Ninguém percebe...
O improviso é sim uma técnica estudada há séculos por todas as grandes artes, mas isso que aprendemos na Dança do Ventre está looonge de ser improviso, é na verdade uma mistura de preguiça com ignorância e total falta de respeito pelo que se faz.

2. "Ensaiar todos os dias também não é necessário, por que dança do ventre 'não é ballet', não precisamos dançar até os pés sangrarem!"
R: Mais uma pérola abençoada! É por isso que Dança do Ventre é essa meleca, por que as pessoas não pensam em ir além e acham que o que existe já está bom. Ninguém quer ultrapassar limites nem descobrir até onde a capacidade da Dança do Ventre vai. Se contentam em dançar um tiquinho por dia, sem disciplina nem seriedade e acham que já está bom...
Continue assim e sua dança será sempre mediana e igual a todas as outras que existem por aí. Se vc quer ser igual a todo mundo continue tratando a dança com essa irresponsabilidade. Assim você ajuda a manter a Dança do Ventre no último lugar do ranking do profissionalismo.

3. "Bailarina de Dança do Ventre não precisa estar em forma, isso é pras outras danças. E além do mais estar acima do peso nem prejudica nossas articulações por que nós não temos movimentos tão difíceis..."
R: Isso, a bailarina trabalha com o corpo e não precisa ser um exemplo de saúde!! Eu defendo isso por que sou neurótica e fútil, sim sim... Pra que manter seus músculos fortes e sadios? Pra que balancear bem sua alimentação??
Sabe o que isso quer dizer? Que vc não leva a Dança do Ventre a sério. Quem defende que a profissional de Dança do Ventre pode estar fora de forma, assina embaixo que acha que a Dança do Ventre não merece seu esforço.
Além do que a informação de que a gordura abdominal é muito perigosa e pode até matar, ainda não chegou no meio árabe!
Chega dessa falta de senso, dessa falta de comprometimento e dessa falta de entender que profissionais são pessoas que levam sua arte a sério. Você NÃO é profissional de não faz tudo com profissionalismo.
Será que sou eu que sou comprometida demais? Sou eu que estou louca quando digo que não vou me contentar com nada mais ou menos? E saibam que esse meu lado crítico, começa no meu trabalho, na minha dança.
É uma falta de respeito absurda fazer o público sair da sua casa para uma dança mais ou menos... Por isso a imprensa e os meios de comunicação não se interessam pela nossa dança. Já viu por um acaso os shows do nosso meio sendo anunciados nos guias de arte? Não né? Pois é... Já viu um de nossos shows ter um público que não fosse composto por alunas, professoras, bailarinas, parentes ou namorados??? Também não né?

Por que será???
 
Texto da bailarina Luana Mello.
 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um texto muito bacana da Luana Mello(assino embaixo e concordo plenamente)!!!!

Humildade passa longe quando o assunto é auto promoção no mundinho Bellydance, adjetivos exagerados nunca são economizados. Haja ego... Quase toda divulgação vem da 'melhor bailarina do mundo', ou no mínimo, da cidade! Vejam se essas frases não soam familiares aos seus ouvidos:
"A bailarina Fulana de Tal, que é a melhor bailarina de Tal Lugar, se apresentou no Maior Evento do Mundo!" Quem deu o título de melhor bailarina a gente não sabe, mas também não importa se ela tá pagando pra dançar no 'maior evento' do mundo!

"A grande bailarina Cicrana e o grande cantor Beltrano, vão fazer um incrível show no maravilhoso restaurante Blablablá!" Por que não apenas: A bailarina Cicrana e o cantor Beltrano, farão um show no restaurante Blablabla?

"A Grande Mestra..." Além de mestra é grande? Quem disse pra ela que ela é Mestra? Que Mestrado ela fez? Que tese defendeu? Precisa mesmo de tudo isso?

"Bailarina Internacional!" Meia dúzia de shows fora do país (alguns beeem duvidosos) bastam para que a palavra internacional apareça no seu currículo? Se fosse internacional mesmo minha nega, nem precisava bradar, tava todo dia lá no People+Arts... 'Prêmios Internacionais' então me dão crises de riso, principalmente quando não passam de certificados de participação.

Mestras, Divas, Deusas, Internacionais, Incríveis, Apareceu na Novela, No Programa da Luciana Gimenez, Melhor, Grande, Principal, Única, só na Dança do Ventre é que a gente vê essas barbaridades. Sabem o que um bailarino tem que ralar pra sonhar com o título de Mestre? E esse povo ainda não entende por que a Dança do Ventre é motivo de chacota... É cafonice demais! Em pouco tempo estaremos superando os argentinos e suas bailarinas Princesas. É uó do borogodó mesmo...
E na hora que sobe no palco, precisa fazer um auê danado por que de dança mesmo não tem muita coisa pra mostrar.

Texto da bailarina Luana Mello.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estilos ensinados nas escolas de dança!!!


Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:

* Dança do Ventre - Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;

* Dança do Ventre - Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;

* Dança do Ventre - Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.



http://www.dancealmha.com/danca-do-ventre.htm



Mais um texto interessante sobre a dança do ventre!!!


Dança do Ventre

Quando se pensa em dança do ventre, a primeira imagem que vem à cabeça é a daquelas mulheres vestidas com trajes estonteantes e que fazem incríveis movimentos sinuosos com o corpo. Que homem resiste? Verdade, só que se você acha que esta dança é apenas um exercício de sensualidade, saiba que esta qualidade é apenas um dos inúmeros benefícios que a dança do ventre traz - e não é nem de longe o maior.
Cálculos do departamento de Medicina do Esporte da Escola Paulista de Medicina revelam que uma hora de dança do ventre queima cerca de 300 calorias. Está aí uma opção para quem tem horror a malhar nas academias. Silhueta mais feminina, bumbum durinho, braços alongados e coxas mais grossas são algumas das vantagens da dança. Isso sem contar a injeção de auto-estima e alguns benefícios fisiológicos. Quer mais? Veja o que a dança do ventre pode fazer por você!!!

De onde veio

Existem inúmeras versões sobre a origem da dança do ventre e nenhuma delas apresenta provas convincentes o bastante. No entanto, há um certo consenso em relação à hipótese mais provável. Suas raízes estariam nos cultos antigos à grande Deusa, geradora do universo e adorada pelos povos da Antigüidade. A dança reproduzia os movimentos de criação do mundo.
As datas são bem imprecisas. Os rituais teriam se iniciado por volta de 7 mil anos a.C. Há registros na Índia, Mesopotâmia, Fenícia, Grécia, Pérsia e Egito, este último considerado o berço da dança. Os árabes que invadiram este país teriam sido os responsáveis pela divulgação mundial. Outra função atribuída à dança é a preparação da região pélvica para a gravidez e o parto. Afinal, naquela época, nem se ouvia falar em cesariana e anestesias. A dança ganhou, pouco tempo depois, caráter de diversão, o qual permanece até os dias de hoje.
Mas, se você pensar nesta dança apenas como espetáculo de sedução, vai perder a melhor parte do show.

Corpo de violão

Qualquer pessoa pode praticar dança do ventre. Não há restrição de idade, nem limitação física, exceto por problemas mais graves de coluna. Para as crianças, aconselha-se começar esta dança a partir dos 9 anos. Gestantes podem dançar normalmente, desde que a gravidez não seja de risco. A roupa é indispensável para as apresentações. A composição básica é formada por bustiê, cinturão, saia longa, com ou sem abertura nas pernas, e véu.
Depois de pouco tempo de prática, já dá para sentir as diferenças. A técnica modela o corpo, afina a cintura da mulher, arredonda os quadris e enrijece pernas e braços. Os movimentos ondulatórios alongam a musculatura lateral e afinam a cintura. A mulher fica mais curvilínea. Já as batidas de quadril trazem uma série de outros benefícios: enrijecimento muscular em várias partes do corpo, como no abdome, centro energético da dança; nas coxas porque elas dão contrair a musculatura glútea.
Os passos executados com os braços e com a manipulação do véu ampliam o movimento do ombro e alongam a musculatura peitoral. Por tudo isso, a dança do ventre é um excelente exercício de resistência muscular localizada. Haja fôlego! Para quem pensou que era moleza, note que esta dança já entrou no páreo com as aulas de ginástica.

Abaixo o mito da barriga!

As professoras de dança do ventre se arrepiam ao ouvirem falar que a dança do ventre dá barriga. Criou-se este mito porque qualquer pessoa pode praticar, até mesmo as mais descuidadas com a forma física; daí o fato de o público pensar que esta dança deixa as gordinhas com uns quilos a mais, porém existe uma dose de verdade nisso, mas a dança não é a responsável e, sim, quem a pratica. Quando você joga o bumbum para trás, acaba forçando a coluna. Esta postura errada causa dores lombares e facilita o acúmulo de gordura no baixo ventre. Então, é só seguir as regras e acertar o encaixe no quadril para não ter surpresas depois.
Por isso é muito importante procurar uma profissional no assunto, que tenha anos de experiência com aulas e danças que saiba lhe ensinar as técnicas corretas para não prejudicar seu desempenho artístico e corporal.

Dança terapêutica

Não se pode esquecer do tratamento interno da dança do ventre. Para muitas dançarinas, ela é um verdadeiro exercício de relaxamento e autoconhecimento, como nas demais técnicas orientais, como a yoga. Para as mulheres com distúrbios de sexualidade, é um santo remédio receitado pelos próprios ginecologistas. A dança trabalha seu interior, traz de volta sua auto-estima, deixa aflorar a sua feminilidade.
Além disso, estimula contrações uterinas, o que alivia completamente as cólicas menstruais primárias. Os movimentos também dão uma boa regulada no aparelho intestinal. Muitas professoras relatam casos de alunas que conseguiram a gravidez tanto desejada, após começarem a praticar dança do ventre. A suspeita não é infundada, há um estímulo da região ovariana, isso contribui para regular o fluxo menstrual.

Texto adaptado por: Tatiana Bandeira - Professora de Dança do Ventre e Educação Física.
http://www.esppacoalpha.com.br/dancaventre.htm

sábado, 19 de junho de 2010

Curiosidades do Egito!!!

O beijo entre os homens

Em público, os beijos entre casais são proibidos. A desobediência a essa lei pode levar o indivíduo à delegacia de polícia. Ou à casa do pai da moça, para explicações, se ela não for casada.

Enquanto é proibido o beijo entre casais, para não despertar "imaginações impuras", é comum o beijo entre os homens: três beijinhos na face, às vezes bem molhados... O adido militar, na primeira vez em que se apresentou às autoridades militares egípcias, ficou corado de vergonha, todo vermelho, quando um general sapecou um beijo em seu rosto. Um não, três... Mas esses beijos entre os homens não chegam a causar a mesma estranheza no Ocidente como aqueles beijos na boca tipo "desentupidor de pia" de antigos figurões soviéticos, que as manchetes estamparam em volta do mundo.

Existe o costume egípcio de os homens andarem de mãos e braços dados. Às vezes, só com o dedo "mindinho". Víamos, no início, com bastante surpresa oficiais ou praças, tanto das Forças Armadas quanto da Polícia, andarem de braços dados, mesmo fardados.

Depois nos acostumamos com isso e eu não via nenhum mal em meu filho Wagner, às vezes, em plena rua, quando fazíamos as costumeiras caminhadas pelo Cairo, também me dar seu braço. Era um sinal de aconchego e amor filial que eu não podia negar só por causa dos nossos costumes diferentes no Ocidente.

As moças egípcias, em princípio, casam virgens. Não é permitido à moça solteira manter conversa com homens. Nas escolas, os meninos sentam em bancos separados das meninas. Segundo os árabes, "a mulher é uma flor tenra que precisa ser preservada". Por isso o uso do purdah (véu), que esconde os cabelos das mulheres. A mulher muçulmana casada, no Egito, não mostra seus cabelos a não ser para o marido e pessoas da família.

Há a nequab, uma vestimenta islâmica que cobre as mulheres da cabeça aos pés, usada por uma quantidade razoável de mulheres no Egito, mas que não é normal. Com essas vestimentas, apenas são vistos os olhos das mulheres. A gente as chamava de "mascaradas", algumas até apresentando figuras grotescas, quando colocavam óculos "fundo de garrafa" por sobre a "máscara". Dava até para se assustar, quando encontradas, inopinadamente, numa dobra de esquina.

É bom lembrarmos que há 50 anos atrás, no Brasil, as mulheres também andavam com vestidos longos, até os calcanhares, e com véus nas cabeças. E a cor predominante era a preta, como posso ainda hoje observar em uma foto de minha avó junto com minha bisavó. Como as mulheres ocidentais mudaram de traje em tão pouco tempo...

Há muitos egípcios que se vestem como os ocidentais, tanto homens quanto mulheres. Mas é grande o número de egípcios, de ambos os sexos, que vestem as longas túnicas, as galabeyias, principalmente os da classe mais pobre, como os beduínos que vêm do interior. Talvez agora tenha aumentado o número de mulheres com vestidos longos, pela imposição dos fanáticos muçulmanos fundamentalistas. Enquanto Muamar Khadafi, da Líbia, se veste espalhafatosamente, cheio de panos esvoaçando ao vento, o Presidente egípcio, Hosni Mubarak, nunca é visto usando uma galabeyia.

Há mulheres que vestem galabeyias pretas, que é uma demonstração de fidelidade ao marido. O desconforto deve ser imenso, pelo calor que provoca. O ideal seria usar túnica branca, como os sauditas, que reflete a luz e, portanto, o calor. Era comum vermos mulheres, aos bandos, todas vestidas de preto. O que levou nossas crianças a comentarem: "Olha só, quantas Perpétuas!" (da novela Tieta).

Antes da ocupação francesa, todos os egípcios usavam barba e bigode. Como os franceses tinham o rosto escanhoado, o antigo costume começou a cair em desuso, embora com alguma resistência.

Antigamente, uma punição exemplar para os egípcios era cortar seu bigode à força, o que causava uma vergonha enorme. No tempo dos mamelucos, homens sem bigode não eram tolerados a entrar nas cortes de justiça e criminosos eram forçados a raspar o bigode e mandados a andar no lombo de burros, de costas, pelas ruas da cidade, para aumentar a vergonha.

Observa-se, ainda hoje, no Egito uma grande quantidade de homens que cultivam seu bigode com bastante esmero. Geralmente são bigodes enormes, como os do ex-jogador de futebol Rivelino. Quanto à barba, esta é hoje cultivada, principalmente, pelos sacerdotes coptas e pelos fundamentalistas islâmicos.

Fonte:


 

Pão Sírio!! Receitinha!!

Receita de Pão Sírio

Ingredientes:

2 kg de farinha de trigo

2 colheres (chá) de sal

1 colher (sopa) de açúcar

1 colher (sopa) de óleo

30 g de fermento

1/2 litro de água levemente morna

1 litro de leite

2 ovos


Modo de Preparo:

Desmanche o fermento na água.

Acrescente os outros ingredientes e bata bem a massa até ficar macia.

Faça bolinhas de 70 gr cada.

Cobrir e deixar descansar por 15 minutos.

Abra círculos de 8 cm com um rolo.

Deixe crescer por mais 30 à 40 minutos.

Assar em forno quente de 300º à 400º por 1 à 2 minutos.

Rende 50 pães.



Fonte de pesquisa: http://www.webbusca.com.br/culinaria/cozinha_arabe.htm

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Deslocamentos: Escorpião!!!


Os deslocamentos, como o próprio nome já diz, são os movimentos que as dançarinas usam para andar pelo palco, ou seja, "se movimentar dançando". Existem diversas maneiras de se deslocar, muitas delas "emprestadas" do Ballet, como o arabesque, mas hoje vamos começar pelo Escorpião!

Provavelmente vocês já conhecem este movimento, mas com esse nome, acho que só eu mesmo!! Caramba, que dureza encontrar um vídeo para exemplificar!! De qualquer forma, para mim não tem como chamar com outro nome, é nítido para mim se chamar "escorpião". Ele é um dos movimentos de deslocamento que mais podem ser incrementados, você pode fazê-lo tremendo, com um camelo, com redondo, com oitos, acho que com tudo! Mil e uma utilidades!

Bem, o Escorpião tem duas formas: alternando ou não a posição da perna. Compliquei? Com alternância: meia-ponta, pise com o pé direito na frente, desça o lado direito do quadril para baixo, eleve à posição normal o quadril, pise com o pé direito atrás, desça o lado direito do quadril. Conforme pisar se movimente para o lado direito. A mesma coisa com o lado oposto para ir para o lado esquerdo. Agora sem alternância: meia-ponta, pise com o pé direito na frente, desça o lado direito do quadril, não tire o pé direito da frente, só desloque seu peso para o pé esquerdo que está atrás, quando jogar o peso para o pé direito que está na frente, vá pisando para o lado direito, se deslocando. O mesmo para o lado esquerdo. Reconheceram o movimento?

IMPORTANTE: Os braços devem estar posicionados, ou seja, está deslocando para o lado direito, então braço esquerdo esticado e braço direito na horizontal (olhem a fotinho acima).

IMPORTANTE²: O pé que está na frente - direito ou esquerdo - que indicará a direção que você deslocará (direita ou esquerda). Exemplo: pisei com o pé esquerdo na frente, eu desloco para o lado esquerdo.

Agora, incrementando o Escorpião:

Escorpião com tremido: para tremer e deslocar nesse movimento, a perna que estiver de apoio (onde você estiver se apoiando enquanto alterna o seu peso entre as pernas para andar) será a que você tremerá. Exemplo: pisei na frente com a perna direita, ela treme, quando meu peso for para a perna esquerda, esta que tremerá. Se você conseguir fazer essa alternância de tremidos sem solavancos, vai parecer que o tremido é contínuo. Chique, não?

Escorpião com camelo: quando você pisar na frente (pé direito ou esquerdo) ondule o abdômen, podendo ser o camelo normal ou invertido (como já explicamos aqui). Exemplo: Pisei na frente = camelo, peso atrás (sem camelo), pisei na frente = camelo.

Com camelo dá para fazer o Escorpião para frente e para trás. Assim: ao finalizar o camelo, ao invés de pisar para o lado, pise para frente ou para trás: camelo, pise à frente; ou camelo, pise atrás. Ah, você pode fazer dois camelos e pisar, dá maior visual!

Escorpião com oito: Nesse você só vai "desmembrar" o oito entre as pernas. Assim: pisei com a perna direita na frente, começo o oito levando o quadril para a direita (qualquer oito), ao jogar o peso para a perna esquerda, finalizo meu oito no lado esquerdo.

Escorpião com redondo: segue a mesma lógica do oito, a ênfase do lado do quadril será de acordo com o ponto de apoio do peso (esquerda ou direita). Exemplo: piso na frente com o pé direito, inicio o redondo da direita, levando para a esquerda, o redondo chegou na esquerda, meu peso tem que estar apoiado na perna esquerda. Ah, claro, andando!

Escorpião com twist: Conforme se deslocar no Escorpião para o lado do pé que está na frente, faça o twist ("sacudir" o quadril) para o mesmo lado.

Fonte de pesquisa: http://www.dancadoventrebrasil.com/
 

Ansuya!!!

Da Califórnia, mais especificamente de Ojai, Ansuya tem seu talento de berço: filha da bellydancer Jenaeni, ela já dança desde os cinco anos de idade! Seu pai é descendente da família real indiana, o que contribuiu com uma toque de misticismo e encantamento ao seu talento. Além de dançarina, é também atriz, tendo participado de diversos filmes e seriados norte-americanos.
Ansuya é considerada uma das mais talentosas dançarinas atualmente, principalmente quanto às suas performances-solo. Ela já recebeu premiações, como "melhor dançarina performática" do IAMED, "melhor dançarina performática do ano", sendo ganhadora desta categoria por 3 vezes. Recentemente ela promove sua carreira internacional com workshops e turnês mundiais.
Fonte de pesquisa:
http://www.dancadoventrebrasil.com/2009/04/ansuya.html

Dança estilo gótico!!!


À primeira vista podemos perceber que é uma faceta da dança do ventre tribal, tanto que aqui no Brasil não há uma distinção clara entre estes dois estilos, as dançarinas assumidamente tribais investem em elementos comuns ao estilo gótico, mas não se posicionam como dançarinas puramente góticas. Muito diferente do que acontece nos Estados Unidos, berço do estilo tribal e do estilo gótico, este último é visto como um estilo independente, já com uma produção própria de dançarinas, vídeos e shows. Todas essas variações criadas no berço norte-americano, em sua maioria, se caracterizam pelo termo Bellydance Fusion, e não só encontramos o estilo gótico, mas também cigano, nipônico, indiano, entre outros, associados à dança do ventre.
O estilo gótico já existe há quase 10 anos, tendo se definido melhor há uns 5, proveniente das tribos urbanas góticas dos EUA, combinando música indiana e do Oriente Médio com música ocidental, especialmente Metal Gótico, Metal Punk e recentemente techno. As bandas que contribuíram para compor o repertório dessas dançarinas, por exemplo, foram The Sisters of Mercy, Dead Can Dance, Vas e Faith and The Muse.
O estilo gótico se divide em duas subcategorias: a dança profundamente fundamentada na cultura gótica, seria o puramente gótico, e a outra seria a de inspiração gótica, isto é, que agrega elementos, mas não se estrutura em estudos e composições desta cultura. Podemos dizer que a primeira é para os aficcionados, aqueles que mergulham e trazem na dança elementos percebidos por quem é do meio, e a segunda é para quem busca o entretenimento simplesmente. A dança do ventre gótica não visa parecer "estranha", ou um "filme de terror caseiro", ela tem como finalidade transformar em arte o lado obscuro da alma (profundo, não?). Para isso a bailarina, sozinha ou em grupo, procura desenvolver um vocabulário de dança que mostre compenetração, sedução, sofrimento, usando até mudras (posições sagradas indianas) para evocar uma aura de encantamento e mistério. As apresentações são sempre coreografadas, trabalhadas, toda a dança segue um objetivo: criar uma dimensão nova, que exprima dança e sentimento unidos em uma densa interpretação.
O figurino das bailarinas não fica atrás das dançarinas tribais, mas alguns elementos se destacam: o preto, as peças metálicas e as roupas feitas de materiais plásticos. As bailarinas investem em maquiagem drag e um penteado elaborado, assim como no estilo tribal, mas todo o visual tem um quê dark, podem usar meias arrastão, couro, espartilhos, tudo preto, beeeem preto! Maquiagem para ficar bem pálida também é o objetivo, resumindo: o visual é vampiresco mesmo!

Fonte de pesquisa:
http://www.dancadoventrebrasil.com/2009/08/estilos-danca-do-ventre-gotica.html

Dança estilo Tribal!!!

Não é dança do ventre, nem tampouco pode ser considerado folclore. Também não é etnicamente tradicional. O Estilo Tribal divide gostos e opiniões, e deixa uma dúvida: o que é afinal esta dança?

Para quem ainda não conhece, Estilo Tribal é uma modalidade de dança que, tendo como base a dança do ventre, funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como o Flamenco, a Dança Indiana e danças folclóricas de diversas partes do Oriente, desde as tradicionais manifestações folclóricas já bem conhecidas pelas bailarinas de dança do ventre às danças tribais da África Central, chegando até mesmo às longínquas tradições das populações islâmicas do Tajisquitão.

Para usar uma terminologia apropriada que não cause dúvida, espanto ou revolta nas defensoras da tradição, chamamos esta modalidade de Estilo Tribal Folclórico Interpretativo. Este estilo surgiu nos EUA, nos idos dos anos 70, quando a bailarina Jamila Salimpour, ao fazer uma viagem ao Oriente, se encantou com os costumes dos povos tribais daquela região. De volta à América, Jamila resolveu inovar e mesclar à dança do ventre as demais manifestações culturais que havia conhecido em sua viagem.

Com sua trupe Bal Anat, Jamila passou a desenvolver coreografias que aliavam acessórios das danças folclóricas aos passos característicos da dança do ventre, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente para criar uma espécie de dança-teatro, acrescentando à isso um figurino mais condizente com o vestuário tradicional das verdadeiras mulheres orientais, abandonando então as lantejoulas e miçangas características dos trajes bedleh.

Um exemplo que temos desta nova forma de dança é a tão popular Dança da Cimitarra. Segundo Jamila, a primeira bailarina que comprovadamente apresentou esta dança, várias lendas sobre o uso da espada pelas mulheres do Oriente, em forma de dança, existem, mas nenhuma delas pode ser tida como real, já que o próprio povo daquela região não aceita esta dança como parte de suas lembranças culturais.

Uma forte característica trazida para o Estilo Tribal das danças tribais é a coletividade. Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo. Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo, as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua, surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público esta interatividade.

Nos anos 80, novas trupes já haviam se espalhado pelos EUA. Masha Archer, discípula de Jamila, ensina a sua aluna Carolena Nericcio as técnicas do Estilo Tribal, criadas por Jamila pra obter um melhor desempenho de suas bailarinas. Esta técnica baseia-se nos trabalhos de repetição e condicionamento muscular (e mental) do Ballet Clássico, adaptados aos movimentos das danças étnicas. Incentivada pelas diferenciações do novo estilo, Carolena forma sua própria trupe, que dará novos contornos à história do Estilo Tribal.

O figurino utilizado por Jamila e sua trupe cobria o torso da bailarina, sendo composto (ainda hoje mantido por esta trupe) basicamente por batas do tipo djellaba ou galabias. Isso tirava, segundo Carolena, um pouco da intenção e visualização do movimento. Surge então um novo visual ao Estilo, que até os dias de hoje continua predominando no cenário Tribal: saia longa e larga, sem abertura nas laterais ou calça pantalona ou salwar (bombacha indiana), choli (blusa curta de manga longa ou semi, que é tradicionalmente utilizada pelas mulheres indianas embaixo do sari), sutiã por cima da choli, xales, cintos, adereços, moedas, borlas, para incrementar o traje, dar maior visualização aos giros e tremidos etc.

Além deste novo figurino, Carolena e sua trupe Fat Chance Belly Dance trouxeram ao Estilo Tribal a complementação com movimentos oriundos da Dança Indiana e Flamenca, e a característica mais forte atualmente no Estilo Tribal: a improvisação coordenada. Esta improvisação parece uma brincadeira de "siga o líder", e baseia-se numa série de códigos e sinais corporais que as bailarinas aprendem, trupe a trupe, que indicam qual será o próximo movimento a realizar, quando haverá transições, trocas de liderança etc. Para a audiência, ficará a impressão de que aquela trupe está desenvolvendo uma coreografia diversas vezes ensaiada, mas ao contrário, elas estão improvisando todas as seqüências na hora, sem que com isso percam o sincronismo e a simetria em cena.

Ainda falando das inovações trazidas por Carolena, a nova postura desenvolvida por suas bailarinas e as posições corporais diferenciadas na execução dos passos dão amplitude aos movimentos, sendo então melhor visualizados pelo público.

Nos anos 90, o Estilo Tribal, passou a demonstrar com mais força a presença da Dança Indiana e ainda mais danças folclóricas foram adaptadas ao Estilo, tudo representado de uma forma simbólica e interpretativa, sem com isso querer traduzir a realidade destas danças, já que estão totalmente fora de seu contexto original.

No Brasil, Shaide e a Cia. Halim, de São Paulo, capital, estão desenvolvendo um trabalho baseado nestas inovações pelas quais o Estilo passou, que acabaram por originar uma nova corrente denominada Neo Tribal, que possibilita a mescla entre a improvisação coordenada do Fat Chance e o estilo coreografado do Bal Anat e sua dança teatralizada, ainda permitindo que novos elementos folclórico-culturais e novas influências sejam acolhidas pelo estilo.

Shaide atualmente desenvolve um trabalho de conscientização corporal em suas bailarinas, por meio do uso da biomecâmica (cinesiologia) dos passos, aliados à postura e com um trabalho paralelo de acompahamento fisioterapêutico individualizado, bailarina por bailarina, desde o aquecimento, alongamento, série de sequências ao relaxamento final das aulas, ensaios e espetáculos. Este trabalho visa desenvolver bailarinas ainda mais capacitadas, reestruturando não apenas a parte muscular, mas também a respiratória, evitando que com isso elas ganhem vícios posturais, até mesmo corrigindo as patologias já existentes, e tornando-as mais aptas a enfrentarem horas dançando sem causarem danos ao seu organismo, com um melhor preparo físico.

SHAIDE, Junho 2002
Fonte de pesquisa: http://www.mayagaorry.com/tribal.htm



A Atuação da Dança do Ventre no Corpo Feminino!

Autor: Lisi Hannan - fisioterapeuta graduada pela PUCRS e trabalha com dança do ventre desde 1996 no Rio Grande do Sul. Já trabalhou em diversos lugares do Brasil, Europa e agora divulga seu trabalho pela Australia.

Email: lisihannan@hotmail.com

A dança do ventre como qualquer outra dança traz muitos benefícios, especialmente para a mulher. Pelo encantamento que ela nos traz, surgiu uma gama de estudos comprovando sua eficácia para o corpo e a mente feminina.

A dança do ventre trabalha em harmonia todas as partes do corpo, em especial o quadril. O trabalho da dança consiste em fazer movimentos, na sua grande maioria, em retroversão. São utilizados movimentos já conhecidos pela fisioterapia como correção de hiperlordose, como pôr exemplo, segundo Béziers (2002), os oitos de quadril implantados na cinésioterapia. O uso extenso de todos estes músculos na dança do ventre significa que todos estes músculos são utilizados harmoniosamente bem. A palavra harmonia usada neste contexto refere-se a quatro itens: coordenação, força, resistência e flexibilidade.

Onde a dança do ventre é realmente superior comparando a outras formas de exercício é o modo como todos os músculos, incluindo os mais profundos, são usados de um modo suave e repetitivo. Segundo Blandine Calais- Germain, (1992): “O aprendizado dos movimentos do quadril deve se tornar uma rotina. A bacia se equilibra permanentemente sobre os quadris, não por um encerramento em força dos músculos superficiais, mas pelo trabalho dos músculos profundos. Este trabalho é importante para o bom equilíbrio e bem estar da coluna vertebral.”

A prática de dança do ventre contribui para o desenvolvimento da resistência muscular localizada abdominal e para a flexibilidade da coluna lombar, e qual a intensidade desta contribuição se comparada a indivíduos que realizam realinhamento da coluna, reabilitação de quadril e a sedentários. É possível que a dança do ventre possa considerar-se uma atividade efetiva para o desenvolvimento destas funções. Os rolamentos e movimentos ondulatórios trabalham os músculos e articulações suavemente em uma grande quantidade de movimentos, e ao mesmo tempo, a massagem realizada pelos movimentos alivia as tensões.

A principal função do quadrante inferior consiste em movimentar e fornecer, simultaneamente, uma base estável a partir da qual os membros superiores possam atuar. Juntos, o tronco e os membros inferiores tem potencial para realizar movimentos multidimensionais com um gasto mínimo de energia. A harmonia neuro-musculoesquelética é importantíssima para o funcionamento ideal do complexo lombar, pélvico e do quadril (Lee, 2001).

Vista de uma forma terapêutica, a dança do ventre trabalha partes do corpo com movimentos especiais como o aprendizado da dissociação de membros, favorecendo uma conscientização maior para a praticante com relação ao seu lugar no espaço e com relação a si mesma, dando assim, um leque maior de movimentos gerais. Este leque permite então um auto-ajuste corporal e um conhecimento específico com relação á dores quaisquer, pois além das práticas da própria dança, aprende-se alongamentos, aquecimentos, enfim, um conhecimento corporal realmente rico.

BIBLIOGRAFIA

• Mohamed, Shokry. Danza Oriental. Madrid, La Imprenta (5): 2002; • Abrão, Ana Carla Peto; Pedrão, Luiz Jorge. A Contribuição da Dança do Ventre Para a Educação Corporal, Saúde Física e Mental de Mulheres que Freqüentam uma Academia de Ginástica e Dança. Rev Latino-am de enfermagem: 13(2): 2005; • Freire, Ida Mara. Dança-educação. O Corpo e o Movimento no Espaço do Conhecimento. Santa Catarina, Cadernos Cedes (51): 2001; • Alves, Flávio Soares; Soares, Marília Vieira. A dança reinventando a imagem no corpo. PPG IA UNICAMP, Conexão Dança: 2006; • Cedeño, Alejandra Leon. Fluir Na Dança E Mudar Na Vida: Benefícios Psicológicos da Dança do Ventre. Conexão dança: 2006; • Barbosa, Luciano. A Dança em Terapia e a história dos ritmos. Conexão Dança:2006; • Araújo, Denise Saldanha de. Corpo e Movimento: Percepção Corporal e Aptidão Física. Rio de Janeiro, Revinter: 2004; • Lee, Diane. A Cintura Pélvica. São Paulo, Manole(2): 2001; • Piret, S.; Béziers, M.M. A Coordenação Motora. São Paulo, Summus Editorial: 1992; • Feldenkrais, Moshe. Consciência Pelo Movimento. São Paulo, Summus Editorial (5): 1977; • Cailliet, Rene. Compreenda Sua Dor Nas Costas. Porto Alegre, Artmed: 2002; • Bencardini, Patrícia. Dança do Ventre: Ciência e Arte. São Paulo, Texto Novo: 2002; • Bricot, Bernard. Posturologia. São Paulo, Ícone: 2001; • Bienfait, Marcel. Os Desequilibrios Estáticos. São Paulo, Summus Editorial (2): 1995; • www.egipto.com • www.libanoshow.com • www.portaloriental.com

• www.lisihannan.com

Porquê o Egito é o Centro Mundial da Dança do Ventre.

Todos sabemos que a dança é praticada no Egito desde a antiguidade.



Mas vamos falar de como o Egito é importante no cenário atual da dança do ventre.



Desde que na década de 20 a bailarina Badia Massabai abriu uma casa noturna no Cairo, ela , juntamente com outras bailarinas , começaram a estudar novas formas de coreografias e apresentações de dança.



Nós podemos observar como a dança se desenvolveu naquela época assistindo aos vídeos de Samia Gamal, que començou a introduzir passos de ballet e coreografias com elementos modernos .



Os figurinos e cenários tinham uma nítida influência de hollywood.



Naquela época as bailarinas começaram a usar sapatos para se distinguir das classes mais pobres e mostrar que a dança do ventre gradualmente subia de status.



Esse processo continua até hoje , com as bailarinas se sofisticando cada vez mais e utilizando nos shows orquestras de até 75 músicos, coreógrafos e grupos de dança que dão sustentação ao show.



As produções de cinema também ajudam o desenvolvimento da dança. O Egito é o maior produtor de cinema do mundo árabe, constituindo um vasto mercado de trabalho para artistas é técnicos.



O Egito é ao mesmo tempo centro conservador das tradições da cultura árabe e vanguarda artística do Oriente Médio.


Fonte de pesquisa: http://www.giselebomentre.com.br



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ritmos Árabes!!

Ritmos Árabes

As características dos principais ritmos árabes.

Baladi
Compasso 4/4. É sem dúvida o ritmo mais conhecido e utilizado na Dança do Ventre.
Em árabe, "baladi" significa meu povo, podendo representar a terra natal e tudo que tenha origem popular. A dança baladi se caracteriza pela forte marcação do ritmo, os pés marcam o tempo musical e o quadril marcam o contratempo.

Maksoum
Compasso 4/4. É um ritmo muito forte, no que se refere a animação.
Junto com o Baladi, são os ritmos básicos da música árabe.O Maksoum é considerado um ritmo acelerado do Baladi.

Masmoudi
Compasso 8/4. Similar ao Baladi, só que realizado diminuindo o andamento do compasso, transformando o tempo de quatro, para oito.

Said
Compasso 4/4. Os dois Duns que iniciam o Baladi, aqui são encontrados no centro do compasso.
Said significa feliz, é um ritmo árabe bastante popular executado em ocasiões festivas. Em princípio, este ritmo era usado para dançar "Tahtib", uma dança marcial masculina, na qual os homens simulavam lutar com longos bastões que fazem às vezes de uma arma.Seus movimentos eram fortes, ágeis, marcados por saltos, giros e batidas de bastões.
No Brasil, é usado na Dança do Bastão por mulheres, com movimentos extremamente femininos e graciosos, diferentemente do Tahtib.

Malfuf
Compasso 2/4.É um ritmo acelerado, muito utilizado na Dança do Ventre para entradas e saídas no palco, ou como "ponte" de movimentos.
Muito utilizado no Meleah Laff e na Dança com Candelabro.

Falahi
Compasso 2/4.Falahi significa "caipira", os camponeses egípcios usavam esse compasso em canções para celebrar a colheita.
Geralmente é tocado 2 vezes mais rápido que o Maksoum. Esse ritmo originário do interior do Egito também acompanhava as mulheres que iam buscar água com um jarro sobre as cabeças e em grupo.

Saud
Compasso 2/4.Saud significa "que vem do Golfo". É um ritmo conhecido para se dançar o Khallege. Os países onde este ritmo é mais conhecido são: Kuwait, Katar, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

Fonte de pesquisa: http://www.yalabina.net/


Instrumentos árabes!!!

Instrumentos
A música árabe está presente nas apresentações de dança do ventre e, conta com alguns instrumentos caracteríticos: Derbak, Daff e Snuj.As dançarinas utilizam com frequência instrumentos para acompanhar os músicos, principalmente os snujs. Existem os instrumentos de corda (alaúde, violino e cítara), os de sopro (vários tipos de flautas; as mais usadas são o nay e o miguêz) e os instrumentos de percussão (doholla, snujs, dâff, reque, mazhar tablet, e o derbak).
Os instrumentos podem ser também classificados em percussivos, melódicos e harmônicos. A percussão é o lado instintivo e está ligado ao quadril; a melodia corresponde aos sentimentos e está ligada ao peito; e a harmonia, ao lado racional, correspondente à cabeça. É de responsabilidade da bailarina de Dança do Ventre saber interpretar cada instrumento no seu solo, mostrando assim a qualidade de cada instrumento.

Derbak (nome árabe) ou Tabla (nome egípcio)
O derbak é o principal instrumento de percussão árabe, muito comum na maioria das músicas com um som bem alegre e vibrante.
A bailarina e o derbak podem fazer uma grande dupla se estiverem em ótima sintonia.As batidas fortes tem que ser acompanhadas com a mesma precisão pela bailarina.
O instrumento tradicional é feito com argila queimada revestida por pele de peixe ou de cabrito.

Daff (Pandeiro)
O Daff, nome que recebe do Líbano, é um pequeno pandeiro feito em anel de madeira e revestido em pele de peixe ou carneiro.Possui cinco címbalos duplos totalizando um conjunto de 10 címbalos que produzem grande sonoridade.Possui também sua versão moderna em aro de metal e pele de nylon.No Egito, recebe a denominação “Riq”.Partindo da análise de sua sonoridade, podemos chamá-lo de “pandeiro tenor”. Há 3 formas de se tocar os címbalos:

A- Utilizando todos os címbalos;

B- Utilizando parte dos címbalos;

C- Utilizando apenas a membrana de couro.
No Brasil, o Daff somente passou a ser conhecido pelo público em geral na metade dos anos 80.Esse instrumento juntamente com o Derbak e os Snujs, foram os primeiros instrumentos de percussão árabe a serem usados por músicos no Brasil.
Assim como os snujs, por ser pequeno e fácil de lidar, também pode ser usado nas danças pela própria bailarina.O Daff tem como principal objetivo ostentar o ritmo árabe.Os ritmos mais rápidos são perfeitos para serem acompanhados pelas batidas do pandeiro no corpo da bailarina.

Snujs
São pequenos címbalos metálicos, tocados pela bailarina com um par em cada mão.Eles se assemelham com a famosa "castanhola" espanhola.Produzem um som característico que dão vida e alegria ao ritmo que está sendo tocado.

Alaúde
Seu nome vem do árabe Al-'Ud (cujo plural é 'Idan). Sua origem remonta ao século VII. Possui braço curto, fundo arredondado e 5 pares de cordas. No passado, suas cordas eram feitas de seda e tripas. Atualmente, as cordas maiores são feitas de nylon, e as menores, de metal e seda. Nos tempos mais antigos, a palheta utilizada para tocar as cordas era feita de pluma de águia; atualmente, ela é feita de casco de búfalo ou de plástico. É considerado tradicionalmente o principal instrumento da música árabe, e ainda é muito utilizado.

Contrabaixo
Quando, na metade do século XX, múltiplos violinos, e em seguida violoncelos tornaram-se parte das orquestras árabes, os contrabaixos foram também introduzidos, funcionando tanto na melodia quanto na percussão. Geralmente, na música árabe, as cordas são puxadas com a mão, e não tocadas com o arco.

Nay
É uma flauta de junco, aberta dos dois lados, com 6 orifícios. Quando tocado, a ponta oposta à que está na boca fica voltada para baixo, obliquamente ao lado direito do corpo do músico. Um mesmo músico utiliza 6 ou 7 nays de diferentes comprimentos, para tocar em diferentes alturas. O junco com o qual o instrumento é construído deve possuir 9 segmentos, portanto deverá ser escolhido um pedaço de junco que tenha 8 nós (ou juntas) naturais. Este instrumento data de um período bastante remoto. O Nay tem associações filosóficas e místicas, nas quais ele é associado ao corpo humano: ambos precisam do sopro da vida para se tornarem ativos. De acordo com estas crenças, o som do Nay pretende expressar a ânsia do homem em unir-se a Deus. Este instrumento também existe na música turca e persa, onde foram acrescentadas peças para encaixe da boca. Na Turquia, esta peça é feita de madeira ou chifres, e no Irã ela é feita de metal. Geralmente, seu som se assemelha a um longo apito.

Violino
Instrumento europeu que foi adotado pela música Árabe no século XIX. No século XX ele já havia tomado o lugar da antiga rabeca de ponta de ferro, passando inclusive a usar o seu nome: kamanja ou kaman. A quantidade de músicos violinistas nas orquestras Árabes também aumentou desde a primeira metade do século XX: no início era apenas um, e hoje em dia, nas grandes orquestras, utilizam-se 12 ou mais.

Violoncelo
Quando os múltiplos violinos foram introduzidos nas orquestras árabes, na primeira metade do século XX, o violoncelo também também passou a ser utilizado. Na segunda metade do século XX tornou-se comum nas grandes orquestas a utilização de pelo menos três deles.

Fonte de pesquisa: http://www.yalabina.net/





terça-feira, 23 de março de 2010

Como dançar com espada!!


A dança do ventre com espada é uma modalidade muito famosa, mesmo entre quem não entende nada sobre o assunto. E não é à toa. Ver uma dançarina, mesmo num programa de televisão, tentando equilibrar uma espada na cabeça por exemplo, é impressionante. Todo mundo se pergunta "Como ela faz isso?". Mas não se impressione tanto: na verdade, é bem mais fácil do que parece.


* Em primeiro lugar, você precisa escolher a espada certa. Se você achou que deveria dar uma passada numa dessas lojas de espadas samurais ou coisas do tipo, se enganou. Enquanto essas espadas são feitas para se defender de outras bem perigosas, as de dança do ventre apenas parecem perigosas. Elas são feitas especialmente para serem equilibradas, e não possuem gume para não cortar ninguém. Você ainda vai encontrar espadas com estilos e pesos bem diferentes por aí. Uma boa espada para inciantes deve ser mais pesada e a superfície, áspera. Espadas desse tipo são mais fáceis de se equilibrar, uma vez que o peso impede que a espada seja excessivamente influenciada pelos movimentos da dançarina, e a superfície áspera evita que a espada escorregue com facilidade.

* Depois disso, você precisa preparar sua espada para a dança. Ainda que seja possível equilibrá-la em qualquer parte do corpo sem nenhum tipo de truque, algumas dançarinas preferem se utilizar de uma "ajudinha extra" usando parafina, principalmente daquelas usadas pelos surfistas nas pranchas. Antes de dançar, aplique uma fina camada de parafina pela espada, esfregando por toda sua superfície. Você também pode usar uma vela, mas a parafina é mais espessa e aderente, além de durar mais tempo.

* Agora que você já preparou sua espada, é hora treinar o equilíbrio. Você pode equilibrar a espada em praticamente todo o corpo: cabeça, queixo, pulso, ombro, quadril, barriga, coxa - as possibilidades variam de acordo com sua flexibilidade e ousadia. Então, durante seu treino, tente equilibrar a espada em todo e qualquer lugar do corpo. Primeiro, tente equilibrar a espada sem fazer movimentos. Assim que você tiver certeza de que sua espada não vai a lugar algum, comece a fazer movimentos com ela sobre determinada parte de seu corpo. A cabeça é um bom lugar para se começar. Para algumas dançarinas, a cabeça é a parte mais fácil para se iniciar porque muitas espadas possuem uma leve inclinação em seu formato; elas são praticamente feitas para serem equilibradas na cabeça. Depois disso, faça movimentos lentos e note como eles afetam o equilíbrio da sua espada.

* Sempre use uma roupa adequada ao realizar a dança com espada. Algumas roupas - principalmente os acessórios como cinturões, tiaras e franjas de bustiê - podem atrapalhar sua perfomance na hora de tentar equilibrar a espada. Assim, você precisa preparar cuidadosamente sua coreografia de acordo com a roupa escolhida, e inclusive ensaiar com ela para evitar qualquer surpresa desagradável na hora da apresentação.

* Provavelmente você vai se sentir bem "zen", calma, tranquila, quando estiver dançando com uma espada diante do público. Mas lembre-se de que as pessoas não sabem que a coisa na verdade é bem fácil. Então, mesmo que você consiga colocar a espada sobre a cabeça em 3 milésimos de segundo e iniciar uma sequência de passos logo depois, tente fazer algo mais do que isso. Você precisa criar uma atmosfera de mistério no público. Entre fazendo poses com a espada. Faça movimentos lentos e precisos, imitando uma guerreira - uma guerreira um tanto graciosa. Arraste a espada e faça o público se perguntar como você vai fazer para conseguir levantá-la. Quando chegar a hora de colocar a espada sobre a cabeça, faça tudo lentamente também. Tudo tem que ser feito dessa maneira para que pareça difícil e, assim que a espada estiver devidamente equilibrada, dê uma pausa e faça aquela cara de "satisfeita com o esforço tão grande que você acabou de fazer", sabe? A dança do ventre com espada pode realmente hipnotizar o público se você fizer a coisa bem feita. Por isso, lembre-se sempre de tentar fazer a coisa parecer difícil e todos vão apreciar muito sua apresentação.

* Equilibrar uma espada na cabeça, ou em qualquer parte do corpo, pode ser um pouco doloroso no início. Se você não estiver acostumada, pode sentir um incômodo por causa da fricção e da pressão da espada sobre o local. Então, não exagere, faça algumas pausas no seu ensaio, alterne a parte do corpo em que você equilibra a espada, até se sentir mais confortável.

fonte de pesquisa: